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Palavra do leitor

Moradores de rua: um grande desafio contemporâneo

Eles estão cada vez mais próximos de nossas casas. Catando latinhas e outros objetos para trocar por algum dinheiro, lutando cada um do seu jeito para sobreviver, dormindo sob pilotis, viadutos e em estações de metrô, perambulando sem destino e sem dignidade pelas ruas e avenidas de nossas cidades, os moradores de rua são uma parcela cada vez maior no nosso tecido social trazendo insegurança para os negócios e insatisfação crescente na população. Diante deste grande desafio contemporâneo, não podemos mais ficar inertes e acomodados. Precisamos admitir que todos nós temos alguma parcela de culpa nessa tragédia social, e que também podemos ser parte da sua solução.

Para alguns eles são causa de sujeira e violência, um estorvo que precisa ser eliminado ou afastado; para outros, são apenas vítimas de um sistema desumano que os alija das oportunidades da vida, deixando apenas a rua como lugar de possibilidade de existência e único "lar" disponível. É gente sem sonhos, sem esperança, sem decência. Muitos até sem documentos. São apenas números nos censos governamentais. Suas famílias, muitas delas, já desistiram de tentar ajudá-los. Quem são os verdadeiros culpados desta "pandemia mundial"? (conceito técnico epidemiológico definido pela própria Organização Mundial da Saúde). Como solucionar esse grande dilema social ou minimizar suas consequências?

São milhares de pessoas vivendo daquilo que encontram nas ruas. Quando chega a noite, parecem verdadeiros zumbis perambulando pelas esquinas à procura de algo que possa lhes matar a fome. Muitos deles encontram nas drogas o ópio que precisam para esquecer a realidade e diminuir a dor do abandono e da indiferença.

Porém, esse problema não é apenas nosso. Tal tragédia não é exclusiva abaixo da linha do Equador. Estima-se que cerca de 150 milhões de pessoas vivam em situação de rua no mundo, o que representa aproximadamente 2% da população mundial, segundo dados de 2021 do Fórum Econômico Mundial. E esse número continua crescendo. Entre os principais fatores que contribuem para o aumento de pessoas em situação de rua no mundo estão a alta inflação dos aluguéis e a escassez de moradias acessíveis. O problema, portanto, é global. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número recorde em 2024 ultrapassou 770 mil pessoas em condições de vulnerabilidade social (homeless).

Diante dos desafios hercúleos envolvendo esta grave problemática social e humana e da pouca atuação estatal, algumas iniciativas vindas da sociedade civil buscam amenizar suas sérias consequências e mitigar seus resultados nocivos. Igrejas, organizações sem fins lucrativos, associações locais, entre outros agentes se movimentam e se organizam para ajudar o máximo de pessoas possível, devolvendo-lhes dignidade e esperança.

Fico imaginando o que faria Jesus se encontrasse essas pessoas nas nossas cidades. Muito provavelmente ele as trataria como tratou muitos dos leprosos de sua época, curando-os, tocando-os com amor e humanidade. Certamente faria o que o bom samaritano fez na famosa parábola contada por Lucas. O personagem principal desta icônica história, ao se deparar com a realidade dura de um homem, provavelmente um judeu, e portanto um inimigo histórico dos samaritanos, que estava na estrada semimorto, espancado por assaltantes, teve piedade dele. Aproximou-se, e enfaixou-lhe as feridas. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal e levou-o para uma hospedaria. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’.

Que possamos ter a mesma sensibilidade deste viajante misericordioso que representa o que Cristo fez por nós ao nos salvar da mendicância espiritual. Que sejamos canais de bênçãos para levar esperança e ajudar esses milhares de moradores de rua a voltarem para casa e para suas famílias. Todos sairão ganhando e o mundo será um lugar melhor.

Tony Oliveira - Autor dos livros "Pingos da Graça" e "Cartas do Atlântico".
Para outros textos do autor, acesse: https://pingosdagraca.wordpress.com/
Contato: faos.ead@gmail.com INSTAGRAM: @tonyoliveira_69
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