Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Palavra do leitor

Deus está morto? Ou o ídolo de Nietzsche?

"Para muitos que dizem a expressão "Deus está morto", deve ser mais bem aclarada. Afinal, se está morto, não porque não existe, mas sim por terem substituído o sentido pela utilidade, a fé por aparatos técnicos, a verdade objetiva pelas impressões subjetivas, o conhecimento racional pelas convicções ideológicas’’.

O culto a Nietzsche segue a todo o vapor, em nossos tempos, sem deixar de lado sua presença no discurso de muitos cristãos, visto como referência paradigmática ou exemplificativa por muitos teólogos e seminários, seja de ordem reformada, católica ou pentecostal. A mais retumbante e célebre frase proferida por esse pensador ora alcunhado de que Deus está morto, surge em A GAIA CIÊNCIA e se estende em ASSIM FALOU ZARATRUSTRA, como no CREPÚSCULO DOS IDOLOS.

Não para nesta dimensão, Deus está morto e nós o matamos, segundo as narrativas do pensador embevecido por ideias sem nenhum embasamento coerente para fundamentar suas próprias afirmações. Afinal, se o matamos, se houve a decretação da morte de todos os valores transcendentes, metafísicos, a tornar anódino toda à verdade absoluta, soçobra ao homem moderno, pós-moderno, ultramoderno e outros epítetos, tão somente, lançado ao vazio, então, para formar seus próprios valores, princípios e direções.

Atentemos, ao declarar a morte de Deus, devemos compreender não ser a declaração de que Deus não existe, de sua inexistência, de que não há evidências de um Ser Criador de tudo e de todos. Vou adiante, não há uma declaração de que Deus está morto, segundo a conotação de que não existe, porque nunca a demonstrou e, como de praxe, em Nietzsche, esbraveja e não prova nada, a qual tece uma argumentação abstrusa ou confusa, quando interpreta o declínio e a falência da humanidade, como se fosse à resposta para consubstanciar a inexistência de Deus.

Decerto, a questão de que Deus está morto nada mais representa do que a aplicação de ideias correntes de sua época, a qual porfia em rejeitar, em refutar e em reprovar Deus, de todas as maneiras. Além do mais, as pautas de Nietzsche sempre seguiram a constatação de uma civilização órfã de si mesma, malograda ao vácuo de acreditar no utilitário acima da fé e objetivou imputar a Deus essa escolha, quando tal decisão adveio do próprio ser humano.

De observar, o Deus da tradição judaico-cristã não se encontra no tempo e muito menos no espaço, por isso, não pode morrer, nem pode deixar de existir e muito menos de ser, por ser o Ser subsistente, antes dos tempos eternos. O Deus bíblico não pode ser cotejado ou interpretado como um deus delimitado ao universo, nem como um deus imanentista, dentro de nós, não faz parte de um postulado ou de um mandamento cultural.

Quando cremos Nele, não o criamos, somente o reconhecemos!

Ao dizer, o ‘’Eu sou, o que Sou’’, há a confirmação Daquele que é, Daquele que é o sentido, o destino e o motivo de tudo existir!!

Destarte, a morte de Deus não passa do estado de desfazimento das crenças do homem moderno, em si mesmo, mas não serve como preceito e conclusão afirmativa para asseverar assertivamente a morte de Deus, enfim, não passa do reverberar de uma pessoa ferida e malograda moralmente.

Deveras, a morte de Deus, peremptoriamente, configura o ser humano refém numa realidade labiríntica que torna sem efeito todo o sentido de ser imagem e semelhança do Eu sou, o que sou, do Eu Sou Aquele que é e sua presença ao nos alcançar, sem delongas, nos envolve com a completude de sentido para ir adiante em paz, em justiça em esperança.

Sempre se torna de bom alvitre mencionar, o Deus morto ora preconizado por Nietzsche se direciona a morte de um ídolo moral e sentimental concebido em seu interior, o desfecho de uma geração que perdeu o sentido de ser e se agarra a cegueira de que se basta a si mesmo, que convola sua melancolia e desilusão, como se fosse uma profecia de ser livre para viver, sem os tentáculos de uma suposta opressão e alienação ora prefigurada em Deus e, mais especificamente, no Deus da tradição judaico-cristã.

Cabe frisar, o Deus Teísta Ser Humano Jesus Cristo, o Ungido do Senhor, o Logos Preexistente e Criativo, o Alfa e o Ômega, não se apresenta como um lampejo do que foi, como uma réstia de que não acredita na humanidade, como uma lembrança do passado, mas sim como o sentido, o destino e o motivo eterno de tudo o que é e de todos nós.
São Paulo - SP
Textos publicados: 453 [ver]

Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.