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Palavra do leitor

Eliseu e o Machado flutuante

Os alunos de profetas estão trabalhando para conseguir um espaço maior, e um deles ao cortar madeira o machado cai no rio Jordão e ele logo grita desesperado porque o machado afundou no rio e pior, era emprestado. Eliseu corta um pedaço pau, joga na água e faz com que o ferro pesado venha a flutuar.

Na nossa mente carnal jamais entenderemos esse milagre. Mas, quando estudamos a Bíblia e sabemos que o antigo testamento aponta inteiramente para Cristo, começa a fazer sentido as histórias descritas na antiga aliança.

Temos que entender também, que um profeta no antigo testamento representa a Deus no meio do seu povo. Todo milagre é um sinal profético e que envolve o Senhor nosso Deus. Mas, por que houve tanto temor por um machado perdido e também a necessidade de um milagre. Essa seria a pergunta exata a ser feita pelo leitor do antigo testamento. Afinal era apenas um Machado pode alguém dizer.

Quando o um dos alunos de Eliseu grita: Ai, meu senhor! porque era emprestado 2Reis 6.5, ele não estava simplesmente preocupado com o dono da ferramenta que não era sua, mas com sua vida e a de sua família.

A palavra hebraica para emprestada Sheulah (שְׁאוּלָה) é o termo usado quando algo é emprestado e deve ser devolvido ao proprietário original, e nesse caso esse jovem profeta estaria envolvido em uma dívida que ele não poderia pagar, caso não devolvesse esse machado a seu dono.

Na cultura Hebraica daquela época, se alguém perdesse algo principalmente de ferro (era algo raríssimo) e não pudesse pagar o prejuízo a seu dono, a lei determinava que ele e sua família tinham que vender o que tinha para pagar a dívida ou dar seus filhos como pagamento ou como escravos para pagar a dívida contraída. Lembra do azeite da viúva?

A lei permitia que um israelita que se tornasse extremamente pobre ou endividado e não pudesse pagar suas dívidas vendesse a si mesmo, sua esposa ou seus filhos como escravos/servos para quitar a dívida contraída. (Êxodo 21:7; Êxodo 22.14; Levítico 25:39)

Dessa perspectiva bíblica e lendo com a partir de Cristo podemos já deduzir que não foi apenas um acidente de trabalho. Era uma sentença de escravidão. Tudo o que esse jovem tinha, caso o tivesse e a renda de sua casa tinha ido parar no fundo do rio Jordão. A dívida era impagável pelo resto de sua vida.

Aqui eu te faço lembrar alguém assim? Isso mesmo esse jovem representa eu e você diante de Deus. Estávamos com sérios problemas, e condenados por uma dívida impagável.

O que Elíseos faz nesse momento? E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro. 2 Reis 6:6

Eliseu opera um milagre para salvar a vida de seu aluno, seu filho como eles diziam lá na época. Eles chamavam o profeta de meu pai, e o profeta os chamava de filhos.

A palavra hebraica principal para pau, madeiro, árvore ou viga no contexto bíblico incluindo as referências a madeiro da forca ou execuções é (ets do  hebraico עֵץ)

Quando Eliseu o profeta corta um pedaço de madeiro, o ato profético se estende até a Cruz de Cristo. O filho que estava destinado a afundar sua vida e geração junto com sua dívida é redimido. Pelo milagre realizado pelo profeta.

Essa não é mais uma história do Antigo Testamento. É um apontamento para uma profecia exata da cruz de Cristo e de Sua grande obra realizada em nosso favor. O profeta é Deus e seu plano de redenção, o pedaço de pau ou o (ets) do texto Hebraico era o madeiro da Cruz, e nos éramos aquele jovem desesperado com uma dívida impagável por causa do peso que exercia sobre nós o pecado.

Mas, Paulo diz: Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Cl 2.14-15.

Que Deus te abençoe.

Pr Adélcio Ferreira – IBPMG

Site: https://www.igrejabatistadaprovisao.com.br/

(Obs: Lembrando que: A lei protegia o devedor, e também o credor, determinando que, em caso de um israelita se vender a outro para pagar uma dívida, ele deveria ser tratado como um trabalhador contratado, não como um escravo de guerra, e ser liberto no sétimo ano)
São Lourenço - MG
Textos publicados: 119 [ver]
Site: http://www.igrejabatistadaprovisao.com.br/
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