Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

Para não perder o foco em 2022

Por Luiz Fernando dos Santos

“Mas os meus olhos estão fixos em ti, ó Soberano Senhor; em ti me refugio; não me entregues à morte” (Sl 141.8).
 
O apóstolo Paulo escreveu que tudo quanto foi escrito no Antigo Testamento, para a nossa instrução foi escrito. O livro dos Números, dentre as suas muitas e preciosas lições, nos ensina que é possível perdermos o foco e distorcer a realidade a partir de nossas impressões pessoais. No capítulo 14 do referido livro, encontramos o episódio em que Moisés tem que lidar com uma forte sedição na congregação de Israel, em face do relatório apresentado pelos espias que haviam sido enviados à Canaã, para fazer um levantamento da terra. Apenas Calebe e Josué destoavam do sentimento geral dos demais espias. Os homens enviados para Canaã se deixaram impressionar pelo tamanho e pela força dos habitantes e mediram as suas chances tendo como padrão referencial a sua própria capacidade, ou ainda que muito eficiente, a liderança humana de Moisés e Arão. Perderam o foco na medida em que voltaram os olhos para as suas possibilidades, para o que tinham em mãos e foram tomados de incredulidade, perplexidade e um pavor paralisante. O desespero foi tal que não bastasse murmurar contra Moisés e Arão, murmuraram diretamente contra Deus.
 
Calebe e Josué foram os únicos que tiveram uma leitura correta do contexto para o qual foram enviados. Leram Canaã através dos acontecimentos do Egito. Em nenhum momento fizeram comparação entre Israel e os filhos de Anaque. Não colocaram em perspectiva os gigantes daquela terra e os ‘gafanhotos’ do Senhor. Não mediram forças. Calebe e Josué, lembrados que estavam de como o Senhor havia humilhado o panteão dos deuses egípcios e de como havia derrotado de maneira maravilhosa o Faraó, puxaram pela memória a imagem impressa em suas retinas do mar aberto à sua frente e então compararam os moradores daquela terra, sua altura, sua força, suas cidades fortificadas e seus carros de guerra com o braço do Senhor. Não foi difícil concluir: Quem poderá resistir a Yaweh?
 
Calebe e Josué tinham a perspectiva correta das coisas e dos fatos, logo não se impressionaram e nem se desesperaram. Essa é uma boa lição para nós hoje em nosso tempo difícil. Os nossos inimigos se agigantam a cada dia. Desemprego, dívidas, inflação, pandemia, violências de toda sorte, crise em muitas igrejas e decepções com muitos líderes religiosos. Não bastasse tudo isso, há ainda a nossa própria vulnerabilidade espiritual, moral e física que enche o nosso coração de pavor e muitas vezes paralisa a nossa vida. Também aqui é uma questão de foco e de perspectiva.
 
Se dirigirmos o nosso olhar e deter muita a nossa atenção em tudo o que está à nossa frente, certamente teremos muitos motivos para a desesperança. Se medimos os nossos inimigos com as nossas possibilidades humanas, como inteligência, formação profissional, política, políticos, religião aí sim teremos razões para o desespero e logo, a murmuração. Mas, se o nosso foco está nos feitos e nas promessas do Senhor e se colocamos em perspectiva o mundo ao nosso redor, o tamanho de cada ‘adversidade’ com o tamanho do nosso Deus, veremos que a nossa luta se torna muito mais suportável e na verdade, se torna impossível a nossa derrota final.
 
Outra lição que podemos aprender deste episódio é que a murmuração é um pecado insuportável, abominável para Deus. Além de culpar Deus pelos nossos ‘males’ e atribuir a Deus impotência ou incapacidade para enfrentar os nossos inimigos a murmuração lança dúvidas sobre as reais intenções de Deus para conosco. Números 14.3 deixa isso muito claro: “E por que no traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada (...) Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?”. A murmuração põe em xeque o caráter de Deus, a retidão de seus juízos e a santidade do seu amor e da sua vontade. Ao mesmo tempo, a murmuração é uma afronta à inteligência e à sabedoria do Senhor. A murmuração demonstra insatisfação pela maneira como Deus dispõe as coisas em nossa vida, assim, quando murmuro digo a Ele: ‘Eu, no seu lugar faria diferente porque faria melhor. Os meus planos são melhores que os teus. Eu daria um final melhor e mais feliz para a minha história’.
 
Queira Deus que em 2022 não percamos o foco, não olhemos em direção errada ou contrária à que Deus está. Que no ano novo a nossa perspectiva seja a de comparar, medir cada coisa e seu tamanho com a imensidão do nosso Deus e assim, descansar em sua soberania e em seu poder. Nele, somos mais que vencedores!

Leia mais:
» Ganhos imediatos ou eternos – com que perspectiva você recebe o ano novo?
» Uma pequena oração para todo o ano
É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 100 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.