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Opinião

Jesus Cristo – um intermediário para a realização dos sonhos ou o Salvador?

Por Luiz Fernando dos Santos
 
“Façam tudo com amor” (1 Co 16.14).
 
“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4.19).
 
“O pão tem uma qualidade, a água outra, vestimentas outra, medicações outras; mas nenhum tem todas elas em si mesmas, como Cristo as têm. Ele é pão para o faminto, água para o sedento, veste para o nu, cura para o ferido; e seja o que for que a alma possa desejar é encontrado Nele” (John Flavel, Cristo, Totalmente Desejável).
 
Uma fundamental característica do discipulado cristão, muitas vezes negligenciada e não tratada com a devida seriedade, é o desejo por Cristo, o desejo de Cristo, o enlevo da alma para Cristo. Aqui, muitos cristãos e muitas igrejas têm falhado miseravelmente na vivência do seguimento de Jesus. Muitos se relacionam com Jesus, mas têm na vida outros desejos que tornam esse relacionamento condicional ou em segundo plano. Desejam segurança financeira, estabilidade, bens, carreira, sucesso e felicidade, com a mesma ânsia, quando não maior, do que aquela devida a Cristo.
 
Os que assim fazem, pensando ser possível encaixar o relacionamento com o Senhor com essas outras buscas, se equivocam e ainda diminuem a pessoa, a obra do Salvador. Servem, na verdade, a dois Senhores, o próprio coração e a sua agenda e pretendem ainda servir a Cristo. Coisa impossível, pois há de desagradar a um dos dois, na verdade, a ambos. 
 
Há ainda igrejas e cristãos que buscam a Cristo por causa de algum benefício. Querem um relacionamento com Ele, ainda que custe um ou outro sacrifício, porque desejam os outros benefícios mensuráveis dessa relação. Jesus se torna assim um meio, uma espécie de corretor, de intermediário para a realização dos sonhos. Saúde, casa própria, quitação das dívidas e, claro, enriquecimento. 
 
Esse tipo de relacionamento com o Mestre não faz jus à missão que Ele veio realizar, apequena o seu papel no evangelho e o pior de tudo, falsifica a sua identidade como o Salvador dos homens de seus pecados. É um ultraje à pessoa excelsa e bendita do Filho Eterno de Deus. Essas modalidades de ‘discipulado’ só revelam o quão mesquinho, autocentrado e ególatra é o nosso coração. 
 
O desejo por Cristo é uma das marcas decisivas para a genuinidade do discipulado. Todo discípulo maduro terá um anelo sempre crescente pela pessoa do Senhor, o preferirá em detrimento de qualquer outra realidade da criação. Será capaz de renunciar aos maiores prazeres, desprezar as maiores riquezas, relativizar todos os sofrimentos e enfrentar cada perigo, só para ter mais do conhecimento e da graça de Jesus em um relacionamento de amor. 
 
Todo discípulo experimentado sabe que de todas as bênçãos conquistadas por Cristo e de todas as dádivas comunicadas e a serem ainda dispensadas sobre a nossa existência, nenhuma supera o fato de que Cristo se deu a nós, que Ele é nosso tanto quanto somos dele. O discípulo adiantado em seu relacionamento e compromisso com Jesus o amará mais que a própria vida e se recusará a amar qualquer outra coisa que não possa ser amada em Cristo, que não possa ser amada por Cristo e que não possa ser amada para Cristo. 
 
Assim, o discipulado consiste em entender e viver algumas passagens bíblicas que apresentam esta sublimidade de Jesus: “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm 11.36); “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Cl 1.17); “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20); e ainda: “Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Fp 3.8), para ficar apenas com essas citações. 
 
As Escrituras atestam essa primazia que o cristão deve dar a Cristo em detrimento a todas as outras realidades, por mais legítimas, necessárias e desejáveis. Nada se compara a Cristo. Assim, Cristo é a medida para tudo. Um casamento só é verdadeiramente sólido e guardado de perigos fatais se os cônjuges se amam em Cristo e nunca se amam mais que a Cristo. Os pais encaminharão bem os seus filhos se os amar em Cristo, por Cristo e para Cristo, educando-os na disciplina do Senhor. 
 
E assim, tudo que for conforme a orientação de Paulo em Filipenses 4.8: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”, são coisas dignas, dependentes, aceitáveis e abençoadas por Cristo, porque não concorrem com Ele, não rivalizam com Ele nos corações e só são amadas porque podem ser amadas em Cristo. 
 
Visite o seu coração, examine a sua alma, esquadrinhe as suas prioridades, se Cristo não anteceder e não for o fim de todos os seus desejos, está na hora de pedir graça e correr pressurosamente para os braços e abraços do amado de nossa alma, o único digno do nosso amor.

É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 91 [ver]

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