Palavra do leitor
09 de fevereiro de 2026- Visualizações: 611
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Quando demolir é a única solução
Nos últimos dias aqui na capital federal pudemos assistir a uma cena não muito comum nas grandes cidades: a implosão de um prédio de vários andares. O icônico hotel, que fez parte da paisagem de Brasília por décadas e hospedou muita gente famosa, foi ao chão depois de uma batalha judicial que durou anos e que demandou muito trabalho de autoridades públicas e muito dinheiro para os novos proprietários. A imagem da construção sendo transformada em entulhos despertou a curiosidade de moradores e turistas, todos querendo registrar o momento ímpar. Resolvi escrever sobre o episódio destacando três lições que podem nos ajudar a ver a vida sob novo ângulo.
Em primeiro lugar, podemos perceber que tudo nesta vida é passageiro, efêmero, transitório. Parece óbvio, não é mesmo? Mas precisamos nos lembrar sempre dessa realidade. O prédio em questão um dia fora um projeto, transformou-se num belo hotel e durante muitos anos serviu de hospedagem para milhares de pessoas. Um símbolo de status e um orgulho para a cidade. Seus idealizadores e seus construtores jamais imaginariam que ele tivesse o triste fim que teve. Aqui temos que aprender com o sábio de Eclesiastes quando disse: "Vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Então, não percamos energia e tempo nos apegando demais às coisas materiais, tangíveis. Busquemos aquelas que são eternas.
Segundo, a demolição do prédio nos alerta que muitas vezes na vida, Deus, o Senhor soberano da História, terá que destruir alguma área ou todas de nossa breve vida a fim de construir algo melhor. Ou seja, a destruição nem sempre é o fim de uma história, poderá ser o início de novos processos cujos resultados só serão percebidos um bom tempo depois. Jeremias, o profeta chorão, certo dia ouviu estas palavras de Yahveh: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais". Então, sejamos otimistas diante das adversidades. Elas podem ser o início de algo promissor.
Terceiro, aprendemos ainda neste episódio que muitas vezes teremos que alijar algumas cargas pesadas do porão da nossa vida para darmos lugar ao novo. Quantos entulhos e "bugigangas" carregamos na caminhada que só nos atrapalham e nos distraem daquilo que deveria ser nosso propósito de vida: conhecer, nos relacionar e adorar ao Único Deus. Pôr um fim aos nossos "castelos de areia" (vícios, relacionamentos doentios, medos, preconceitos, crenças infundadas) poderá ser a única maneira de experimentarmos o nascimento de algo mais duradouro. Quanto a isso, o profeta Isaías nos traz uma bela promessa do Senhor quando diz: "Prepararei um caminho no deserto e farei com que estradas passem em terras secas".
Portanto, vemos que a demolição de estruturas pode nos trazer alguns ensinamentos. Assim como um belo prédio será erguido no lugar de antes embelezando a paisagem da cidade, novas e ricas possibilidades surgem quando deixamos Deus quebrar nossas resistências e construir novos fundamentos. Como um maravilhoso arquiteto que é, Ele certamente tem o mais arrojado e surpreendente projeto para nossa existência.
Um abraço fraterno!
Tony Oliveira - Autor dos livros "Pingos da Graça" e "Cartas do Atlântico".
Para outros textos do autor, acesse: https://pingosdagraca.wordpress.com/
Contato: faos.ead@gmail.com INSTAGRAM: @tonyoliveira_69
Em primeiro lugar, podemos perceber que tudo nesta vida é passageiro, efêmero, transitório. Parece óbvio, não é mesmo? Mas precisamos nos lembrar sempre dessa realidade. O prédio em questão um dia fora um projeto, transformou-se num belo hotel e durante muitos anos serviu de hospedagem para milhares de pessoas. Um símbolo de status e um orgulho para a cidade. Seus idealizadores e seus construtores jamais imaginariam que ele tivesse o triste fim que teve. Aqui temos que aprender com o sábio de Eclesiastes quando disse: "Vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Então, não percamos energia e tempo nos apegando demais às coisas materiais, tangíveis. Busquemos aquelas que são eternas.
Segundo, a demolição do prédio nos alerta que muitas vezes na vida, Deus, o Senhor soberano da História, terá que destruir alguma área ou todas de nossa breve vida a fim de construir algo melhor. Ou seja, a destruição nem sempre é o fim de uma história, poderá ser o início de novos processos cujos resultados só serão percebidos um bom tempo depois. Jeremias, o profeta chorão, certo dia ouviu estas palavras de Yahveh: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais". Então, sejamos otimistas diante das adversidades. Elas podem ser o início de algo promissor.
Terceiro, aprendemos ainda neste episódio que muitas vezes teremos que alijar algumas cargas pesadas do porão da nossa vida para darmos lugar ao novo. Quantos entulhos e "bugigangas" carregamos na caminhada que só nos atrapalham e nos distraem daquilo que deveria ser nosso propósito de vida: conhecer, nos relacionar e adorar ao Único Deus. Pôr um fim aos nossos "castelos de areia" (vícios, relacionamentos doentios, medos, preconceitos, crenças infundadas) poderá ser a única maneira de experimentarmos o nascimento de algo mais duradouro. Quanto a isso, o profeta Isaías nos traz uma bela promessa do Senhor quando diz: "Prepararei um caminho no deserto e farei com que estradas passem em terras secas".
Portanto, vemos que a demolição de estruturas pode nos trazer alguns ensinamentos. Assim como um belo prédio será erguido no lugar de antes embelezando a paisagem da cidade, novas e ricas possibilidades surgem quando deixamos Deus quebrar nossas resistências e construir novos fundamentos. Como um maravilhoso arquiteto que é, Ele certamente tem o mais arrojado e surpreendente projeto para nossa existência.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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