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Palavra do leitor

A marginalização social permanece

Quando se sai às ruas constata-se pessoas em situação de mendicância, em situação de embriaguez por bebidas alcoólicas ou drogas de alta periculosidade para a saúde e vida.

As estatísticas apontam as seguintes razões: conflitos familiares 40.9%, dependência química 33.3%, desemprego 25.8%.

Trata-se da aniquilação, do desprezo, do abandono do ser humano; ser humano feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26) hoje jogado ao léu, abandonado, esquecido, escarnecido até!

Existia em São Paulo a chamada "Cracolândia" com centenas de pessoas nessas condições; pessoas dormindo na calçada, debaixo de trapos do que, antes, foram cobertores, muito lixo espalhado por todos os lados, animais fiéis aos seus donos também deitados junto a tudo isso.

Há cerca de uma década disseram que a Cracolândia havia acabado, ledo engano, pois os seres humanos se espalharam pelas ruas adjacentes à praça na qual viviam.

Entre 2020 e 2025, a região deixou de ser um ponto fixo, tais pessoas passaram a migrar para diferentes ruas e bairros do centro de São Paulo; em seguida retornaram em maior número; - dados de abril do ano passado indicaram que o número de pessoas em situação de rua chegou a 96 mil (fonte: Wikipédia).

Situação tão grave não se resolve com polícia, não se resolve com atitudes isoladas de ação social, embora meritórias, não se resolve com uma passagem pelo local de pessoas cristãs para levar uma palavra de ajuda, de consolo e, até mesmo, de evangelização.

Todas essas ações devem ser realizadas, todavia, não assim, isoladamente; há que haver uma ação e estrutura de grande porte de responsabilidade governamental com braços da sociedade civil (igrejas, ONGs, clínicas, hospitais, empresas, profissionais liberais etc.) com ações múltiplas e permanentes de educação, cultura, evangelização, saúde, habitação, trabalho, assistência social, capacitação profissional etc., todos de mãos dadas complementando uns as atividades dos outros.

Sempre há pessoas e instituições com muito amor ao próximo, como em passado não distante, cujos nomes deixo de mencionar para evitar que alguém não seja lembrado, pessoas e instituições que arregacem as mangas e ponham as mãos na obra, não só as mãos, mas os corações em um trabalho diuturno de amparo aos necessitados.

Não se resolve esse drama, reafirmo, com atitudes isoladas e avulsas [varejo] por mais bem intencionadas que sejam as pessoas/instituições envolvidas, mas com um trabalho de vulto, sério e permanente.

"A ação deve ser multiprofissional e de engajamento social para resolver a situação" (Autor anônimo).

A "esmola" não resolve para uma solução que dê dignidade a essas pessoas abandonadas, ultrajadas; há que se abandonar a ação de dar um trocadinho, pois isso não acaba com a penúria, com a indigência, apenas as minimiza e o dinheiro tem sustentado as drogas, os vícios.

Esmolas e caridade, no varejo, têm sido uma mínima solução para a questão da pobreza, da miséria, mas precisa haver uma instituição maior, forte, um sistema único de assistência social, como se fez, em 1988, com a saúde; não apenas assistência, mas ação efetiva, forte e permanente para deter de vez a queda, o declínio, a extinção da dignidade da cidadania, do remediado, do miserável.

Creio já ter passado o momento de acabar com a falsa premissa de que a esmola e a caridade salvam; materialmente elas minimizam, mas não resolvem o gigantesco problema da marginalização social.

A caridade, a esmola, permitam-me discordar, elas não salvam, agora no sentido espiritual, garante-nos a Palavra de Deus: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie" (Ef 2.9).

Longe de mim afirmar que a esmola, a caridade, a filantropia não salvem essas almas da droga, do vício, da penúria, mas é preciso contar, sim, com os braços para sanar, de vez, com esse mal.

Não posso deixar de mencionar um episódio bíblico, em Betânia, no qual o Senhor Jesus teve seus pés ungidos, com nardo puro, pelas mãos de Maria, irmã de Lázaro e Marta, que usou os seus cabelos para lhe enxugar os pés; foi criticada por Judas, o traidor, dizendo ser desperdício de um dinheiro que poderia ser empregado para ajudar os pobres.

O Senhor respondeu: "Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do meu sepultamento. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão" (Jo 12.3-7, NVI).

Que isso não seja um pretexto para não ajudar os pobres e necessitados; nós cristãos temos o dever de, além de evangelizar, cuidar dos necessitados [órfãos e viúvas]; é o que nos afirma a Palavra de Deus:

"A religião que Deus, o Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo" (Tg 1.27, NVI).
São Paulo - SP
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