Apoie com um cafezinho
Ol? visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

Os diferentes na sexualidade

Por Fátima Fontes

“A mulher respondeu: – O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)” (Jo 4.9)

Quero refletir neste texto sobre a desafiadora tarefa familiar de se ensinar aos filhos acerca das atuais formas de comportamento sexual e os novos arranjos relacionais, que diferem daquele que cremos ser o padrão sexual proposto a partir da nossa crença cristã, de um Deus que nos criou homem e mulher para que nos completássemos sexualmente.

O maior desafio fica com os pais e cuidadores, que na maioria das vezes nunca lidaram com a atual multiformidade na apresentação da sexualidade humana. Não entendemos, a partir da fé que professamos, que tenha sido esse o plano de nosso Deus para nossa sexualidade e nossos relacionamentos, mas também sabemos do quanto, desde o começo da criação, decidimos, humanamente falando, não realizar o plano de Deus.

Desconstruindo o relativismo
Visto que nossos filhos aprendem na família os valores que lhe são passados por seus cuidadores, torna-se fundamental que os responsáveis por esse ensino de valores deixem claro para as crianças e adolescentes aquilo que para nós é entendido como o plano de Deus.

Não se trata de dizer-lhes para rejeitar os atuais padrões e formatos de relacionamentos, mas sim que eles precisam ouvir de seus cuidadores que, para eles, as variações na sexualidade e arranjos relacionais atuais apresentam, segundo a crença cristã por eles professada, uma alteração lamentável do plano original de Deus.

Segundo o que cremos, Deus nos criou para o arranjo sexual e relacional a partir da complementação de nosso gênero homem e mulher. É preciso também deixar claro para as crianças e adolescentes que os papéis sociais de homem e mulher foram estabelecidos em nossa cultura com propostas de ações mais específicas para cada gênero e que os cuidadores das crianças concordam em seguir esse mapa social, ficando de fora as atitudes que parecem confundir e misturar os gêneros.

Devemos perder o medo que se instalou na educação de crianças e adolescentes de dizer aquilo no que pautamos nossa conduta e crença, ainda que isso seja diferente de novos conteúdos e novas pautas que estão sendo propostos para sexualidade e relacionamentos.

Ensinando o respeito às diferenças
Cremos, a partir de nossa fé cristã, no que Jesus nos ensinou sobre vivermos no mundo e não fora dele, afinal ele orou por nós pedindo a Deus que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal.

Sendo assim, temos de lembrar aos pais e cuidadores os princípios fundamentais para a boa convivência humana que devem nortear seu ensino, tanto em relação àquele que pensa como nós, quanto em relação àquele que pensa e se apresenta diferente de nós: os princípios do respeito e da tolerância. 

Na epígrafe deste artigo temos a bússola para esse ensino familiar: o encontro respeitoso de Jesus com a diferente mulher samaritana. Se acompanharmos a narrativa bíblica, apesar de todas as diferenças entre eles e de a vida daquela mulher não seguir o plano de Deus para ela, Jesus a dignificou como mulher, como ser humano, e lhe pediu algo; em resumo: ele se relacionou com ela.

Fica a lição: nossos filhos e alunos precisam conviver, de modo respeitoso e digno, com as pessoas que pensam e agem diferente daquilo que eles aprenderam. Não há uma “lepra” naquele que é diferente de nós e Jesus repudiou, de modo veemente, a conduta estigmatizante (aquela que segrega e desrespeita o diferente) religiosa.

Que sejamos sábios, misericordiosos, respeitosos e tolerantes com o atual cenário da sexualidade humana e de novos modelos de relacionamentos, salvaguardando o que cremos.

• Fátima Fontes é psicóloga clínica, terapeuta familiar, doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e membro pleno do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC).

* Texto originalmente publicado na edição 371 da revista Ultimato.

Leia mais
>> Reimaginando a visão bíblia de casamento e sexo
>> 

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.