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Palavra do leitor

Não é para entender, tão somente!

Em artigo anterior, "Não é para ler, apenas!" coloquei a questão da finalidade de lermos a Palavra de Deus; não apenas para guardá-la, entendê-la, discerni-la, mas para compartilhá-la com quem não a conhece.

Alguém disse: "não coloque peso nas costas dos outros"; o colocar peso seria o exercício do "ide" do Senhor Jesus, ou seja, a ação, do cristão, de compartilhar a Palavra de Deus: ensiná-la, pregá-la, testemunhá-la.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3.16).

Paulo ensina a Timóteo que a Palavra de Deus é para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça; importante frisar que nada disso é apenas para o simples conhecimento/entendimento, mas há um propósito, que é o de fazer com que o nosso semelhante [eu também] seja perfeito e corretamente habilitado para toda boa obra; não é, pois, colocar peso.

Ainda Paulo: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;" (2 Timóteo 4.1-3).

Ele ensina ao seu discípulo que a Palavra de Deus deve ser instada "a tempo e fora de tempo"; outra tradução diz "quer seja oportuno, quer não"; creio que ele está dizendo que a Palavra de Deus tem que ser levada a sério; entendo que ela deve ser não somente ensinada, mas usada para repreensão, exortação "com longanimidade;" ensinar, repreender, exortar não é colocar peso nas costas de alguém; é tirar o peso da condenação.

A Lei do Talião [Lex Talionis], Código de Hamurabi, punia o criminoso com idêntico procedimento que ele cometeu em sua transgressão, ou seja, "olho por olho, dente por dente"; o Senhor Jesus, todavia, ensinou:

"Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. (Mateus 5.38-41).

Está, o Senhor Jesus, ensinando paz, humildade, mansidão, domínio próprio etc. – aliás, características [gomos] do fruto do Espírito citado por Paulo: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei" (Gálatas 5.22-23).

O Senhor Jesus não veio ao mundo para ensinar ou incentivar brigas, desentendimentos, porfias, rixas, vinganças etc. – pelo contrário, Ele veio ensinar o amor, a bondade, a paz, a renúncia, além de nos salvar pela graça, mediante a fé nEle próprio.

Há outra colocação dEle quanto ao amor; não só recomendou o cumprimento do mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; Ele deu um passo adiante:

"Ouviste que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos" (Mateus 5.43-45).

Humanamente falando, considera-se "humilhação" amar os inimigos, mas é isso mesmo "ipsis litteris" que Ele ensinou, amar os inimigos sem o que não somos filhos de Deus; voltemos ao texto: Ele disse "para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste" (sic).

E esclarece: "Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" (Mateus 5.46-48).

Ensinar a Palavra, pregar a Palavra, testemunhar a Palavra, salvo melhor entendimento, não é colocar peso nas costas do próximo; é ensinar o bem, o amor, a paz, a benignidade, a longanimidade, a mansidão, o domínio próprio etc., "gomos" do fruto do Espírito.

Disse o Senhor Jesus: "Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11.30).

E Deus esclarece, pela pena de Paulo: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação [tempo presente] produz para nós eterno peso de glória [tempo futuro], acima de toda comparação" (2 Coríntios 4.17).

A Palavra de Deus não é para entender, tão somente! Reitero: temos que vivê-la, ensiná-la, pregá-la, compartilhá-la!

Finalmente, não devemos trocar a sã doutrina por uma ideologia que nos seja mais conveniente, à moda "serpentiana!" (Gênesis 3.1-5).

Pense nisto!
São Paulo - SP
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