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Palavra do leitor

Um propósito de Deus, a família

Houve, da parte de Deus, indiscutíveis bons propósitos ao criar a humanidade. Um deles foi o de que tivéssemos a plenitude da perfeição, da felicidade, do amor, da paz, de fidelidade, não pecássemos, tivéssemos a vida eterna.

Importante propósito foi a unidade da família para a qual assim se expressa a Palavra de Deus:

"Melhor é serem dois do que um, porque tem melhor paga do seu trabalho (...) Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade" (Ec 4. 9 e 12); o cordão de 3 dobras, esse é o contexto para as famílias, se compõe de 3 pessoas: o homem, a mulher e Deus.

No passado as famílias eram grandes, chamadas "patriarcais": compunham-se do pai, mãe, filhos, filhas, noras, genros, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos.

Viviam no interior, na Casa Grande, e o regime era patriarcal, governado pelo homem, o pai [patriarca], que já não era só pai, mas avô, bisavô etc.

No século 18, com o advento da Revolução Industrial, a necessidade de mão de obra fez grande quantidade de pessoas migrar para as cidades; constituíram-se outras famílias menores nominadas nucleares: pai, mãe, filhos e filhas; ao se casarem os filhos saiam de casa e formavam novas famílias nucleares sem perder, todavia, o vínculo afetivo com seus ascendentes.

De modo simples essa é a história das famílias até bem pouco tempo não muito diferente do que Deus criara e determinara que assim fosse.

Com a "evolução" dos costumes [involução dos princípios] as famílias se viram mescladas com outros envolvimentos que a "cartilha do politicamente correto" me inibe de comentar.

Via de regra, o erro de um dos cônjuges leva o outro a um caminho sem volta; dá-se o desenlace; o mundo ruiu, sem chão, sem teto, na solidão há a justa busca do direito à felicidade em segunda núpcias.

Há casos, nesses novos envolvimentos, de segundos, terceiros cônjuges e com eles filhos dos primeiros ou segundos cônjuges, que passaram a fazer parte do novo tipo de família [não mais nuclear].

Estou convicto que as cabecinhas das crianças ficam confusas com essa situação; um fato inusitado, mas real: uma criança de 10 anos perguntou: "mãe por que a vó de meu irmão não é minha vó?"

"O que virá em seguida? Não há nada de bom a esperar? Há, mas temos de buscar essa boa esperança fora do processo sócio-político-econômico. Deus o Criador, que nos fez, que nos sustenta e que conhece os nossos corações, nunca pretendeu que os seres humanos vivessem sem esperança" (J. I. Packer).

Houve da parte de Deus indiscutíveis bons propósitos ao criar a humanidade; todavia, satanás, travestido de serpente, soprou no ouvido da mulher: "é certo que não morrereis" (Gn 3.4).

Iniciou-se ali a ação satânica de desvirtuar a vontade e os propósitos de Deus, e, tendo logrado êxito, levou a humanidade ao desastre, desastre progressivo, mas constante, que alcança os dias de hoje.

O grande propósito de Deus foi e é a constituição da família nos moldes d’ Ele: "Deixe o homem pai e mãe, e se une à sua mulher" (Gn 2.24).

Para que os filhos pudessem nascer e crescer em um ambiente sadio tendo os pais como exemplos, referenciais de vida, a família foi criada como bênção, a partir da qual o Senhor construiu a sociedade sendo a família o instrumento para definir e viver os valores.

Famílias comprometidas com Deus, fundamentadas em sua Palavra, em busca, como prioridade, de uma vida segundo os padrões divinos; assim, o mundo seria outro.

Somos chamados a ser bênção, devemos dar o exemplo para a promoção de uma mudança dessa sociedade distante dos valores da família sadia, e afastada dos valores cristãos.

Satanás, nosso adversário e de Deus, sempre travestido de algo sedutor, já está soprando nos ouvidos da humanidade mais algumas de suas perversões; hoje estamos vivendo dias confusos, as pessoas já não sabem o que é o certo, e o que é o errado, cada um quer ter a liberdade de exercer os seus direitos, de ter a sua liberdade, mas a nossa liberdade vai até onde começa a liberdade do próximo.

O segundo maior mandamento é amar o próximo como a nós mesmos; amamos as pessoas, as respeitamos enquanto pessoas, mas a liberdade de cada um de nós não poderá jamais ferir a vontade de Deus, e Ele [não as religiões] não quer esse novo modelo de família.

Na condição de seguidores do Senhor Jesus temos que orar pelas famílias e estar vigilantes para que os propósitos de Deus em relação ao seu modelo familiar não sejam corrompidos pela ação permanente e incansável do inimigo.

A nossa esperança é a concretização da Palavra Profética de Deus, que aponta para o retorno de Jesus, quando só então o mundo viverá a paz, a felicidade, a pureza, a fidelidade, o amor perfeito [amor ágape] para o qual Deus nos criou.

"Tudo neste mundo está mudando. A cultura está mudando. Os valores estão mudando. Mas a Palavra de Deus nunca muda. A Verdade é eterna" (Steven Lawson).
São Paulo - SP
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