Palavra do leitor
25 de abril de 2011- Visualizações: 2018
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A utopia de não estar só
Ao criar o homem masculino Deus manifestara que não seria bom que este estivesse só. Por isso criou alguém que lhe fosse por companhia, alguém que lhe auxiliasse e correspondesse. É interessante perceber que antes que Deus fizesse tal companhia, fez passar diante do Homem cada ser vivo para que ele os nomeasse (Gn 2). Então, a narrativa bíblica afirma que não se encontrou ninguém que o auxiliasse e correspondesse.
Em outras palavras poderíamos dizer que não se achou ninguém que lhe fosse adequado, proporcional e equivalentemente retributivo. Ou seja, alguém com quem pudesse estabelecer uma relação nivelada e ajustada de correspondência. Diante disso Deus faz o homem cair em profundo sono e enquanto este dormia tirou-lhe uma das costelas. Fez, então, a mulher a partir da costela e a levou até ele. A narrativa suscita algumas questões e sinaliza algumas coisas para nós hoje.
A primeira questão que a narrativa suscita é por que não era bom que o homem estivesse só. A resposta mais simplória é que Deus tinha dado uma tarefa ao homem que não poderia ser realizada solitariamente. Deus tinha ordenado ao homem que cuidasse do Jardim do Éden, e a partir do Jardim se multiplicasse e povoasse toda terra. É justamente depois de designar-lhe tais tarefas que Deus expressa que não é bom que o homem estivesse só. A verdade é que a tarefa era de fato impossível para o homem, masculino, cumprir sozinho. Deus fez cada espécie macho e fêmea, mas o homem não achou ninguém que lhe fosse correspondente.
A segunda questão que a narrativa nos remete é por que a mulher. Como supracitado, Deus criou, tanto grandes quanto pequenos animais, macho e fêmea de acordo com sua espécie. Isto está na gênese do princípio criativo de Deus. Além do mais, Deus viu que era necessário criar alguém que lhe correspondesse e auxiliasse. Somente com o indivíduo feminino do gênero humano o homem poderia estabelecer essa relação de correspondência, proporcionalidade, adequação e auxílio. Se Deus, por ventura, tivesse criado outro espécime de mesmo gênero por exemplo, potencialmente teria criado um rival e não um auxiliador. Homem e mulher se complementam e auxiliam mutuamente.
Outra questão é por que uma costela. A costela tem haver com a estrutura óssea do homem. Deus não pegou outro órgão do homem, pegou um osso. E não qualquer osso, mais que isso, pegou um osso de sua parte lateral. O osso é a parte dura e sólida que forma a armação do corpo dos vertebrados. É o esquema esquelético que sustem o corpo humano, que por analogia podemos inferir sobre a importância do espécime feminino na vida do homem. A mulher não fora criada para subjugar ou ser subjugada pelo homem, por isso, analogamente, também deduzimos aqui, ser este o motivo pelo qual a mulher ter sido formado por um osso das costelas, e não de outro lugar. Como, também, a costela é responsável pela proteção de um dos órgãos mais vitais do corpo humano; o coração, a mulher seria potencialmente capacitada a proteger partes essenciais do homem. Quem sabe o próprio “coração”.
Uma questão mais diz respeito à por que Deus fez o homem cair em profundo sono. Certamente seria ingenuidade pressupor que ele fez isso para Adão não sentir a “dor” de ter de si uma costela retirada. Penso que Deus na verdade não queria anestesiar o homem, muito menos chegar-lhe com um presente surpresa. Creio que uma das lições mais fundamentais que Deus quis legar ao homem e a humanidade é que Ele é poderosamente capaz de suprir nossas necessidades mais vitais quando estamos dispostos a descansar nEle. Quem dorme descansa. Enquanto o homem descansava, Deus agia em seu favor.
A reflexão a partir desta narrativa nos leva a alguns corolários, entre outras coisas, sobre a importância de não está só. Mais que isso, de ter alguém que nos seja correspondente e auxiliador. O matrimônio é a resposta mais visceral de se suprir esta necessidade humana. A união conjugal é um acerto estrutural na vida de cada pessoa, pelo menos deveria ser. Não obstante, tem sido solapada. Uma das razões, penso, está no princípio da correspondência e do auxílio mútuo.
Homens e mulheres têm cada vez mais perdido a capacidade de sonhar, sobretudo de sonhar juntos. De sonhando com o outro sonhar o sonho do outro de tal maneira que construam um sonho comum. E, sonhando, estabelecer um projeto comum de vida na vida. E assim juntos cumprir os planos e projetos de Deus para ambos. Com freqüência, cada vez mais entramos no casamento e continuamos sós. Cada um a sua maneira cultiva e rega seus próprios sonhos, sua própria visão de mundo e programa sua própria ação no mundo, as expensas do outro. Juntos mais separados, pertos; porém distantes. Precisamos voltar a “dormir” para descansar na ação de Deus em nosso favor, pois não é bom que continuemos sós.
Em outras palavras poderíamos dizer que não se achou ninguém que lhe fosse adequado, proporcional e equivalentemente retributivo. Ou seja, alguém com quem pudesse estabelecer uma relação nivelada e ajustada de correspondência. Diante disso Deus faz o homem cair em profundo sono e enquanto este dormia tirou-lhe uma das costelas. Fez, então, a mulher a partir da costela e a levou até ele. A narrativa suscita algumas questões e sinaliza algumas coisas para nós hoje.
A primeira questão que a narrativa suscita é por que não era bom que o homem estivesse só. A resposta mais simplória é que Deus tinha dado uma tarefa ao homem que não poderia ser realizada solitariamente. Deus tinha ordenado ao homem que cuidasse do Jardim do Éden, e a partir do Jardim se multiplicasse e povoasse toda terra. É justamente depois de designar-lhe tais tarefas que Deus expressa que não é bom que o homem estivesse só. A verdade é que a tarefa era de fato impossível para o homem, masculino, cumprir sozinho. Deus fez cada espécie macho e fêmea, mas o homem não achou ninguém que lhe fosse correspondente.
A segunda questão que a narrativa nos remete é por que a mulher. Como supracitado, Deus criou, tanto grandes quanto pequenos animais, macho e fêmea de acordo com sua espécie. Isto está na gênese do princípio criativo de Deus. Além do mais, Deus viu que era necessário criar alguém que lhe correspondesse e auxiliasse. Somente com o indivíduo feminino do gênero humano o homem poderia estabelecer essa relação de correspondência, proporcionalidade, adequação e auxílio. Se Deus, por ventura, tivesse criado outro espécime de mesmo gênero por exemplo, potencialmente teria criado um rival e não um auxiliador. Homem e mulher se complementam e auxiliam mutuamente.
Outra questão é por que uma costela. A costela tem haver com a estrutura óssea do homem. Deus não pegou outro órgão do homem, pegou um osso. E não qualquer osso, mais que isso, pegou um osso de sua parte lateral. O osso é a parte dura e sólida que forma a armação do corpo dos vertebrados. É o esquema esquelético que sustem o corpo humano, que por analogia podemos inferir sobre a importância do espécime feminino na vida do homem. A mulher não fora criada para subjugar ou ser subjugada pelo homem, por isso, analogamente, também deduzimos aqui, ser este o motivo pelo qual a mulher ter sido formado por um osso das costelas, e não de outro lugar. Como, também, a costela é responsável pela proteção de um dos órgãos mais vitais do corpo humano; o coração, a mulher seria potencialmente capacitada a proteger partes essenciais do homem. Quem sabe o próprio “coração”.
Uma questão mais diz respeito à por que Deus fez o homem cair em profundo sono. Certamente seria ingenuidade pressupor que ele fez isso para Adão não sentir a “dor” de ter de si uma costela retirada. Penso que Deus na verdade não queria anestesiar o homem, muito menos chegar-lhe com um presente surpresa. Creio que uma das lições mais fundamentais que Deus quis legar ao homem e a humanidade é que Ele é poderosamente capaz de suprir nossas necessidades mais vitais quando estamos dispostos a descansar nEle. Quem dorme descansa. Enquanto o homem descansava, Deus agia em seu favor.
A reflexão a partir desta narrativa nos leva a alguns corolários, entre outras coisas, sobre a importância de não está só. Mais que isso, de ter alguém que nos seja correspondente e auxiliador. O matrimônio é a resposta mais visceral de se suprir esta necessidade humana. A união conjugal é um acerto estrutural na vida de cada pessoa, pelo menos deveria ser. Não obstante, tem sido solapada. Uma das razões, penso, está no princípio da correspondência e do auxílio mútuo.
Homens e mulheres têm cada vez mais perdido a capacidade de sonhar, sobretudo de sonhar juntos. De sonhando com o outro sonhar o sonho do outro de tal maneira que construam um sonho comum. E, sonhando, estabelecer um projeto comum de vida na vida. E assim juntos cumprir os planos e projetos de Deus para ambos. Com freqüência, cada vez mais entramos no casamento e continuamos sós. Cada um a sua maneira cultiva e rega seus próprios sonhos, sua própria visão de mundo e programa sua própria ação no mundo, as expensas do outro. Juntos mais separados, pertos; porém distantes. Precisamos voltar a “dormir” para descansar na ação de Deus em nosso favor, pois não é bom que continuemos sós.
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