Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Prateleira

Coisa de rico

A cidade de Arimateia ficava entre Jerusalém e Tel Aviv. Lá morava um homem muito rico e importante, chamado José, mais conhecido como José de Arimateia. Ele era membro do Sinédrio, a suprema corte de justiça do povo judeu. Tinha entrada fácil no palácio de Pôncio Pilatos, o quinto governador romano da Judeia (de 26 a 36 d.C).

Embora fosse de Arimateia, José mandou escavar um sepulcro familiar na rocha no jardim de sua casa em Jerusalém. Era coisa de rico, pois o sepulcro tinha por volta de dois metros de pé direito e uma área não muito pequena. Parecia uma sala, na qual as pessoas podiam entrar sem se encurvar. Uma grande e pesada pedra circular era rodada para vedar a entrada de animais ou de qualquer pessoa estranha (era uma espécie de porta de correr).

Foi nesse sepulcro que José de Arimateia e Nicodemos colocaram o corpo morto de Jesus na sexta-feira Santa, tomando todo cuidado para rolar a pedra e fechar a entrada. Jesus não teve berço de ouro para nascer, não tinha onde reclinar a cabeça (enquanto as aves do céu tinham os seus ninhos e as raposas, os seus covis), não teve dinheiro para pagar o imposto do templo (duas dracmas) e suas necessidades materiais eram supridas pelos bens das mulheres da Galileia. Contudo foi sepultado num sofisticado sepulcro de gente rica, como preanunciava o profeta Isaías: “Com o rico esteve em sua morte” (Isaías 53.9). Não era necessário tanto luxo, porque no domingo antes do sol nascer, Jesus ia sair de lá.

É um equívoco pensar que o anjo rolou a pedra em sentido contrário para Jesus sair do sepulcro de José de Arimateia. A pedra foi rolada para que algumas mulheres da Galileia pudessem entrar lá dentro e ver a sala mortuária vazia (Marcos 16.5). Também para, logo depois, Pedro e João fazerem o mesmo (João 20.4-8). Em certo momento, dentro do sepulcro, havia pelo menos cinco pessoas (os dois anjos, Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago). José de Arimateia era de fato extravagante.

Talvez a prova mais palpável e mais demorada da ressurreição de Jesus tenha sido a certeza, o ânimo, a coragem, a paixão e até a nova fisionomia estampada no rosto dos discípulos. Eles não falavam em outra coisa senão no sepulcro vazio. Pedro, por exemplo, se dirige à multidão e anuncia: “Vocês mataram o Autor da vida, mas Deus o ressuscitou, e nós somos testemunhas disso! (Atos 3.15).
Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato, Elben César é autor de, entre outros, Mochila nas Costas e Diário na Mão, Para Melhor Enfrentar o SofrimentoConversas com Lutero, Refeições Diárias com os Profetas Menores, A Pessoa Mais Importante do Mundo, História da Evangelização do Brasil e Práticas Devocionais. Ex-presidente da Associação de Missões do Terceiro Mundo e fundador do Centro Evangélico de Missões, do qual é presidente de honra, é também jornalista e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa.
  • Textos publicados: 103 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Prateleira

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.