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Palavra do leitor

O que eu não sou

Venho resistindo a este tema por implicar em pontos considerados "polêmicos" que poderão ter uma interpretação não muito correta; também é verdade que, há quase 75 anos, venho me esquivando sobre "ser ou não ser".

Tendo em vista minha atuação nas redes sociais, também pelo fato de ter escrito reflexões para os devocionários "Presente Diário" e "CDCD- Cada Dia Com Deus", bem como por escrever artigos para este site, há 903 semanas, além de ter sido colunista do Jornal Cidade Gospel [de Bauru], algumas pessoas me chamam de "pastor"; fico muito lisonjeado, mas não o sou, reafirmo aqui.

Rememorando a questão de ser ou não ser pastor, eu tinha uns 13 anos, recém-chegado em Juiz de Fora, de minha terra natal, Belo Horizonte, e o pastor metodista, Rev. Juracy José Sias Monteiro, de saudosa memória, passava diariamente em minha casa, próxima à dele, e me incentivava a estudar Teologia - por fatores vários eu me escusava.

Eu estava sem frequentar escola, era um menino pobre e perdi um ano de estudo pois meu pai não podia pagar um colégio particular para eu ingressar no curso ginasial, após ter eu terminado o curso primário em grupo escolar, em Belo Horizonte, onde havia um colégio estadual, o que não havia em Juiz de Fora.

Humildemente, minha mãe foi ao gabinete do Prefeito da Cidade solicitar uma bolsa de estudo e, por apenas um ano, bolsista, eu pude ser matriculado em um Ginásio perto de casa; em seguida consegui emprego, em uma oficina e, a partir daí, pude dar continuidade aos estudos – durante o dia, mãos na graxa e no óleo e, à noite, frequentava as aulas.

Continuei a fugir do assunto com pastores e outras pessoas acrescentando à falta do dom da palavra [ausência de unção] o fato de ter que trabalhar durante o dia para estudar à noite, e, ainda por ser introvertido, tímido.

Trabalhando durante o dia e frequentando o colégio noturno, arduamente consegui passar do ginásio para o curso de contabilidade, no Instituto Metodista Granbery, e depois pelo curso de Direito na Universidade Federal de Juiz de Fora, já aí com uma carreira promissora no Banco da Lavoura, que depois alterou a sua razão social para Banco Real na mesma época em que, a convite do Diretor Geral, me mudei para São Paulo: menos de um ano depois, alcancei o cargo de Contador Geral do Banco Real de Investimento e, em seguida, Contador Geral do Banco Real.

Uma situação desconfortável, há uns 25 anos, por informações improcedentes, minha imagem ficou prejudicada junto à liderança da denominação, na qual eu servia por 12 anos, sendo 8 como diácono; acabei retornando à minha Igreja de origem, Metodista; surgiu, na época, a informação "de que eu estaria saindo porque desejava ser pastor e estava demorando muito" (sic) – alegação essa totalmente alheia à realidade, pois se assim o fosse eu não teria retornado para a igreja de origem; lamento ter que citar isso, mas faz parte da história de eu ser ou não pastor; - na Metodista, à época, para ser ordenado pastor eram necessários uns 8 anos [5 de faculdade, após ser membro efetivo da denominação há mais de 3 anos – período probatório].

O que não sou? não sou pastor, pois falta unção bem como o estudo acadêmico de Teologia, além da minha introversão.

Não me escuso, todavia da "missão"; tenho comentado um texto bíblico que declara "sacerdotes reais" os que trabalham na Obra de Deus [não apenas eu] proclamando o evangelho.

"Vós, porém, sois raça eleita, SACERDÓCIO REAL, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, A FIM DE PROCLAMARDES as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia" (I Pe 2 9-10).

Com 85 anos tenho ainda o desejo de cursar uma "pós graduação" em Teologia, não para ser ordenado pastor, mas por amor à Palavra de Deus, todavia a memória já não está ajudando muito: pouca coisa nova eu consigo armazenar; não é por esquecimento, mas por falta de espaço em meu HD [memória] que já armazena há décadas muitas informações, atos, fatos, experiências etc.

O que não sou? – pastor – todavia, exerço, por obediência, a "Grande Comissão" que o Senhor Jesus nos deixou, o que já explanei em textos anteriores:

• "Fazer discípulos/ensinar" (Mt 28.19),

• "Pregar o evangelho a toda criatura" (Mc 16. 15),

• "Testemunhar até os confins da terra" (At 1. 8); no meu caso, não oralmente [sou introvertido], mas pela escrita.

Assim procedo, também, por amor ao próximo: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I Jo 3. 16).

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4. 8).
São Paulo - SP
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