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Opinião

À mulher que migra entre nações!

A mulher cristã, a partir do conhecimento e da apropriação de seu valor em Cristo, em sua simples rotina diária, pode impactar vidas de forma profunda, para a glória de Deus.

Por Valeska Petrelli 

Mundo afora, a mulher é celebrada e considerada de maneiras diferentes, vista por meio dos “óculos culturais” de cada povo e de cada nação.
O Dia da Mulher é uma data reconhecida em diversos países desde 1975, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu oficialmente o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, consolidando a data como símbolo global da luta pelos direitos femininos.

A Bíblia relata que, desde a antiguidade, as mulheres desempenharam papéis fundamentais como líderes, profetisas e discípulas. Ambos, homem e mulher, foram criados e abençoados por Deus (Gênesis 1:27-28). A vida de Jesus revela que Ele também rompeu barreiras culturais para ensinar e acolher mulheres, demonstrando que elas têm um lugar de destaque no Reino de Deus.

Contudo, ainda hoje, encontramos avanços no feminicídio, nos abusos, na desvalorização e em atos indignos contra a mulher nas mais diversas culturas ao redor do mundo. Na Ásia e na África, ainda se veem rituais abusivos contra a mulher, como, por exemplo, a mutilação e os abusos sexuais que se apresentam em forma de rituais de passagem, entre tantos outros.

No Oriente Médio, em diversos lugares, a mulher ainda é tratada como um produto, um objeto que se possa possuir. Nas culturas ocidentais, percebe-se um pêndulo: de um lado, a violência; do outro, movimentos que, em muitos casos, têm se distanciado da verdadeira defesa da dignidade da mulher, promovendo ações de desconstrução da feminilidade.

No mundo em que vivemos, independentemente do local geográfico, é urgente que a mulher compreenda e evoque os fundamentos de sua identidade em Deus.
A mulher cristã, a partir do conhecimento e da apropriação de seu valor em Cristo, em sua simples rotina diária, pode fazer diferença e impactar vidas de forma profunda, para a glória de Deus.

 
E de que forma essa realidade se aplica àquelas que vivem e/ou servem entre culturas?

Mulheres migrantes, peregrinas entre mudanças geográficas e culturais, despedidas constantes e aprendizado de novas línguas, diante da natureza e da realidade da vida entre culturas, são diretamente desafiadas em sua identidade e no senso de pertencimento, com maior intensidade do que mulheres que permanecem em sua cultura de origem.

Longe de casa, a saúde mental da mulher multicultural é frequentemente afetada pelos estresses da adaptação cultural, pelo isolamento social, racismo, sexismo, xenofobia, luto migratório e traumas pré e pós-migratórios. Alterações no sono, na alimentação, estresse e dificuldades com o cuidado do corpo são frequentes.
Além disso, para aquelas que são mães, a vivência da maternidade no contexto multicultural inclui a falta de rede de apoio, períodos de gestação e puerpério vividos em sistemas de saúde desconhecidos, o que constitui um ponto de alta vulnerabilidade e requer atenção especial.


Pesquisas revelam que, de forma geral, expatriados e imigrantes apresentam 2,5 vezes mais índices de doenças mentais do que a população em geral, e que 50% dos expatriados relatam distúrbios emocionais como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (Lauren Wells, 2010).

Com base em dados do
Ministério das Relações Exteriores (MRE), a comunidade brasileira no exterior ultrapassou 4,6 milhões de pessoas, com um número significativo de mulheres. E, embora não haja um número total exato e exclusivo de mulheres, a rede EMuBs, que atua no exterior, atende uma comunidade estimada em mais de um milhão de brasileiras expatriadas.

De acordo com a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), as mulheres representam 52% da força da missão global brasileira, destacando o papel essencial da mulher na proclamação do evangelho entre as nações.

A história da Igreja também é marcada por mulheres que, em obediência e na capacitação do Espírito, se dispõem a deixar sua cultura de origem, enfrentando desafios e perigos em contextos culturais e sociais diversos — testemunho vivo do poder de Deus, que se aperfeiçoa na fragilidade.

Diante dessa realidade e em resposta a uma evidente urgência por um espaço de acolhimento às necessidades de mulheres em vivência multicultural, em setembro de 2020 nasceu o CMM – Confissões de uma Mulher Multicultural.
Desde então, o CMM se tornou um movimento de cuidado, capacitação e conexão entre mulheres cristãs latinas que vivem ao redor do mundo. Trata-se de uma rede que promove ações de fortalecimento da identidade e do valor da mulher migrante, servindo e apoiando no cuidado integral da mulher e de sua família. 
Entendemos que mulheres multiculturais saudáveis desenvolvem relacionamentos relevantes, trabalham com maior eficácia e multiplicam resultados frutíferos. Afirmamos que a mulher multicultural que recebe o apoio adequado nas diversas fases da vida entre culturas terá maior longevidade e eficiência no trabalho e na vida global.

Como CMM, aproveitamos o mês de março para celebrar a mulher — criação e inspiração divina — e, de forma especial, celebramos aquela que enfrenta as turbulências da vida entre culturas e que, mesmo em meio aos desafios, permanece firme em sua identidade, em seu chamado e em seu propósito como filha amada do Deus Altíssimo.

Louvamos a Deus porque muitas mulheres já não se permitem caminhar sozinhas, mas se unem a tantas de nós nesta jornada, onde o autocuidado e o cuidado mútuo são resultados da obediência e fidelidade na mordomia cristã.
Para a glória de Deus, temos testemunhado o impacto deste ministério na vida de mulheres e famílias, na propagação do amor de Deus entre tantas nações e culturas e na expansão do Reino de Deus.

Por fim, quero convidar todas as mulheres em contexto multicultural a estarem conosco na Semana do Cuidado da Mulher Multicultural. Um evento global, 100% online e bilíngue (português e espanhol), que oferece uma excelente oportunidade de cuidado, conexão e capacitação para a realidade da mulher que migra entre culturas.

Quer saber mais?
Clique aqui.

Que privilégio celebrarmos juntas mulheres que servem ao Senhor e umas às outras, até os confins da Terra.

"Mulher virtuosa, quem a achará? 
O seu valor muito excede o de rubis."
- Provérbios 31:10

Valeska Petrelli 
Idealizadora e Gestora do CMM 
 
  • Valeska Petrelli é casada e mãe de 2 filhos adolescentes. Deixou o Brasil em 2010 e vive no Continente Africano desde então; morou na África do Sul, Madagascar, Uganda, e atualmente no Quênia. Serve com a MIAF no Cuidado Integral de trabalhadores globais e na Coordenação do Cuidado de FTC - Filhos de Terceira Cultura. Treina líderes e equipes multiculturais. Palestrante, psicóloga, especialista em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. Organizadora do Livro: Transição Cultural do CMM.

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Saiba mais:
» 
O cuidado e a mulher em ministério transcultural, por Valeska Petrelli
» A Missão da mulher, Paul Tournier

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