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Notícias

Aconteceu no Fórum Indígena 2026

Identidade eclesiástica: Quem somos como igreja e por que isso importa no contexto da igreja indígena?

Por Alisson Medeiros

Dos dias 6 a 9 de outubro de 2026, o Fórum Indígena 2026 reuniu lideranças eclesiásticas indígenas, pastores, missionários e representantes de agências missionárias e igrejas evangélicas atuantes entre os povos indígenas do país. Realizado a cada três anos, o evento é uma iniciativa do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI-AMTB). São 30 anos de história desde a realização da primeira edição em 1996, em Anápolis, até a edição presente. O evento ocorreu na sede da Missão Caiuá em Dourados, MS, uma das mais antigas agências missionárias do país, cujos 100 anos de existência serão celebrados em 2028.

O Fórum Indígena 2026 contou com a presença de 71 participantes, oriundos de 14 estados: Acre (1), Alagoas (1), Amazonas (5), Distrito Federal (3), Goiás (2), Mato Grosso (5), Mato Grosso do Sul (35), Paraíba (3), Paraná (5), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (2), Rondônia (1), Roraima (1) e São Paulo (6). Entre os indígenas, houve presença de seis etnias do país: Baré, Kaiowá, Manchineri, Marubo, Terena e Xavante. Participaram representantes de trinta organizações missionárias, sendo vinte filiadas à Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) e dez na condição de observadoras.

O tema central foi "Identidade eclesiástica: Quem somos como igreja e por que isso importa no contexto da igreja indígena?”. O objetivo principal foi refletir, alinhar e afirmar a identidade da igreja indígena no cenário nacional, bem como encorajar os participantes a unirem esforços para a conclusão da tarefa remanescente. A programação foi cuidadosamente organizada e contou com devocionais, palestras, mensagens, mesas de discussão e um painel sobre a realidade da igreja indígena. A noite de abertura foi marcada pela mensagem do Pr. Edward Luz. Em sua mensagem ele lembrou aos presentes que ainda há ovelhas fora do aprisco.

No segundo dia, a devocional coube ao Pr. Daniel Snyder, cuja reflexão foi um alerta para a necessidade de estar alinhado a Deus por meio da oração. Na sequência, o Pr. Ademir Menezes abriu as palestras temáticas, abordando o processo do plantio de uma igreja e as doze marcas identitárias de uma igreja e concluindo com a reflexão sobre o desafio de plantar igrejas com identidade sadia. À tarde, Alisson Medeiros apresentou os desafios e avanços na missão da igreja. Em sua conclusão, propôs utilizar a Iniciativa 2033 como estratégia para avançar na tarefa remanescente. A segunda noite do Fórum foi reservada ao Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI). Seu presidente, o Pr. Henrique Terena, compartilhou uma reflexão e, em conjunto com outros membros do CONPLEI, apresentou os projetos desenvolvidos.



No terceiro dia do evento, o devocional foi realizado pelo Pr. Enoque Faria. Ele destacou a necessidade da unidade e alertou sobre três pecados capitais em missões: competição, duplicação de esforços e territorialismo. Após esse momento, coube a Sérgio Botileiro a primeira palestra temática do dia. Ele refletiu sobre o que significa ser uma igreja saudável, quando ela passa a assumir a responsabilidade por sua própria vida eclesiástica. Poderia fazer um pequeno ajuste para justificar a citação: À tarde, o Pr Sérgio Riveiro Caiuá, abordou sua trajetória como membro e pastor da Igreja Indígena Presbiteriana, onde é o atual Secretário Executivo, e fez algumas afirmações e indagações sobre a igreja. A Palavra do culto da noite foi ministrada pelo Pr. Ademir Menezes.

Na última manhã, o devocional foi ministrado pelo Pr. Carlos Más, que enfatizou a necessidade de intensificar a oração através do “A sós com Deus”. Logo em seguida, o Pr. Sérgio Paulo ministrou a palavra de encerramento do Fórum. Em sua mensagem destacou as características de uma igreja saudável. O Fórum foi marcado ainda pela definição da nova equipe de liderança do Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB (DAI) para os três próximos anos; pelo lançamento da Pesquisa da Igreja Indígena a ser realizada pelo Departamento de Pesquisas da AMTB; e pela aprovação da Carta do Fórum Indígena 2026, que estabelece doze princípios norteadores para a atuação missionária e o desenvolvimento eclesial. A carta sintetiza e dar voz as principais propostas e reflexões desenvolvidas ao longo do Fórum Indígena e reconhece a soberania de Deus na história e na pluralidade dos povos.
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?
A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui
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Saiba mais:
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» O Evangelho – Uma mensagem que transforma a vida, John Stott e Tim Chester
» Desafios atuais da missão entre povos nativos do Brasil, por Edward Luz
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