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Palavra do leitor

Decifrando as bestas e o número 666 de Apocalipse 13 - parte 1

FASE 1 – O SURGIMENTO DO DRAGÃO
Ao analisarmos a história da humanidade, percebemos que todas as civilizações sempre funcionaram de maneira semelhante: famílias que cresciam e se transformavam em clãs, trabalhando juntas em suas terras, plantando, criando, colhendo e negociando entre si para expandir seus negócios. Esse processo, normalmente, não ia muito longe, porque, naquele tempo, não existiam veículos capazes de realizar viagens a longas distâncias como temos hoje.

Mas eis que, em meados do século 18, surge um novo poder na Terra. Um poder de impacto mundial, que transformou radicalmente a economia, a organização social, o modo de trabalho e o modo de vida das pessoas, alterando, com isso, o rumo da história humana. Esse novo poder, uma espécie de imenso dragão insaciável, que não possui um único dono, uma única forma ou um único fundador, mas é fruto de inúmeras transformações econômicas e do anseio de poder e domínio dos próprios homens, é chamado de Primeira Revolução Industrial.

E eu não estou associando o surgimento desse novo poder a um dragão apenas para induzi-lo a pensar no que ainda vou descrever, mas porque historiadores, filósofos e escritores da época assim descreviam essa nova onda de domínio. Chegaram até a chamar essa revolução de Monstro Leviatã, que passou a dominar e controlar a vida humana na Terra. O Dragão de ferro e fogo, como o chamavam, fazia referência às máquinas a vapor, grandes estruturas feitas de ferro que se alimentavam de carvão e cuspiam fumaças negras nos céus da Inglaterra, onde tudo começou.

Esse dragão também passou a controlar o tempo. As pessoas já não trabalhavam mais no ritmo da natureza, observando as estações do ano, o nascer e o pôr do sol. Esse novo sistema de domínio impôs relógios, turnos e sirenes para controlar minutos e segundos dentro das fábricas. Até os espaços da sociedade foram alterados, com o êxodo de pessoas que abandonavam a área rural para viverem amontoadas nas grandes cidades, próximas às fábricas.

Foi exatamente a partir do surgimento desse imenso dragão que o mundo da tecnologia começou a fazer uma diferença profunda e direta na vida de toda a população mundial. Logo após esse início, todos os países, tribos, línguas e nações ficaram marcados pelo avanço científico e tecnológico, que determinou quatro grandes períodos e passou a colocar toda a humanidade de joelhos: a Era da Mecanização, com as máquinas a vapor, no século 18; a Era da Eletricidade e da Produção em Massa, no século 19; a Era Digital e da Computação, no século 20; e a Era da Hiperconectividade e da Inteligência Artificial, no século 21.

E é aqui, no século 21, com o avanço da hiperconectividade por meio da Internet, dos smartphones e das Inteligências Artificiais, que a nossa história começa e caminha para o fim. A tecnologia migrou do controle dos equipamentos e dos processos industriais para a manipulação e o controle das mentes humanas. Mas isso não surgiu da noite para o dia. Houve um longo processo que precisa ser analisado.

Primeiro, a tecnologia nos tirou a capacidade de realizar cálculos matemáticos quando desenvolveu a calculadora. Com o tempo, ninguém mais fazia cálculos de cabeça como antigamente: somas, multiplicações e divisões na ponta da língua.

Depois, roubou-nos a capacidade de armazenamento na memória, tirando informações da nossa cabeça e colocando-as em equipamentos externos, como o celular, por exemplo. Hoje em dia, ninguém mais sabe de cabeça o número de telefone nem dos parentes mais próximos.

Em seguida, tirou-nos a capacidade de dominar os fundamentos da nossa própria língua: a ortografia e a gramática. Isso aconteceu porque os próprios programas, como o Word, por exemplo, passaram a fazer correções automáticas. Não é mais necessário se preocupar com isso e, com o tempo, talvez nem seja mais necessário saber ou aprender. Com isso, a pessoa cada dia mais desaprende e fica dependente dos programas.

Depois, a tecnologia passou a controlar nossa noção de tempo e espaço. Com um simples aplicativo, como o Google Maps, mapeou todas as ruas, avenidas, endereços e comércios do mundo inteiro. Agora, ninguém mais sabe ir a determinados lugares sem um GPS ligado. Ninguém decora endereços, porque é a tecnologia que sabe qual é o melhor caminho para você.

Agora, com a Inteligência Artificial, passou a controlar também as mentes, nossa capacidade de criação, raciocínio e adaptação. Não é mais necessário que a pessoa pense por si só: basta querer alguma coisa e pedir a uma IA, que ela cria textos, imagens, vídeos, programas, sites e até plataformas completas, controlando e, de certa maneira, roubando capacidades que antes pertenciam exclusivamente ao ser humano.

E, nesse último estágio de evolução, de posse de tantas capacidades humanas, ela já começa a substituir funções profissionais em diversas áreas do conhecimento, transformando o ser humano em uma espécie de "robô", totalmente controlável, manipulável e descartável. DIVULGUE!
Manaus - AM
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Site: http://registrocientifico.blogspot.com/
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