Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Palavra do leitor

Entendimento prejudicial

A caminhada prossegue para a revelação messiânica no seu sentido pleno. O Filho de Deus encarnado outrora fora pré-anunciado pelo arauto do deserto (Jo 1.19ss). O Deus que tabernaculou entre nós (Jo 1.14) continuamente prossegue anunciando quem ele é, e qual a sua missão entre os homens: “ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.... [e quem o ouve e crê que Deus Pai o enviou] tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 1.9; 5.24). Essa era a intenção do Filho unigênito, anunciada desde o prólogo do evangelho segundo João (Jo 1.1-18).

Jesus chamou discípulos, fez milagres, indagou, ensinou, supriu certas necessidades de vários povos. As considerações que ele recebeu não foram as das melhores. Dos sinais que fizera grandes multidões ficaram admirados, mas não entendeu quem ele era. De sua ascensão no seu ministério, outros que pregavam sobre o reino de Deus ficaram enciumados (Jo 3.26). Daqueles que guardavam a Lei de Moisés e ensinavam aos outros o repudiaram e buscaram a sua morte (Jo 5.16-18). Verdadeiramente Jesus é a luz fiel que ilumina a todo o homem (Jo 1.8). O apóstolo João mostra que muitos, mesmo quem não o recebeu, tiveram a oportunidade de receber de sua luz.

No capítulo seis (Jo 6.1-14) o apóstolo amado registra um grande acontecimento no lado oriental do mar da Galiléia num período próximo a Festa da Páscoa (vs.4). Jesus com seus discípulos está no momento de ensino (vs.3; cf. Mc 6.34) e uma grande multidão também participa desse acontecimento, eram como ovelhas sem pastor (Mc. 6.34-35). Não sabemos quanto tempo Jesus ficou ensinado, mas observamos que, num certo período, o Messias preocupa com a alimentação dos povos. Não era algo imprevisível, pois Ele já sabia como tudo iria terminar (vs.6). Um grande milagre da multiplicação de pães e peixes foi feito para mais de vinte mil pessoas.

Doravante, podemos observar a atuação de Deus no meio dos homens crédulos ou não e o entendimento dos mesmos quando são agraciados pelo Criador. Cristo Jesus tem o objetivo de seus milagres serem pedagógicos para direcionar o homem a Deus, mas nem todos compreendem assim.

Consequentemente, após o ensino, a multidão reflete fome: “Onde compraremos pão, para estes comerem?” (vs. 5). Jesus testa seus discípulos diante de um grande problema. Dos servos de Cristo, obervamos Filipe e André respondendo ao Filho de Deus nas suas possibilidades terrenas. Para Filipe, o dinheiro que tinham não era suficiente para alimentar tanta gente (vs.7). Já pelo olhar de André, alguns pães e peixinhos encontrados com um rapazinho no meio da grande multidão eram impossíveis resolver o problema (vs.8-9). Para outros, a melhor forma era despedir a multidão (cf. Mc 6.36). Mas para Jesus a multidão devia ser alimenta pelos seus discípulos (cf. Mc 6.37).

Contudo, na orientação de Jesus Cristo e confiança e obediência de seus discípulos e da multidão- mesmo que de muitos uma confiança distorcida e obediência temporária- um grande milagre da multiplicação de cinco pães de cevada e dois peixinhos aconteceram. A multidão comeu que sobrou! Mas, não incrivelmente, viram e não entenderam o significado do milagre da multiplicação, pois a multidão queria fazer de Jesus o rei corrupto que eles idealizavam.

Assim, nessa narrativa, observamos duas perspectivas demonstradas pelos discípulos e pela multidão que nos advertem. Como discípulos de Jesus, precisamos buscar continuamente intimidade com Deus, pois, em alguns momentos, podemos nos deparar com um estado de incredulidade diante de situações adversas que aparecem na proclamação do Reino. Era impossível para os discípulos, por conta própria alimentarem a multidão, mas fora o próprio Jesus que os chamou para essa tarefa. Das mãos de Jesus saiu o pão, que saiu das mãos dos discípulos para os povos (vs.11). Fora uma multiplicação que deveria ser vista como o sinal do Messias (cf. vs 22ss).

Como servos de Jesus Cristo devemos sempre buscar entender que “toda boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto” (cf. Tg 1.17) e Deus sempre supre as necessidades que surgem na proclamação do seu Reino. Contudo o agir de Deus é justo e reto e nunca pode ser manipulado.

No olhar da multidão, após estarem satisfeitos com a alimentação dos pães de cevadas e peixinhos, entusiasmadamente queriam pegar a força o Rei dos reis e fazer um mero rei (Jo 6.14,15), pois quem poderia com uma tão grande multidão e um grande profeta, nem Roma seria poderosa diante de tal governo. Mas essa representação não estava conforme o decreto do Deus Triuno. O Senhor Jesus não confiava neles (Jo 2.22,23). É impressionante quanto tempo pararam para ouvir os ensinos do Mestre, mas nada entenderam. Assim, é todo aquele que se encontra em um estado de corrupção total, não fora agraciado por Deus, e não tem condição de receber a Cristo Jesus como seu Senhor, em vez de recebê-lo, murmura contra seu reinado (Jo 6.43-45). Tentam corromper a verdade em busca da realização dos seus próprios prazeres. Desastroso é quando essa visão encontra espaço no coração do cristão.

Como discípulos de Cristo Jesus, fiquemos alertas e vigilantes. Há sempre desafios a serem superados na proclamação do Reino de Deus. Cristo Jesus é o Senhor da Igreja e supre todas as suas necessidades. Assim, nossa visão deve está em conformidade com o seu querer. Devemos buscar conhecê-lo em um estado de submissão ao seu reinado, não levando a ansiedades que levam a incredulidades, nem muito menos sendo coadjuvante com os desejos pecaminosos que fazem de Jesus um rei que supre as necessidades do coração pecador. Mas vivamos para sua glória.
Taguatinga - DF
Textos publicados: 12 [ver]

Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.