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30 de janeiro de 2007- Visualizações: 3939
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Relatório sobre o clima irá alarmar o mundo
(ENVOLVERDE) Um relatório que está sendo preparado sobre as mudanças climáticas irá fornecer a evidência com maior credibilidade até o momento sobre a relação do homem com o aquecimento global. A esperança é que o documento choque o mundo e incentive as pessoas a tomar mais atitudes para frear o problema.
O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), previsto para ser publicado em 02 de fevereiro, em Paris, descreve as pesquisas realizadas por 2.500 cientistas de mais de 130 países, e que levaram seis anos para sere compiladas.
“Há muitos sinais e evidências neste relatório que claramente estabelecem não só o fato de as mudanças climáticas estarem acontecendo, mas também de que é realmente a atividade humana que está influenciando essas mudanças”, diz R.K. Pachauri, presidente do IPCC.
“Eu espero que esse documento surpreenda a população e os governantes e os faça agir de forma mais séria; uma vez que não se pode ter prova mais autêntica e trabalho de maior credibilidade científica do que este. Então, eu espero que isso seja aceito pelo que vale”.
O IPCC dirá com 90% de certeza que a atividade humana, liderada pela queima de combustíveis fósseis, é culpada pelo aquecimento global nos últimos 50 anos, afirmam algumas fontes. A expectativa é que novo relatório preveja um aumento de 2ºC a 4,5ºC nas temperaturas este século, apresentando 3ºC como mais possível.
Tempo louco
Pachauri disse em uma entrevista que as descobertas do relatório, o quarto desse tipo, serão “muito mais sérias e preocupantes” do que as de documentos anteriores.
Há mais evidências ao redor do mundo de que as emissões de gases do efeito estufa estão causando o aumento das temperaturas, a elevação do nível do mar, o derretimento de geleiras, a ocorrência de fenômenos climáticos esquisitos e de problemas de disponibilidade de água, diz Pachauri.
“O Ártico, por exemplo, está claramente derretendo mais rápido do que outras regiões do planeta”, acrescenta. “As estatísticas estão no relatório e isto está acontecendo muito mais rápido do que se antecipava”.
“Os impactos são visivelmente sérios para a parte mais vulnerável do mundo. Estados localizados em pequenas ilhas estão nitidamente muito vulneráveis e partes do sul da Ásia estão suscetíveis devido às enchentes e ao derretimento das geleiras”.
Pachauri, que é também diretor do maior centro ambiental da India, o Institito de Energia e Pesquisa (Energy and Research Institute), disse que há mais preocupação com as mudanças climáticas em todo o mundo hoje do que nunca e elogiou a Europa e o Japão pelas suas iniciativas.
Ele diz que o ceticismo em torno da relação das atividades humanas com as mudanças climáticas está sendo derrubado à medida que mais evidências aparecem. “Eu acredito que os céticos sobre as mudanças climáticas irão continuar, mas a boa notícia é que o número deles e seus efeitos estão declinando”, afirmou.
“As lacunas no conhecimento sempre haverão em ciência, mas você usa o seu bom senso e é disso que todas as boas políticas são feitas... se você agir, o benefício é que você pode estar realmente minimizando os impactos prejudiciais do aquecimento global”.
Leia mais
• Retrospectiva: Conheça os fatos que marcaram a conservação da natureza em 2006
• O Brasil é a nação mais preocupada do mundo com os efeitos do aquecimento global
• Fome e sede são os resultados do desequilíbrio climático
• Termômetro gigante é instalado na Torre Eiffel
• Ambiente: Um outro lado da história, o esfriamento global
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CarbonoBrasil
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Relatório Planeta Vivo 2006
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Envolverde.com.br
O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), previsto para ser publicado em 02 de fevereiro, em Paris, descreve as pesquisas realizadas por 2.500 cientistas de mais de 130 países, e que levaram seis anos para sere compiladas.
“Há muitos sinais e evidências neste relatório que claramente estabelecem não só o fato de as mudanças climáticas estarem acontecendo, mas também de que é realmente a atividade humana que está influenciando essas mudanças”, diz R.K. Pachauri, presidente do IPCC.
“Eu espero que esse documento surpreenda a população e os governantes e os faça agir de forma mais séria; uma vez que não se pode ter prova mais autêntica e trabalho de maior credibilidade científica do que este. Então, eu espero que isso seja aceito pelo que vale”.
O IPCC dirá com 90% de certeza que a atividade humana, liderada pela queima de combustíveis fósseis, é culpada pelo aquecimento global nos últimos 50 anos, afirmam algumas fontes. A expectativa é que novo relatório preveja um aumento de 2ºC a 4,5ºC nas temperaturas este século, apresentando 3ºC como mais possível.
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Pachauri disse em uma entrevista que as descobertas do relatório, o quarto desse tipo, serão “muito mais sérias e preocupantes” do que as de documentos anteriores.
Há mais evidências ao redor do mundo de que as emissões de gases do efeito estufa estão causando o aumento das temperaturas, a elevação do nível do mar, o derretimento de geleiras, a ocorrência de fenômenos climáticos esquisitos e de problemas de disponibilidade de água, diz Pachauri.
“O Ártico, por exemplo, está claramente derretendo mais rápido do que outras regiões do planeta”, acrescenta. “As estatísticas estão no relatório e isto está acontecendo muito mais rápido do que se antecipava”.
“Os impactos são visivelmente sérios para a parte mais vulnerável do mundo. Estados localizados em pequenas ilhas estão nitidamente muito vulneráveis e partes do sul da Ásia estão suscetíveis devido às enchentes e ao derretimento das geleiras”.
Pachauri, que é também diretor do maior centro ambiental da India, o Institito de Energia e Pesquisa (Energy and Research Institute), disse que há mais preocupação com as mudanças climáticas em todo o mundo hoje do que nunca e elogiou a Europa e o Japão pelas suas iniciativas.
Ele diz que o ceticismo em torno da relação das atividades humanas com as mudanças climáticas está sendo derrubado à medida que mais evidências aparecem. “Eu acredito que os céticos sobre as mudanças climáticas irão continuar, mas a boa notícia é que o número deles e seus efeitos estão declinando”, afirmou.
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