Notícias
28 de abril de 2008- Visualizações: 4576
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
Governo brasileiro estuda restringir missões cristãs na Amazônia
(PORTAS ABERTAS) Em uma iniciativa para coibir a biopirataria, a influência internacional sobre os índios e a venda de terras na floresta amazônica a organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, o governo brasileiro também pretende fechar o cerco às organizações missionárias que atuam na Amazônia. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, haverá acompanhamento militar sobre ONGs, grupos religiosos e outras entidades que atuam na região.
A primeira ação de controle consta do projeto da nova Lei do Estrangeiro, que está na Casa Civil e será enviado ao Congresso até junho. Preparado pela Secretaria Nacional de Justiça, o projeto prevê multas que vão de R$ 5 mil a R$ 100 mil para os infratores.
Se o projeto for aprovado, estrangeiros, ONGs e instituições similares internacionais, mesmo com vínculos religiosos, precisarão de autorização expressa do Ministério da Defesa, além da licença do Ministério da Justiça, para atuar na Amazônia Legal. Sem esse procedimento, o "visitante" do exterior terá seu visto ou residência cancelados e será retirado do País.
Além dessa iniciativa, o governo alinhava um estatuto específico para regulamentar a atuação das ONGs em todo o País e não apenas as estrangeiras. Serão instituições que, apesar do endereço doméstico, são patrocinadas ou têm ligações no exterior.
Jocum é citada como uma das missões que podem ser atingidas
Reportagem publicada pelo jornal "O Globo", na edição de domingo (27), sobre as ONGs na Amazônia, cita a Jocum (Jovens com uma missão), como "um exemplo de ONG que tem despertado a suspeita dos militares sobre sua atuação" por ter uma estação de rádio em cada uma das 16 tribos onde atua.
O jornal faz questão de mencionar que a Jocum foi "criada em 1960 pelo californiano Loren Cunningham, tem bases em todo o Brasil e em dezenas de países".
A matéria do "O Globo" não menciona, mas recentemente missionários da Jocum resgataram duas crianças da tribo suruwahá que seriam mortas por suas mães por apresentarem deficiências congênitas.
Por causa disso, a missão vem sendo acusada de "interferir no modo de vida e na cultura da tribo ao impedir o infanticídio e responde a processo pelo Ministério Público Federal "por violação de práticas tribais". O caso reacendeu a discussão sobre o proselitismo cristão em comunidades indígenas.
Campanha contra o proselitismo
No sábado, dia 26 de abril, em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", a pesquisadora Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, defendeu o controle sobre as atividades missionárias nas tribos da Amazônia (leia a entrevista na íntegra, aqui).
"O objetivo das organizações missionárias, em geral, é explicitamente converter ao cristianismo, produzir bíblias nas línguas faladas pelos índios. São fatores que influenciam enormemente a cultura indígena, afetando suas manifestações tradicionais, tais como o xamanismo e festas de inspiração religiosa", disse ela.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Leia o que Ultimato publicou sobre o assunto
• Os excluídos do caminho de Jericó e o infanticídio indígena, ed. 309
• Uma visão antropológica sobre a prática do infanticídio indígena no Brasil, ed. 309
Leia o livro
• Indígenas do Brasil, Ronaldo Lidório (org.)
A primeira ação de controle consta do projeto da nova Lei do Estrangeiro, que está na Casa Civil e será enviado ao Congresso até junho. Preparado pela Secretaria Nacional de Justiça, o projeto prevê multas que vão de R$ 5 mil a R$ 100 mil para os infratores.
Se o projeto for aprovado, estrangeiros, ONGs e instituições similares internacionais, mesmo com vínculos religiosos, precisarão de autorização expressa do Ministério da Defesa, além da licença do Ministério da Justiça, para atuar na Amazônia Legal. Sem esse procedimento, o "visitante" do exterior terá seu visto ou residência cancelados e será retirado do País.
Além dessa iniciativa, o governo alinhava um estatuto específico para regulamentar a atuação das ONGs em todo o País e não apenas as estrangeiras. Serão instituições que, apesar do endereço doméstico, são patrocinadas ou têm ligações no exterior.
Jocum é citada como uma das missões que podem ser atingidas
Reportagem publicada pelo jornal "O Globo", na edição de domingo (27), sobre as ONGs na Amazônia, cita a Jocum (Jovens com uma missão), como "um exemplo de ONG que tem despertado a suspeita dos militares sobre sua atuação" por ter uma estação de rádio em cada uma das 16 tribos onde atua.
O jornal faz questão de mencionar que a Jocum foi "criada em 1960 pelo californiano Loren Cunningham, tem bases em todo o Brasil e em dezenas de países".
A matéria do "O Globo" não menciona, mas recentemente missionários da Jocum resgataram duas crianças da tribo suruwahá que seriam mortas por suas mães por apresentarem deficiências congênitas.
Por causa disso, a missão vem sendo acusada de "interferir no modo de vida e na cultura da tribo ao impedir o infanticídio e responde a processo pelo Ministério Público Federal "por violação de práticas tribais". O caso reacendeu a discussão sobre o proselitismo cristão em comunidades indígenas.
Campanha contra o proselitismo
No sábado, dia 26 de abril, em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", a pesquisadora Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, defendeu o controle sobre as atividades missionárias nas tribos da Amazônia (leia a entrevista na íntegra, aqui).
"O objetivo das organizações missionárias, em geral, é explicitamente converter ao cristianismo, produzir bíblias nas línguas faladas pelos índios. São fatores que influenciam enormemente a cultura indígena, afetando suas manifestações tradicionais, tais como o xamanismo e festas de inspiração religiosa", disse ela.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Leia o que Ultimato publicou sobre o assunto
• Os excluídos do caminho de Jericó e o infanticídio indígena, ed. 309
• Uma visão antropológica sobre a prática do infanticídio indígena no Brasil, ed. 309
Leia o livro
• Indígenas do Brasil, Ronaldo Lidório (org.)
28 de abril de 2008- Visualizações: 4576
comente!- +A
- -A
-
compartilhar

Leia mais em Notícias
Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Assuntos em Últimas
- 500AnosReforma
- Aconteceu Comigo
- Aconteceu há...
- Agenda50anos
- Arte e Cultura
- Biografia e História
- Casamento e Família
- Ciência
- Devocionário
- Espiritualidade
- Estudo Bíblico
- Evangelização e Missões
- Ética e Comportamento
- Igreja e Liderança
- Igreja em ação
- Institucional
- Juventude
- Legado e Louvor
- Meio Ambiente
- Política e Sociedade
- Reportagem
- Resenha
- Sessenta +
- Série Ciência e Fé Cristã
- Teologia e Doutrina
- Testemunho
- Vida Cristã
Revista Ultimato
+ lidos
- Pesquisa investiga saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros
- Educação de qualidade é tema da próxima live do grupo Ethica, Sola Gratia
- A ceia de todas as tribos: arte, missão e a Palavra traduzida
- A unidade da igreja em tempos de algoritmos
- Reacendendo a chama missionária – Missão 2026: Amanhar
- Como combinar liderança com humildade e serviço com autoridade
- “Todos os mundos em que ele habita” é tema da FEFICC 2026
- A igreja e a ebulição tecnológica
- Nuremberg
- Um veneno da moda: a manipulação em massa
(31)3611 8500
(31)99437 0043
Conferência “Mulheres e as Escrituras: resgatando a visão bíblica”, da CBE International, acontece em julho
31% são evangélicos no Brasil, diz Datafolha
Vem aí 4º Encontro do Movimento Cristão 60+
Curso Perspectivas abre vagas para turma on-line






