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Notícias

LMP 2026 revela avanço da perseguição religiosa no mundo

Veja o que mudou na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas

Por Portas Abertas

A Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) revela que mais de 388 milhões de cristãos enfrentam algum tipo de perseguição ou discriminação em razão da fé em Jesus Cristo. O número equivale a um em cada sete cristãos no planeta

Segundo a organização, a perseguição persiste porque milhões de cristãos se recusam a negar sua fé, ainda que isso possa custar liberdade, segurança ou até mesmo a vida. A missão iniciada em 1955 pelo Irmão André — marcada pelo texto de Apocalipse 3.2, “Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer” — continua sendo apoiar e fortalecer comunidades cristãs em situação extrema em todo o mundo.

Veja os destaques

Coreia do Norte permanece como país mais perigoso para cristãos

Há 23 anos, a Coreia do Norte ocupa o primeiro lugar na LMP. O regime segue classificando cristãos como “traidores da pátria”, sujeitos a tortura, prisão arbitrária e envio a campos de trabalho forçado. O acesso à Bíblia é estritamente proibido, e cultos só podem ocorrer em absoluto sigilo.

A repressão intensa foi resumida por um cristão norte-coreano ouvido pela organização:
“Qualquer sinal de fé é considerado uma ameaça direta ao Estado”, afirmou.
Outra liderança local acrescentou: “A simples posse de Escrituras pode significar a morte”.

Aumento no número de países com perseguição extrema
A LMP 2026 aponta 15 países classificados no nível máximo de perseguição — dois a mais que em 2025. Os novos integrantes desse grupo são:
• Síria, agora na 6ª posição. O país voltou a apresentar perseguição extrema devido ao aumento do índice de violência causado por ataques a igrejas, fechamento de escolas cristãs e aumento no número de morte dos seguidores de Jesus.
• Mali, ocupando o 15º lugar, atingiu o nível máximo de violência. Os cristãos no país são alvos de extremistas islâmicos e sofrem com intimidação, deslocamento forçado, extorsão e ataques a igrejas e comunidades.

O principal fator para a mudança foi o aumento significativo da violência registrada em ambos os países.



Escalada de violência leva a Síria à 6ª posição

A Síria teve um dos avanços mais bruscos no ranking, saltando da 18ª para a 6ª colocação. Apenas em 2025, ao menos 27 cristãos foram mortos — em contraste com a ausência de registros confirmados no ano anterior. Desses, 22 morreram no ataque à igreja de Damasco, em junho de 2025.

Além das mortes, houve fechamento de escolas cristãs, ataques a templos e maior vulnerabilidade das comunidades diante do fortalecimento de milícias locais, que têm praticado extorsão, intimidação e sequestros.

Tajiquistão registra avanço preocupante na Ásia Central
O Tajiquistão subiu 12 posições, passando do 39º para o 27º lugar. O aumento é atribuído a demolição de igrejas, sequestros de cristãos e crescimento no número de cristãos que precisaram fugir do país.

Além dele, outros dois países se destacam na região:
No Cazaquistão, a queda no número de incidentes violentos fez o país sair do 38º para o 45º lugar. O Turcomenistão passou da 29ª para a 35ª posição.

África Subsaariana: o epicentro da violência contra cristãos
A África Subsaariana permanece como a região mais letal para cristãos: 93% das mortes relacionadas à fé ocorreram ali em 2025. Entre os 14 países da região presentes na LMP, apenas a Etiópia manteve estabilidade nos níveis de pressão e violência.

Os aumentos mais significativos ocorreram em:
• República Democrática do Congo (29º lugar) – subiu seis posições;
• Camarões (37º lugar) – também avançou seis posições.

Milícias extremistas e grupos armados continuam sendo os principais agentes de violência, responsáveis por massacres, sequestros, deslocamentos forçados e destruição de igrejas.



Nepal retorna ao ranking após três anos
Ausente desde 2023, o Nepal voltou à LMP em 2026, ocupando o 46º lugar. O país registrou aumento de ataques a igrejas, detenções de cristãos por evangelização, e endurecimento de políticas que limitam conversões religiosas.

Prisão de homens cristãos impacta 69% dos países monitorados
A análise dos últimos cinco anos revela que, em 69% dos 50 países monitorados pela LMP, homens cristãos correm risco real de prisão arbitrária por causa da fé.

A detenção de um homem — frequentemente provedor da família — provoca consequências que ultrapassam a esfera individual, refletindo em:
• perda ou grave comprometimento do sustento familiar;
• marginalização social;
• estigmatização de esposas, filhos e parentes;
• risco aumentado de violência e exploração;
• vulnerabilidade econômica prolongada.

Em muitos contextos, a prisão funciona como estratégia deliberada de Estados e grupos extremistas para fragilizar e desestabilizar comunidades cristãs inteiras.

Perseguição no ambiente educacional atinge 99% dos países do ranking

Entre crianças e jovens cristãos, a principal forma de perseguição é a discriminação escolar, registrada em 99% dos países analisados nos últimos cinco anos.

A hostilidade pode incluir:
• intimidação e assédio por colegas ou professores;
• exclusão social;
• notas injustas ou punições disciplinares seletivas;
• proibição de acesso à educação;
• currículos que criminalizam ou distorcem a fé cristã.

A restrição educacional é vista como um meio de quebrar o ciclo geracional da fé, limitar oportunidades futuras e manter comunidades cristãs em condições de pobreza e vulnerabilidade estrutural.

Um chamado à solidariedade

A Portas Abertas reforça que a Igreja global é um único corpo e que o sofrimento de cristãos perseguidos exige oração, apoio e mobilização. A organização atua em mais de 70 países oferecendo assistência emergencial, treinamento bíblico e suporte socioeconômico. Para saber mais sobre a LMP e como ajudar ao cristão perseguido, clique aqui.

Imagens:
1. Ataques, prisões e abusos físicos e emocionais aos cristãos no Nepal colocaram o país na LMP 2026. Portas Abertas
2. Países que mais subiram na LMP. Portas Abertas
3. Países de Perseguição Extrema. Portas Abertas



REVISTA ULTIMATO – LEMBREM-SE: ‘DEIXO COM VOCÊS A PAZ, A MINHA PAZ LHES DOU”
Durante a última ceia com os discípulos, Jesus se despede com palavras de paz: “Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá. Não vos perturbeis, nem vos atemorizeis”.

Por meio dos artigos de capa desta edição, Ultimato quer ajudar o leitor a se lembrar dessa verdade. Para fazer frente aos dias difíceis em que vivemos.

É disso que trata a
edição 417. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Discordâncias Religiosas - Como lidar com a pluralidade de crenças, Helen De Cruz
» Budismo - Uma abordagem cristã sobre o pensamento budista, David Burnett
» Uma Nova Introdução ao Islã - Origens, tendências e práticas muçulmanas no mundo contemporâneo, Daniel W. Brown

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