Palavra do leitor
10 de abril de 2026- Visualizações: 52
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Vencendo a covardia nossa de cada dia!
"Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio." (2 Timóteo 1:7)
Antes de entendermos um texto bíblico, devemos buscar, em seu próprio contexto, a resposta àquilo que nos interpela como mensagem e desafio. Diante da pergunta: o que seriam o poder (1), o amor (2) e o equilíbrio (3), respectivamente, nessa fala de Paulo, para que vençamos as covardias que nos aliciam o tempo todo? Notem que essas três virtudes se apresentam como solução para o problema da covardia, que quer determinar sobre a vida de Timóteo, causando-lhe medo, dúvidas e até levando-o a desistir do seu chamado e propósito de vida.
PODER
O versículo 8 nos sinaliza que tipo de poder está em questão. É o poder de conseguir suportar os sofrimentos e as perseguições por causa do Evangelho. Lembrando que a caminhada de um discípulo implica renúncias, preferências e escolhas que podem tornar sua vida mais desafiadora, mais desprendida, mais consciente e até mais trabalhosa. É aí que o poder entra: para que consigamos perseverar com resiliência, simplicidade, paciência e santidade. No versículo 12, Paulo também fala do poder como algo capaz de guardar o nosso "depósito" até o dia da consumação de todas as coisas, ou seja, o poder garante uma espécie de recompensa pelo preço pago de uma vida rendida e dadivosa — é o que significa, grosso modo, o que a Bíblia chama de "galardão".
AMOR
Esse amor é o fruto inevitável da "santa vocação" que todo crente recebe de Deus. Não é um amor meramente emocional, nem um tipo de caridade instável, que hora temos ou fazemos, hora não. É um amor como decisão, pois depende da voz ativa de Deus no coração e daquilo que, como graça, dEle recebemos. Ou seja, é imerecido, sem cobranças a fazer, totalmente grato e gracioso, manifestando-se como fluxo da vida de Deus nós. É como se fosse o próprio Deus agindo por nosso intermédio e movendo sua mão através da nossa. (atente ao v. 9)
MODERAÇÃO
Tem a ver com o fato de que a morte, tendo se tornado inoperante, foi relativizada, e Ele, tendo trazido à luz a vida e a imortalidade, absolutizou tudo pela eternidade como referência. Assim, podemos andar sem os assombramentos das expectativas, das ansiedades e dos ditames do tempo, até mesmo do mundo das coisas. Isso porque já passamos da morte para a vida, conforme Jesus, e o estado vigente em que andamos não tem fim, nem pode ser barrado por coisa alguma. A moderação, portanto, não se entrega completamente a mais nada nem a ninguém que não seja Deus e assim, subjulga o efêmero e temporal.
Vivamos, pois, essas dimensões do que pode nos tornar, de fato, corajosos no espírito e não valentes na carne — muito menos amedrontados de diante da vida. Somente assim as vozes da covardia emudecerão e não prevalecerão sobre nós!
Bruno Brandão
Pastor da Igreja de Atos / Missionário do Teachbeyond / Colaborador de Lausanne Brasil
Antes de entendermos um texto bíblico, devemos buscar, em seu próprio contexto, a resposta àquilo que nos interpela como mensagem e desafio. Diante da pergunta: o que seriam o poder (1), o amor (2) e o equilíbrio (3), respectivamente, nessa fala de Paulo, para que vençamos as covardias que nos aliciam o tempo todo? Notem que essas três virtudes se apresentam como solução para o problema da covardia, que quer determinar sobre a vida de Timóteo, causando-lhe medo, dúvidas e até levando-o a desistir do seu chamado e propósito de vida.
PODER
O versículo 8 nos sinaliza que tipo de poder está em questão. É o poder de conseguir suportar os sofrimentos e as perseguições por causa do Evangelho. Lembrando que a caminhada de um discípulo implica renúncias, preferências e escolhas que podem tornar sua vida mais desafiadora, mais desprendida, mais consciente e até mais trabalhosa. É aí que o poder entra: para que consigamos perseverar com resiliência, simplicidade, paciência e santidade. No versículo 12, Paulo também fala do poder como algo capaz de guardar o nosso "depósito" até o dia da consumação de todas as coisas, ou seja, o poder garante uma espécie de recompensa pelo preço pago de uma vida rendida e dadivosa — é o que significa, grosso modo, o que a Bíblia chama de "galardão".
AMOR
Esse amor é o fruto inevitável da "santa vocação" que todo crente recebe de Deus. Não é um amor meramente emocional, nem um tipo de caridade instável, que hora temos ou fazemos, hora não. É um amor como decisão, pois depende da voz ativa de Deus no coração e daquilo que, como graça, dEle recebemos. Ou seja, é imerecido, sem cobranças a fazer, totalmente grato e gracioso, manifestando-se como fluxo da vida de Deus nós. É como se fosse o próprio Deus agindo por nosso intermédio e movendo sua mão através da nossa. (atente ao v. 9)
MODERAÇÃO
Tem a ver com o fato de que a morte, tendo se tornado inoperante, foi relativizada, e Ele, tendo trazido à luz a vida e a imortalidade, absolutizou tudo pela eternidade como referência. Assim, podemos andar sem os assombramentos das expectativas, das ansiedades e dos ditames do tempo, até mesmo do mundo das coisas. Isso porque já passamos da morte para a vida, conforme Jesus, e o estado vigente em que andamos não tem fim, nem pode ser barrado por coisa alguma. A moderação, portanto, não se entrega completamente a mais nada nem a ninguém que não seja Deus e assim, subjulga o efêmero e temporal.
Vivamos, pois, essas dimensões do que pode nos tornar, de fato, corajosos no espírito e não valentes na carne — muito menos amedrontados de diante da vida. Somente assim as vozes da covardia emudecerão e não prevalecerão sobre nós!
Bruno Brandão
Pastor da Igreja de Atos / Missionário do Teachbeyond / Colaborador de Lausanne Brasil
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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