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Palavra do leitor

A Quarta Pessoa da Trindade

Eu e o Pai somos um – Jesus de Nazaré

Recentemente um pastor falou em uma palestra sobre uma suposta quarta pessoa da trindade. Um padre já havia mais antigamente usado essa expressão numa missa.

Como assim quarta pessoa da trindade?

Em ambos os casos fica claro que eles queriam muito chamar a atenção para suas ideias.

O padre havia afirmado ser Maria a quarta pessoa da trindade. Ao ouvir isto uma pessoa imediatamente se levantou e deixou a igreja. Mais tarde ela me contaria o episódio.

Há uma linha divisória bem tênue (que em alguns casos chega mesmo a desaparecer) entre a doutrina católica sobre a mãe de Jesus e o que seja heresia.

Já no outro caso, o pastor criticava o movimento evangélico fundamentalista, dizendo que para este a Bíblia seria a quarta pessoa da trindade. Seu ponto era que a Bíblia não é "Sagrada", mas só "apontaria" para o Sagrado.

Para fundamentalistas, ao contrário de liberais, a Bíblia seria inerrante.

Isto me lembra que o papa também é considerado infalível, em seus pronunciamentos ex cathedra – podendo assim também entrar para este rol de candidatos à quarta pessoa da divindade.

Mas até o papa é falível... Por isso necessita ser questionado em seus pronunciamentos, especialmente os partidos da cátedra (cadeira).

Um desses pronunciamentos foi o de afirmar que Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção, no dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854.

Já no ano de 431 no Concílio de Éfeso, o catolicismo declarou Maria como "Mãe de Deus".

Para aqueles que estão absorvidos nessa tradição e paradigma, tudo isso parece óbvio, e leva a uma devoção natural à Mãe do Carpinteiro de Nazaré.

Mas para os evangélicos fundamentalistas, Maria não possui essa "bola toda". Ela jamais poderia ser a "quarta pessoa da trindade". Ela continua porém sendo a Virgem que foi concebida pelo poder do Espírito Santo - essa afirmativa é bíblica e para eles "a Bíblia não erra".

Será que a Bíblia não acaba sendo tratada como um Deus? (A propósito existe uma religião na Ásia cujo Deus é literalmente um livro... – com perdão do trocadilho).

A Bíblia, de fato, é um livro sagrado pois foi inspirada por Deus. Jesus mesmo irá afirmar várias e de diferentes formas a perenidade e valor das palavras das Escrituras Sagradas.

Por isso mesmo, a Bíblia também aponta para o Sagrado. A "Palavra de Deus" contém a verdade – e só a verdade. Nada mais e nada menos. O Cristo orou "Pai a tua Palavra é a Verdade". E a Palavra de Deus é maior que a Bíblia, maior que um livro.

Jesus que se autodenomina como sendo ele mesmo a Verdade; ao mesmo tempo é apresentado como sendo a Palavra encarnada.

A Bíblia, enquanto registro escrito, contém essa Palavra, sua história, sua narrativa. Mas a Bíblia é mais que um relato histórico. Ela também é um livro normativo onde princípios e valores são fixados. E mais ainda do que tudo isso, é um livro espiritual onde Deus, sua pessoa e caráter são "revelados". Por isso a Palavra de Deus (contida na Bíblia) é viva e eficaz. Uma fração da Bíblia é como uma semente que contém toda a árvore.

Ela por si só não é um Deus, mas Deus propositadamente a usa para falar ao homem. A seu intelecto, a seu coração e alma.

Analogamente poderíamos dizer que a Constituição brasileira não é o estado brasileiro, ela não é o povo brasileiro e nem o governo brasileiro. Mas nela está registrado e de certa forma definido o que é o Brasil. Mas o Brasil é maior que sua carta magna.

Agora, o que concorre seriamente com a divindade nesse "jogo" é justamente o intelecto, o coração e a alma humanas – ao interpretarem a Bíblia de forma tendenciosa e particular.

Para tentar contornar esse dilema (particular interpretação X revelação universal) cunhou-se na cristandade a expressão "Rhema" (do grego, palavra) para referir-se a um texto bíblico especialmente aplicado a uma situação e pessoa. Diferindo-se assim do termo "Logos" (do grego, também palavra) para referir-se a um texto de cunho mais geral e impessoal.

(Prefiro ficar só com o português claro e bíblico que diz que a letra mata, mas o espírito vivifica).

Bem, é justamente esse Espírito a terceira pessoa da trindade. Jesus é com o Pai um. E o Espírito Santo é juntamente um com ambos.

É Ele quem nos ilumina na leitura bíblica, na pregação, na interpretação. Homens podem falhar, e por isso devem ser criticados, e se necessário reconhecerem o erro e se redimirem.

A Bíblia (enquanto livro) precisa ser traduzida, atualizada, revista e corrigida. Teologicamente analisada e interpretada.

Obviamente não existe uma "quarta" pessoa da trindade. Esse é o primeiro mandamento que Deus disse e deixou escrito no Sinai: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.

Ele é Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Não precisamos de mais nada, estamos em boas, agradáveis e perfeitas mãos. Amém.
Fürth - EX
Textos publicados: 318 [ver]
Site: http://teologia-livre.blogspot.de/

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