Palavra do leitor
08 de maio de 2026- Visualizações: 46
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
Quando a omissão derruba muralhas: Fé, política e justiça
"Assim diz o SENHOR dos Exércitos […]: Construam casas e morem nelas; […] Procurem a paz da cidade […] orem por ela ao SENHOR; porque na sua paz vocês terão paz."
(Jeremias 29:4-7)
Introdução
O cristão não foi chamado para viver em isolamento, mas para ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-16). Isso implica participação ativa na sociedade, refletindo os valores do evangelho em todas as áreas da vida, inclusive na política. A fé não se restringe ao âmbito privado; ela se manifesta também na cidadania responsável e na busca pela justiça. A fé autêntica não se esconde, mas se expõe como testemunho vivo. O silêncio diante das injustiças contradiz nossa identidade em Cristo e enfraquece o impacto do evangelho.
Autoridade e Responsabilidade
Toda autoridade é instituída por Deus (Romanos 13:1-2). O povo, por sua vez, tem papel ativo na escolha e influência de seus líderes. Exemplos bíblicos como José no Egito (Gênesis 41), Daniel na Babilônia (Daniel 2 e 6), Ester na Pérsia e Neemias em Jerusalém mostram que o envolvimento político pode ser instrumento de transformação quando guiado pela fé. Negligenciar esse papel abre espaço para governantes que não refletem a justiça divina. A omissão política é também espiritual, pois ignora o chamado de Deus para sermos agentes de transformação.
O Chamado à Participação
Jeremias 29:4-7 revela que mesmo no exílio Deus ordena que o povo busque a paz da cidade. Isso demonstra que a fé não é vivida em isolamento, mas em engajamento com a sociedade. Nossa responsabilidade cristã também se expressa na cidadania, pois somos enviados a testemunhar o evangelho em todos os espaços da vida (Atos 1:8). Ser testemunha significa relatar o que Cristo fez em nossa vida, anunciar a verdade do evangelho e viver de forma coerente com os valores do Reino. Como Tiago adverte: "A fé, se não tiver obras, por si só está morta" (Tiago 2:17). A fé verdadeira produz frutos que refletem o evangelho e transformam realidades. João Calvino ensinava que a vida cristã deve ser um "espelho da glória de Deus", e Martinho Lutero reforçava que a fé verdadeira se manifesta em obras concretas que apontam para Cristo. Isso significa que não há circunstância em que o cristão esteja dispensado de engajamento. Mesmo em ambientes hostis, somos chamados a ser presença de esperança, lembrando que a paz da cidade é também a nossa paz.
O Perigo da Omissão
A omissão diante da injustiça levou à queda de Jerusalém (Jeremias 7). Neutralidade e silêncio diante da corrupção apenas ampliam o abismo social. A postura de "não discutir política" contribui para uma sociedade escravizada por ideologias e distante de um diálogo saudável. Os efeitos são visíveis: polarização entre ricos e pobres, tensões raciais entre pessoas negras e pessoas brancas, violência em torcidas organizadas e intolerâncias religiosas que deixam de dialogar com os anseios de uma humanidade marcada pelo pecado, abrindo espaço para fragilidades e contradições. O silêncio nunca é neutro: ele fortalece a injustiça e legitima estruturas de opressão. A omissão é cúmplice da corrupção e precisa ser denunciada como pecado contra Deus e contra o próximo.
Discernimento e Justiça
O cristão deve exercer discernimento ao votar e participar da vida pública, não apenas por afinidade religiosa, mas por princípios de justiça e compromisso com o bem comum. José e Daniel mostram que quando a fé é vivida com discernimento e justiça, ela não se limita ao espaço religioso, mas transforma realidades sociais e políticas. O cristão é chamado a exercer sua cidadania de forma responsável, lembrando que sua maior lealdade é ao Reino de Deus, mas que sua participação na vida pública pode ser instrumento de preservação, justiça e bênção para muitos. Discernir é mais do que escolher candidatos; é avaliar se nossas ações refletem o caráter de Cristo. A cidadania cristã não se limita ao voto, mas se estende ao modo como participamos da vida pública, defendendo os vulneráveis e promovendo o bem comum.
Conclusão
Jeremias 29:4-7 nos lembra que o engajamento político e social é parte da missão cristã. A omissão conduz à destruição, enquanto a busca pela paz da cidade promove prosperidade e testemunho fiel. O cristão é chamado a transcender o partidarismo e viver uma cidadania responsável, refletindo os valores do Reino de Deus. Nossa maior lealdade é ao Senhor, mas nossa fé nos impulsiona a contribuir para uma sociedade mais justa e digna. Omissão não é opção. Nossa missão é ser sal e luz, testemunhando que o Reino de Deus já irrompeu na história e continua a transformar realidades por meio de vidas comprometidas com a verdade. Justiça e paz se encontram no evangelho, e cabe a nós viver essa esperança de forma concreta, até que Cristo volte e estabeleça plenamente o Reino.
Por Joélcio Façanha Moreira
Um servo e discípulo de Jesus, à serviço do Reino de Deus
(Jeremias 29:4-7)
Introdução
O cristão não foi chamado para viver em isolamento, mas para ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-16). Isso implica participação ativa na sociedade, refletindo os valores do evangelho em todas as áreas da vida, inclusive na política. A fé não se restringe ao âmbito privado; ela se manifesta também na cidadania responsável e na busca pela justiça. A fé autêntica não se esconde, mas se expõe como testemunho vivo. O silêncio diante das injustiças contradiz nossa identidade em Cristo e enfraquece o impacto do evangelho.
Autoridade e Responsabilidade
Toda autoridade é instituída por Deus (Romanos 13:1-2). O povo, por sua vez, tem papel ativo na escolha e influência de seus líderes. Exemplos bíblicos como José no Egito (Gênesis 41), Daniel na Babilônia (Daniel 2 e 6), Ester na Pérsia e Neemias em Jerusalém mostram que o envolvimento político pode ser instrumento de transformação quando guiado pela fé. Negligenciar esse papel abre espaço para governantes que não refletem a justiça divina. A omissão política é também espiritual, pois ignora o chamado de Deus para sermos agentes de transformação.
O Chamado à Participação
Jeremias 29:4-7 revela que mesmo no exílio Deus ordena que o povo busque a paz da cidade. Isso demonstra que a fé não é vivida em isolamento, mas em engajamento com a sociedade. Nossa responsabilidade cristã também se expressa na cidadania, pois somos enviados a testemunhar o evangelho em todos os espaços da vida (Atos 1:8). Ser testemunha significa relatar o que Cristo fez em nossa vida, anunciar a verdade do evangelho e viver de forma coerente com os valores do Reino. Como Tiago adverte: "A fé, se não tiver obras, por si só está morta" (Tiago 2:17). A fé verdadeira produz frutos que refletem o evangelho e transformam realidades. João Calvino ensinava que a vida cristã deve ser um "espelho da glória de Deus", e Martinho Lutero reforçava que a fé verdadeira se manifesta em obras concretas que apontam para Cristo. Isso significa que não há circunstância em que o cristão esteja dispensado de engajamento. Mesmo em ambientes hostis, somos chamados a ser presença de esperança, lembrando que a paz da cidade é também a nossa paz.
O Perigo da Omissão
A omissão diante da injustiça levou à queda de Jerusalém (Jeremias 7). Neutralidade e silêncio diante da corrupção apenas ampliam o abismo social. A postura de "não discutir política" contribui para uma sociedade escravizada por ideologias e distante de um diálogo saudável. Os efeitos são visíveis: polarização entre ricos e pobres, tensões raciais entre pessoas negras e pessoas brancas, violência em torcidas organizadas e intolerâncias religiosas que deixam de dialogar com os anseios de uma humanidade marcada pelo pecado, abrindo espaço para fragilidades e contradições. O silêncio nunca é neutro: ele fortalece a injustiça e legitima estruturas de opressão. A omissão é cúmplice da corrupção e precisa ser denunciada como pecado contra Deus e contra o próximo.
Discernimento e Justiça
O cristão deve exercer discernimento ao votar e participar da vida pública, não apenas por afinidade religiosa, mas por princípios de justiça e compromisso com o bem comum. José e Daniel mostram que quando a fé é vivida com discernimento e justiça, ela não se limita ao espaço religioso, mas transforma realidades sociais e políticas. O cristão é chamado a exercer sua cidadania de forma responsável, lembrando que sua maior lealdade é ao Reino de Deus, mas que sua participação na vida pública pode ser instrumento de preservação, justiça e bênção para muitos. Discernir é mais do que escolher candidatos; é avaliar se nossas ações refletem o caráter de Cristo. A cidadania cristã não se limita ao voto, mas se estende ao modo como participamos da vida pública, defendendo os vulneráveis e promovendo o bem comum.
Conclusão
Jeremias 29:4-7 nos lembra que o engajamento político e social é parte da missão cristã. A omissão conduz à destruição, enquanto a busca pela paz da cidade promove prosperidade e testemunho fiel. O cristão é chamado a transcender o partidarismo e viver uma cidadania responsável, refletindo os valores do Reino de Deus. Nossa maior lealdade é ao Senhor, mas nossa fé nos impulsiona a contribuir para uma sociedade mais justa e digna. Omissão não é opção. Nossa missão é ser sal e luz, testemunhando que o Reino de Deus já irrompeu na história e continua a transformar realidades por meio de vidas comprometidas com a verdade. Justiça e paz se encontram no evangelho, e cabe a nós viver essa esperança de forma concreta, até que Cristo volte e estabeleça plenamente o Reino.
Por Joélcio Façanha Moreira
Um servo e discípulo de Jesus, à serviço do Reino de Deus
Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
08 de maio de 2026- Visualizações: 46
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.
Ultimato quer falar com você.
A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.
PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.

Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Revista Ultimato
- +lidos
- +comentados
- Capítulo Final
- Moscas mortas num frasco de perfume
- A marginalização social permanece
- 900 aos 85, acolhido
- Conectados e solitários: o perigo do isolamento na vida cristã
- O Inimigo Silencioso – Porque Pecados Sutis são Perigosos?
- Qual foi o ponto final?
- Um propósito de Deus, a família
- Deus não necessita de delações
- O que eu não sou
(31)3611 8500
(31)99437 0043






