Palavra do leitor
08 de outubro de 2026- Visualizações: 22
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Fé sem reflexão? Os perigos da instrumentalização política do cristianismo
A sociedade atual tem produzido cristãos pragmáticos comprometidos com valores da ética cristã, porém sem alicerce com a verdade bíblica. Surge nesse cenário um cristianismo de mente vazia, ou nas palavras de Stott (2012) um cristianismo tolo, em que as pessoas são cooptadas a servirem a interesses políticos em nome da fé. Basta olhar rapidamente as redes sociais e as narrativas construídas por aqueles que fazem delas um instrumento de propagação ideológica.
Esse rearranjo entre fé e política é bem sucedido porque há uma combinação de elementos que são explorados nos indivíduos como o sentimentalismo e a emoção exacerbada, em detrimento do não uso da razão. Disto resulta, uma sensação de pertencimento a um grupo e uma ideal missionário na defesa dos valores religiosos, destacando o excesso de zelo pelos cristãos sem, contudo, haver uma cosmovisão genuinamente bíblica. Assim, muitos cristãos estão comprometidos com uma causa sem refletirem se ela serve ao reino de Deus ou ao reino dos homens.
Uma boa reflexão para esta questão é encontrada no livro de John Stott (2014) com o título crer é também pensar, no qual o autor alerta os cristãos a se desvencilhar, de uma ideia, subjacente a comunidade cristã, de que a fé é percebida como algo subjetivo, pertencente a dimensão espiritual e sem nenhuma conexão com ato de pensar, raciocinar. Stott defende que a verdadeira fé necessita pensar para entender e pôr em prática os ensinamentos bíblicos, bem como analisar com diligência suas ações e experiências pessoais, além do que o ato de pensar é um dom divino. O cristão que despreza a razão é facilmente levado por falsos ventos de doutrinas e manipulações ideológicas, bem como práticas partidárias disfarçadas de religiosidade. Infelizmente, há muitos cristãos fechando suas mentes e proclamando suas predileções em nome de um evangelho tolo.
Que Deus nos livre de abdicar desse maravilhoso dom de pensar e de transformar a fé em um instrumento de nossas próprias convicções. O pensamento cristão jamais deverá ser guiado por nenhum tipo de medo, sentimentalismo ou projetos humanos, mas unicamente pela palavra revelada nas escrituras e no Senhorio de Cristo. Pensar biblicamente é submeter nossas escolhas, convicções e posicionamento ao exame da palavra. Sobre esse aspecto, o apóstolo Paulo nos adverte em 2 Coríntios 10: 5 "Levando cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo". Mais do que pertencer a uma causa, o cristão pertence primeiramente a Cristo, mais do que produzir discurso de cunho religioso ou político é necessário discernir aquilo que realmente promove o Reino de Deus. Uma fé que pensa à luz das escrituras, encontra na verdade de Cristo o fundamento para discernir os caminhos que deve seguir.
Referências:
STOTT, John R. W. Crer é também pensar. A importância da mente cristã. Editora: ABU, São Paulo, SP, 2014.
Esse rearranjo entre fé e política é bem sucedido porque há uma combinação de elementos que são explorados nos indivíduos como o sentimentalismo e a emoção exacerbada, em detrimento do não uso da razão. Disto resulta, uma sensação de pertencimento a um grupo e uma ideal missionário na defesa dos valores religiosos, destacando o excesso de zelo pelos cristãos sem, contudo, haver uma cosmovisão genuinamente bíblica. Assim, muitos cristãos estão comprometidos com uma causa sem refletirem se ela serve ao reino de Deus ou ao reino dos homens.
Uma boa reflexão para esta questão é encontrada no livro de John Stott (2014) com o título crer é também pensar, no qual o autor alerta os cristãos a se desvencilhar, de uma ideia, subjacente a comunidade cristã, de que a fé é percebida como algo subjetivo, pertencente a dimensão espiritual e sem nenhuma conexão com ato de pensar, raciocinar. Stott defende que a verdadeira fé necessita pensar para entender e pôr em prática os ensinamentos bíblicos, bem como analisar com diligência suas ações e experiências pessoais, além do que o ato de pensar é um dom divino. O cristão que despreza a razão é facilmente levado por falsos ventos de doutrinas e manipulações ideológicas, bem como práticas partidárias disfarçadas de religiosidade. Infelizmente, há muitos cristãos fechando suas mentes e proclamando suas predileções em nome de um evangelho tolo.
Que Deus nos livre de abdicar desse maravilhoso dom de pensar e de transformar a fé em um instrumento de nossas próprias convicções. O pensamento cristão jamais deverá ser guiado por nenhum tipo de medo, sentimentalismo ou projetos humanos, mas unicamente pela palavra revelada nas escrituras e no Senhorio de Cristo. Pensar biblicamente é submeter nossas escolhas, convicções e posicionamento ao exame da palavra. Sobre esse aspecto, o apóstolo Paulo nos adverte em 2 Coríntios 10: 5 "Levando cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo". Mais do que pertencer a uma causa, o cristão pertence primeiramente a Cristo, mais do que produzir discurso de cunho religioso ou político é necessário discernir aquilo que realmente promove o Reino de Deus. Uma fé que pensa à luz das escrituras, encontra na verdade de Cristo o fundamento para discernir os caminhos que deve seguir.
Referências:
STOTT, John R. W. Crer é também pensar. A importância da mente cristã. Editora: ABU, São Paulo, SP, 2014.
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