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Opinião

Por que as igrejas têm dificuldade para falar sobre sexo?

Por Cláudio Marra

Para Francis Schaeffer (O Deus que Intervém, Cultura Cristã), o perfil do homem moderno começou a ser esboçado a partir de Tomás de Aquino (1225-1274), que teria iniciado a discussão sobre o que se denominou “natureza e graça”.

Passou-se a valorizar a natureza – criação de Deus –, e as coisas do corpo deixaram de ser tão desprezadas se comparadas ao espiritual.

A visão tomista de que o intelecto não sofreu os efeitos da Queda redundou no entendimento de que o intelecto humano é autônomo. Daí a proposta da teologia natural, sem as Escrituras. A graça ficou para trás. Os pintores foram mostrando isso em sua arte.

A Reforma fez distinção entre Graça e Natureza, sem, porém, fragmentá-las. Cada coisa em seu devido lugar. O intelecto humano foi severamente afetado pela Queda e não somos autônomos. Deus é autônomo e, por meio da Escritura revelada, temos conhecimentos verdadeiros e unificados. Usamos a razão.

" Nem a visão platônica nem a humanista satisfazem. Pó da terra e sopro de Deus,
somos amostras ambulantes de graça e natureza em equilíbrio "


Aprendemos das Escrituras que o ser humano foi feito à imagem de Deus. E isso inclui o não cristão. Somos todos maravilhosos, uma combinação importante de sopro de Deus e de pó da terra, amostras ambulantes de graça e natureza em equilíbrio.

Esse entendimento fez enorme diferença para os que abraçaram a Reforma e para sua cultura e sociedade.

Segundo a posição bíblica, nem a visão platônica nem a humanista satisfazem. Pó da terra e sopro de Deus, o homem recebe atenção divina integral. Também, a Queda nos afetou por inteiro e há em Cristo redenção integral. Graça e natureza interligadas.

Assim, fragmentar o binômio Graça/Natureza com predomínio da razão humana não foi boa ideia. Mas também não se pode manter a fragmentação com alguma forma de platonismo. Rejeitar o racionalismo – o que devemos fazer – não é rejeitar o racional, criado por Deus e marca da imagem divina. Rejeitar a autonomia da natureza não pode levar a satanizar a natureza, criação divina e palco da glória de Deus.

Apegadíssimos a extremos, porém, é isso que muitos setores do cristianismo estão fazendo. Rejeitam uma transgressão cometendo outra. Voltamos ao tempo em que castidade significava ausência total de experiência sexual – essa coisa animal –, mesmo no âmbito do casamento.

Respondendo a pergunta inicial, acho que é por isso.

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Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.
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