Palavra do leitor
17 de agosto de 2026- Visualizações: 35
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Inventa-se o doente para vender a cura: os vazios de Friedrich Wilhelm Nietzsche!
O pensador Friedrich Wilhelm Nietzsche, anota-se, venerado pelos mais variados salões da denominada autoridade intelectual, se configurou por uma destreza retórica e por ecoar arroubos proféticos e revolucionários, malgrado sem se debruçar num estudo sério e sólido dos Evangelhos. Não paro, por aqui, o eloquente profeta do martelo e seus êxtases nunca conseguiu desmoronar toda uma tradição de elucubrações e de legados dos Evangelhos, da Tradição Judaico-Cristã, dos Manuscritos da Reforma Protestante. É bem verdade, muitos se enveredam por aplaudi-lo, mas, lá no fundo, por mais que não aceitem, deparam-se com solilóquios de quem não pode ser levado muito a sério. Atentemos para Genealogia da Moral (Primeira dissertação, 7–11), a qual se redige a moral cristã como um desserviço, como uma anulação do indivíduo, mas sem a capacidade de diferenciar o cristianismo aportado em Jesus de Nazaré das deformações farisaicas. Além do mais, confunde a humildade com ressentimentos e não percebe que as virtudes são restauradoras. Não por menos, em o Anticristo, as aparentes palavras bombásticas, quando evoca de ser o Cristianismo um arrefecedor da vida, um anulador das potencialidades, um negador do ser humano e mostra o quanto não compreendeu a distinção entre a negação da desordem ou do acaso com a negação da vida. Diametralmente oposto as ebulições dos vernáculos de Nietzsche, em decorrência de não observar que o Cristianismo não denega e nem execra e muito menos regurgita a existência e se posiciona para condenar o desajuste, o abuso, a violência, o isolamento e o distanciamento do ser humano do outro. O Cristianismo se opõe ao que deplora a direção ao bem, ao justo, ao verdadeiro, ao belo e ao conceber a vida como um fim ordenado, como um fim com sentido e propósito. Deveras, o Cristianismo, sem sombra de dúvida, pode ser definido como uma Metafísica da Afirmação, Gênesis 1.31. Decerto, o Cristianismo entrançado a manifestação Tabernacular (Jesus Cristo) não nos priva da vida, porque não se amolda ao que corrompe, ao que conspurca e ao que a torna caótica. Ora, em assim falou Zaratustra (Prólogo, 3) e em Crepúsculo dos Ídolos (‘’A moral contra a natureza’’), a acusação de um vilipendio ao corpo, como se fôssemos ensinados, a partir das narrativas cristã, a nos envergonhar do nosso corpo, sem observar de que a mensagem cristã genuína, verídica e correta estabelece uma conciliação, uma harmonia e um equilíbrio entre corpo e alma, inclusive, sobre a ótica da esperança da ressurreição. Não há um vituperar ou desaprovar do corpo, da alma, porque a questão se estriba em não descambar no desajuste do desejo ou de se sujeitar ao caudilho ditatorial da paixão e somos chamados para ornar o corpo ao bem maior, por não ser o Cristianismo uma espiritualidade desencarnada. Dou mais uma pinçada, o Verbo se fez carne, se fez matéria, se encarnou, o Deus Criador de tudo e de todos se fez carne, se fez Ser Humano, vivenciou as vicissitudes ou as alternâncias da vida, alimentou-se, indignou-se, lamentou-se, sentiu os efeitos das dores e das aflições, como sua ressurreição envolve um corpo glorificado. O corpo não se constitui numa prisão, num martírio, numa alienação e se forma como um instrumento cooptado a alma. O texto de 1 Coríntios 6.19 faz alusão a um corpo que será glorificado, a uma ressureição que traz a questão da carne como o esplendor do corpo transformado, como também o vaso da graça e o templo do Espírito Santo. Não há nada de mutilação, de repressão, de asco, de repulsa, que, em Jesus de Nazaré, o corpo se reabilita, não se mantém refém das cisternas da animalidade e coisificação. A tônica de uma ênfase por libertar-se da tirania ou dos tentáculos dos apetites desordenados, como um antídoto para o ser humano, para que todo o ser se convole ou convirja ao Bem Maior. O ser humano que não se deixa dominar pelos apetites não se torna numa figurada castrada, abstrusa ou confusa, desumanizado, como se odiasse ao si mesmo, porque se ordena pela liberdade do amor e não de faiscantes momentos. Os frenesis de Nietzsche não nos afastam de sermos subjugados pelos desajustes dos instintos. Entrementes, a mensagem do evangelho objetiva restaurar a vontade ao seu sentido e ao seu propósito superior, pleno, invariante, universal e eterno e não viver por viver, sem um fim, sem um telos ou finalidade, clausurado ao aqui e ao agora. Ao perambular pelo Anticristo e a porfiosa ou teimosa descrição de ser o pecado uma invenção para atacanhar ou apequenar o homem e mantê-lo em fantasias e delírios, sem jamais ter analisado o pecado, a culpa e a Graça Redentora. Cabe salientar, a mensagem do evangelho sobre arrependei-vos não como um melindre ou capricho, por se destinar a um restaurar do estado de disruptura do Bem Maior e da Ordem Racional ou do Logos, conforme está elencado em João 1.1 e isto não quer dizer ser torturado.
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