Por Escrito
25 de novembro de 2019- Visualizações: 2786
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Não sou diferente por ser adotada
Por Anna Weber
Esta é a história que ouvi desde criança. Junto sempre vinha a afirmação: “você não é filha da barriga e sim de um lugar melhor – o coração!”. Cresci no melhor lar do mundo e com os melhores pais do mundo, percebendo que Deus havia sido muito generoso comigo. O imenso cuidado e dedicação dos meus pais foi criando em mim a correta compreensão do que é ser filho. Nunca houve distinção por ser adotada; simplesmente era filha! E olha que meu pai era loiro, alemão, e eu, morena. De alguma forma meu pai conseguiu ser espelho de Deus. A ressalva de que era sua filha do coração, onde nascia o mais puro desejo e amor apontava para o amor especial de Deus por mim, por cada um de nós, seus filhos por adoção.
Adulta, já convertida, esta vivência começou a fazer sentido. Conforme me aproximava mais de Deus e de seu amor, e compreendia a respeito da adoção, mais era impactada pela beleza da obra profundamente amorosa dele para com cada filho. Imagino em Deus a alegria quando recebe um filho que o aceita e se converte, alegria infinitamente maior do que a dos meus pais ao me receberem. Consigo imaginar a atenção especial de Deus para com cada um de nós. Também reconheço sua satisfação quando vê um filho, aparentemente tão diferente e até destoante, começando a absorver e reproduzir suas melhores qualidades, tendo seu caráter modelado à sua semelhança, seguindo o Pai como exemplo. Vejo até mesmo o olhar carinhoso de Deus se deliciando com cada filho que o alegra.
Sei que há algumas experiências infelizes de adoção; eu, porém pude experimentar e compreender como é lindo e especial ser filha adotiva de Deus, sonhada, desejada e recebida para ser cuidada, protegida e valorizada. Ser filha adotiva, para mim, é uma honra. Assim, não há qualquer possibilidade de sermos filhos “acidentais”. Somos todos filhos do coração de Deus!
• Anna Weber é psicóloga e assinante de Ultimato desde 2001.
• Anna Weber é psicóloga e assinante de Ultimato desde 2001.
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