Notícias
10 de março de 2015- Visualizações: 3037
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
Capelães prisionais são estratégicos para combater o terrorismo na França
Após as ações terroristas ocorridas no início de 2015 na França, que vitimaram 17 pessoas em um mês, as autoridades francesas passaram a dar mais atenção às radicalizações islâmicas dentro das prisões. De acordo com matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 24 de fevereiro, entre as principais medidas de combate ao terrorismo anunciadas pelo governo francês, logo após o atentado ao “Charlie Hebdo” (dia 7/1) que matou 12 pessoas, estão o aumento das visitas de capelania carcerária e o isolamento dos radicais.
Na França, há capelães de diversas religiões. Os cristãos são mais numerosos (681), mas os muçulmanos (182) são importantes dentro de prisões cada dia mais islâmicas. Os pregadores religiosos que visitam os presos passam a ser vistos como aliados contra o terrorismo, pois tentam impedir a radicalização propagando um islã que prega a paz e o amor.
O cientista político, Habib Kaaniche, responsável pela equipe de 12 profissionais que visita 17 presídios, diz que nas prisões, as pessoas ficam muito vulneráveis ao radicalismo por estarem longe da família e da comunidade.
Para incentivar a atuação de capelães islâmicos o premiê francês, Manuel Valls, anunciou em janeiro a criação de 60 vagas suplementares nos três próximos anos e a duplicação dos ganhos dos capelães, que hoje se aproxima de meio salário mínimo francês. A medida é parte de um programa de luta contra o terrorismo que dispõe de um orçamento total de quase R$ 2,4 bilhões, até 2017.
O isolamento dos extremistas também é outra ação que será implementada, mas não há consenso sobre a medida. Para o capelão Loueslati, o isolamento deveria acontecer sem a transferência de prisão e não concentrar os radicais em prisões específicas, para não impedir as visitas familiares e evitar que os presos se desliguem ainda mais da realidade.
O investimento na capelania carcerária passa a ser vista como uma estratégia eficaz na luta contra a radicalização nas prisões. Pode não ser 100% proveitoso, mas os resultados são concretos: “Tem gente que me liga anos depois pra dizer que eu salvei a sua vida. É encorajador”, declara Loueslati.
• Com informações da Folha de S. Paulo
Na França, há capelães de diversas religiões. Os cristãos são mais numerosos (681), mas os muçulmanos (182) são importantes dentro de prisões cada dia mais islâmicas. Os pregadores religiosos que visitam os presos passam a ser vistos como aliados contra o terrorismo, pois tentam impedir a radicalização propagando um islã que prega a paz e o amor.
O cientista político, Habib Kaaniche, responsável pela equipe de 12 profissionais que visita 17 presídios, diz que nas prisões, as pessoas ficam muito vulneráveis ao radicalismo por estarem longe da família e da comunidade.
Para incentivar a atuação de capelães islâmicos o premiê francês, Manuel Valls, anunciou em janeiro a criação de 60 vagas suplementares nos três próximos anos e a duplicação dos ganhos dos capelães, que hoje se aproxima de meio salário mínimo francês. A medida é parte de um programa de luta contra o terrorismo que dispõe de um orçamento total de quase R$ 2,4 bilhões, até 2017.
O isolamento dos extremistas também é outra ação que será implementada, mas não há consenso sobre a medida. Para o capelão Loueslati, o isolamento deveria acontecer sem a transferência de prisão e não concentrar os radicais em prisões específicas, para não impedir as visitas familiares e evitar que os presos se desliguem ainda mais da realidade.
O investimento na capelania carcerária passa a ser vista como uma estratégia eficaz na luta contra a radicalização nas prisões. Pode não ser 100% proveitoso, mas os resultados são concretos: “Tem gente que me liga anos depois pra dizer que eu salvei a sua vida. É encorajador”, declara Loueslati.
• Com informações da Folha de S. Paulo
10 de março de 2015- Visualizações: 3037
comente!- +A
- -A
-
compartilhar

Leia mais em Notícias
Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Assuntos em Últimas
- 500AnosReforma
- Aconteceu Comigo
- Aconteceu há...
- Agenda50anos
- Arte e Cultura
- Biografia e História
- Casamento e Família
- Ciência
- Devocionário
- Espiritualidade
- Estudo Bíblico
- Evangelização e Missões
- Ética e Comportamento
- Igreja e Liderança
- Igreja em ação
- Institucional
- Juventude
- Legado e Louvor
- Meio Ambiente
- Política e Sociedade
- Reportagem
- Resenha
- Sessenta +
- Série Ciência e Fé Cristã
- Teologia e Doutrina
- Testemunho
- Vida Cristã
Revista Ultimato
+ lidos
- Pressão alta e alta pressão
- Uma fé não cooptada pela política
- Compartilhando fardos
- Lamento. Leontina Novaes (1931-2026): a escritora que preparou sua última mensagem
- “Plantar jardins de esperança. Semear paz em meio ao exílio”
- Vem aí o Primeiro Congresso Brasileiro de Fé Cristã e Saúde Mental
- Lançamento do livro “Missão 2026”, em Curitiba, marca encontro de gerações
- Envelhecimento é sinônimo de declínio?
- Esclarecendo seu propósito na terceira idade (parte 2)
- Elben César (1930-2016), dez anos depois
(31)3611 8500
(31)99437 0043
Cristãos da Coreia do Norte, Afeganistão, Nigéria, Sudão e Paquistão continuam enfrentando os níveis mais severos de perseguição
Igreja Presbiteriana do Brasil lança campanha “Minha Cidade para Cristo”
Campanha reúne organizações cristãs para sensibilizar igrejas ao cuidado com a Criação
Curso para inclusão e recuperação de dependentes químicos na igreja






