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Por Escrito

Deus tem poder para perdoar, sim!

Por Eliana da Costa Nogueira
 
*Versão ampliada do artigo "Deus tem poder para perdoar, sim!", publicado na edição 377 da revista Ultimato.
 
Do mundo das trevas para o maravilhoso mundo da luz. É assim que identifico minha vida. Meu primeiro encontro com Jesus aconteceu aos 7 anos de idade e o segundo, aos 22, no dia 4 de junho de 1990, no Exército de Salvação.
 
O primeiro encontro foi um processo iniciado quando eu tinha por volta de 5 anos de idade. Era uma manhã de domingo; o silêncio foi interrompido pelo soar de um bumbo que batia intermitentemente, criando uma expectativa em todos dentro da minha casa, principalmente nas crianças, que correram em direção à rua para saber de onde vinha aquele som e o que estava acontecendo. Ao chegar ao portão, olhei para a esquina e lá estava o que me parecia um soldadinho de chumbo. Era um solitário e pequeno velhinho japonês, que depois eu viria a saber se tratar de um oficial (pastor) do Exército de Salvação, o brigadeiro Wakai, uniformizado, que segurava em uma das mãos a bandeira do Exército de Salvação e, na outra, uma baqueta com a qual batia o bumbo pendurado em seu pescoço e apoiado em sua barriga.

Um grupo de crianças junto a mim começou a se aproximar do velhinho, enquanto os familiares ficaram observando em frente ao portão de suas casas. Ao perceber que mais de quinze crianças estavam paradas à sua volta, o “soldadinho de chumbo” parou de bater o bumbo, colocando-o no chão lentamente, aumentando o olhar curioso das crianças ao seu redor. A minha expectativa cresceu ainda mais quando ele começou a colocar uma de suas mãos no bolso de sua calça. De vez em quando ele dava uma paradinha e olhava para os olhos curiosos dos pequeninos, que, assim como eu, estavam a imaginar o que poderia ter naquele bolso que parecia não ter fundo.

Quando a coluna vertebral do velhinho estava completamente curvada para frente, percebi um movimento dos punhos se fechando quando ainda estava dentro e no fundo do bolso, pois este quase chegava aos seus pés. Lembro que, ao puxar a mão para fora, ele abriu-a em nossa direção, e lá estava sua mão cheia de balas. Criando um estado de euforia em todo o grupo, rapidamente a mão dele entrava e saia do bolso cheia de balas, fazendo o grupo de crianças pular, gritar e avançar na mão do brigadeiro Wakai, de tanta alegria. 
 
Nunca mais quis ficar longe daquele pequeno grande homem, que nos convidou para a escola dominical pela primeira vez. Assim, passei a frequentar a igreja outros dias também por saber que naquele espaço eram oferecidos às crianças pobres café da manhã e almoço, de segunda a sexta-feira, para que os pais pudessem trabalhar despreocupados.
 
As filhas daquele japonês passaram a nos buscar em casa para todas as atividades que havia na igreja, com a autorização de nossos pais. Depois das reuniões dominicais, nos levavam para almoçar e brincar o dia inteiro na casa deles, intercalando com passeios na praia. 
 
Quando completei 7 anos de idade, aceitei Jesus como Senhor e Salvador da minha vida e comecei a usar um uniforme igual ao do oficial, quando me tornei jovem soldada (membro júnior) do Exército de Salvação e comecei a participar de tudo o que me ofereciam lá: aulas de violão, canto, pandeiro, coreografia, teatro, jogral etc. Certa vez, sendo a única criança numa reunião de santidade, a tenente (pastora) Cleone Alves havia terminado de pregar a Palavra de Deus, e eu, feliz, me levantei do banco e disse para mim mesma: “É isso! Eu vou ser oficial do Exército de Salvação, igual a ela”. Era o chamado de Deus na minha vida para servi-lo integralmente, mas eu ainda não tinha tamanha compreensão daquilo. 
 
 
O tempo foi passando e tive de deixar de participar das atividades durante a semana por causa da escola. Contudo, às programações especiais e aos cultos aos domingos eu não faltava. Aos 12 anos, apesar da discriminação racial que eu sofria de colegas e alguns professores no ambiente escolar, passei a me destacar em educação física por ganhar medalhas de ouro e honra ao mérito em todas as modalidades esportivas dos campeonatos municipais e regionais nos quais os professores me inscreviam. Muitos troféus estão nas prateleiras daquela escola até os dias de hoje.

No ano seguinte, aceitei o convite de uma professora para começar a trabalhar e morar em sua casa. Além dos serviços domésticos, eu cuidava de sua mãe, que estava enferma. Foi nesse tempo que comecei a deixar de ir à igreja e, consequentemente, a faltar aos treinos esportivos, aceitando as ofertas de bebida alcoólica nas festinhas que aconteciam no trabalho. Obrigada a trabalhar de segunda a segunda, só tinha liberação para sair no período escolar. Sentia falta da igreja, mas fui ensinada a simplesmente obedecer sem questionar os mais velhos.

Aos poucos, fui me tornando uma menina fria e com a vida sem graça a ponto de tentar suicídio pela primeira vez, depois que a senhora de quem eu tomava conta faleceu. Eu estava sozinha, cansada, desanimada e muito triste. Depois de quatro dias, desacordada no hospital, abri os olhos e vi minha mãe ao meu lado. Ainda bastante fraca, tentei sorrir para ela, mas seu olhar estava muito triste. Percebi que ela estava fazendo um grande esforço para não chorar, quando me perguntou com voz trêmula: “Por que isso agora, Eliana? Por quê?”.
 
Sem saber o que responder e diferente da minha amada mãezinha, não consegui controlar as lágrimas e voltei a dormir. Depois de receber alta do hospital, voltei a morar na minha casa por pouco tempo e logo fui morar em outro lugar, com a determinação de não mais trabalhar como doméstica e muito menos ir à igreja, já que “ninguém sentiu a minha falta”. 
 
Nessa época, voltei a treinar esportes na tentativa de me profissionalizar, mas não deu certo. Abandonei a escola e logo comecei a me envolver com dança típica brasileira, o que me levou a morar em Terni, na Itália, por quase seis meses. De volta ao Brasil, continuei no ramo da dança, o que me possibilitou fazer parte do grupo de mulatas do Sargentelli.
 
Nesse mesmo período, meu pai adoeceu. Ele havia sido médico, mas, por causa do alcoolismo, perdeu a licença de trabalho. Começou então a trabalhar como segurança e por isso era obrigado a usar arma de fogo, mas também perdeu esse emprego por colocar a vida dos outros em perigo, indo trabalhar embriagado. Passou a ser servente de pedreiro. No caminho do trabalho, por cada bar que passava ele entrava e tomava algumas doses de álcool, fazendo a mesma coisa na volta. Muitas vezes, não conseguia chegar dentro de casa e ficava caído no portão.

Meu amor por ele sempre foi muito grande e, mesmo sendo bem pequena, entre 4 e 11 anos de idade, eu ia lá buscá-lo. Chacoalhava seu corpo “gigante” e magro chamando-o: “Pai, pai, acorde! O senhor precisa ir dormir na cama! Levante, pai, eu ajudo o senhor! Cuidado, pai! Vamos devagar”. Lembro-me do orgulho que sentia de tê-lo como pai, mesmo ele sendo alcoólatra, e da alegria de conseguir ajudá-lo mais uma vez. Ele era simplesmente o meu pai, o meu herói. Após anos e anos ingerindo álcool, ele finalmente foi hospitalizado e acabou falecendo. Meu mundo morreu junto.
 

Em seu velório, enquanto toda a minha família se preocupava comigo, eu estava ali, em frente ao seu caixão, sem chorar e olhando para ele, sabendo que não adiantava chamá-lo para casa. Ele não ia responder, pois estava morto. Naquele momento, fiz-lhe uma promessa: “Pai, não se preocupe comigo. Logo estaremos juntos novamente. Vou me encontrar com o senhor logo, logo. A partir de hoje, vou fumar e beber bastante e me acabar como o senhor se acabou. Quero estar junto do senhor de novo”. Seria a segunda tentativa de acabar com as minhas dores e sofrimentos. 
 
Depois de enterrá-lo, fui andar na praia e planejar como colocaria meu plano em prática. Foi nesse momento que comecei a escutar uma canção da escola dominical que dizia: “Agora levante e abrace seu irmão que está ao seu lado esquerdo, do lado direito...”. No mesmo instante pensei: “Sim! Só estão se abraçando porque se conhecem. Duvido que façam o mesmo comigo, sem me conhecer”. Chegando próximo do grupo que cantava alegremente, uma senhorinha, que até então estava sentada numa cadeira de praia, com muita dificuldade se levantou, virou para trás e sorrindo me abraçou.

Apesar de sua estatura baixa e aparentemente frágil, seu forte abraço me desmontou emocionalmente. Em prantos, debruçada nos “frágeis” ombros daquela senhora, eu chorava descontroladamente, enquanto ouvia sua voz em meus ouvidos, acompanhada por leves tapinhas nas minhas costas, dizendo: “Oh! Minha filhinha, pode chorar! Chore, filhinha! Estou aqui! Não se preocupe! Tudo vai ficar bem! Tudo vai se resolver! Não precisa se preocupar, não! Mas pode chorar, filhinha! Chore, chore bastante!”. Deus estava falando comigo e me abraçando, e eu não sabia. Na verdade, eu não queria mais sair de dentro daquele abraço. Mas precisei sair, pois eu tinha uma promessa que precisava colocar em prática.
 
Aproveitei o ambiente de trabalho por saber que podia beber à vontade e de graça. Quando eu estava no camarim, sempre pedia duas doses de uísque quando estava colocando a roupa de samba, duas doses antes de entrar para dançar, duas doses para trocar a roupa da dança, mais duas antes de ir embora, e fumava um cigarro após o outro, chegando a consumir em média dois maços de cigarro por dia. Fora do trabalho, eu fazia a mesma coisa: tomava bebida alcoólica até não aguentar mais, chegando ao ponto de ir carregada para casa, com a ajuda de colegas, por duas vezes. 
 
Morei por um tempo com uma de minhas irmãs e passei a visitar mais a minha mãe em sua casa, o que trazia lembranças dos tempos vividos ali, inclusive dos dias em que eu frequentava a escola dominical. Ficava pensando que, se Jesus voltasse naquela hora, eu iria para o inferno. Normalmente nessas visitas eu encontrava algumas sobrinhas que estavam frequentando o mesmo Exército de Salvação da minha infância e elas sempre me traziam os recados enviados pela “Tia Luiza”.

Sem lembrar da fisionomia dela, decidi certa vez ir ao culto e, ao término, os que me conheciam quando criança ficaram ao meu redor dizendo que eu iria para o inferno. Sem chance de defesa, um homem que também havia me conhecido quando criança saiu no portão da igreja e, me vendo naquela situação em que todos me “condenavam”, encontrou o meu olhar de desespero, lançou-me um leve sorriso e começou a andar em minha direção.

Sem tirar os olhos dos meus, abriu a roda dos que estavam à minha volta – que logo pararam de falar – e, estendendo a mão para apertar a minha, disse: “Eu continuo orando por você. Eu continuo orando por você”. Coincidentemente o nome desse homem era Messias. Os que estavam ao meu redor saíram em silêncio, enquanto eu lhe agradecia. Não tinha compreensão na época, mas hoje entendo que Deus, mais uma vez, não tinha desistido de mim. 
 
 
Durante aquela semana, decidi saber quem era a “Tia Luiza”. Depois disso, passei a visitá-la mais vezes, até que em uma dessas visitas a capitã (pastora) Margaret England começou a se aproximar, enquanto a “Tia Luiza”, sorrindo e entusiasmada, dizia: “Você precisa contar à capitã com o que você trabalha”. Eu não concordei com a ideia, mas ela continuou a insistir. Quando me dei conta, a capitã Margaret estava próxima de nós. E eu disse: “Se os soldados (membros) diziam que eu iria para o inferno por estar trabalhando com danças típicas brasileiras, a capitã, então, me jogaria lá direto!”.

Sem me dar chance de ir embora, ela se aproximou e, com um sotaque inglês, perguntou: “O que você faz? Qual é o seu trabalho?”. Com o coração acelerado e muito medo, respondi que trabalhava com samba. Com um rosto surpreso, ela perguntou novamente e eu, estremecida, já me preparava para uma bronca; porém ela, cheia de entusiasmo, e sem parar, pediu que eu a ensinasse a sambar também. 
 
Chocada com a reação dela, olhei para a “Tia Luiza”, que só ria, e perguntei o que estava acontecendo com os oficiais do Exército de Salvação: “Eles estão mudando? Eu esperava uma condenação e recebi elogios? Como assim?”. Foi uma grande porta que Deus abriu para mim. Eu não queria mais sair de perto daquela mulher que não me condenou como os outros; ao contrário, ela demonstrou interesse e respeito por aquilo que eu considerava ser “minha vida”. Ela fez o que Jesus faria se ele estivesse ali. Na realidade, posso afirmar que ele estava ali. Sim, Jesus estava nela e eu o vi. Não há outra explicação. 
 
Voltei a frequentar todas as reuniões e encontros organizados pela igreja e, quando não tinha nenhum evento, eu ia assim mesmo. Em um dos encontros de oração no qual havia apenas quatro pessoas, eu estava pronta para pedir a Deus que me perdoasse, mas ouvi claramente uma voz que me dizia: “Você acha mesmo que Deus vai perdoá-la? Ele até pode perdoar muitas coisas, mas ele não tem poder suficiente para perdoá-la do aborto que você fez. Por isso, não se engane”. No mesmo instante, travei. Não pensei em mais nada. Acreditei no que disse aquela voz. 
 
Eu continuava a trabalhar normalmente nos fins de semana em boates e casas de show, mas combinei com Margaret que em certo domingo, quando estivesse voltando do trabalho, independentemente do horário, eu iria direto para a igreja e que ela estaria à minha espera, porém decidi ir dormir na casa da minha mãe. Não queria acordar a capitã de madrugada. Contudo, quando acordei de um susto no quarto da minha mãe, vi que Margaret estava sentada aos pés da cama, e ela disse: “Fiquei preocupada com você. Então vim ver se estava tudo bem e também vim lhe dar um presente”. Pedi desculpas, me expliquei e agradeci pelo presente. Ao abrir o embrulho, vi que era uma Bíblia, mas não era nova. Ela havia me presenteado com a sua própria Bíblia. A primeira que ela havia adquirido em português. Fiquei emocionada, mas eu estava decidida em meus propósitos a não chorar nunca mais. 
 
Nos outros encontros e visitas, eu falava mais sobre o meu trabalho e pedia a opinião dela em diversos assuntos. Inclusive perguntei-lhe qual arma de fogo eu devia comprar para me proteger. Pois nessa época alguns dos meus colegas usuários de drogas tinham as suas armas e por isso eu queria ter a minha também. Mas Jesus, com muita sabedoria, por meio da capitã, me fez refletir melhor sobre o assunto, que logo preferi deixar de lado. Procurava estar sempre pronta para fazer tudo o que ela pedia. Um desses pedidos foi para ler o livro de Cookie Rodriguez Senhor, Faze-me Chorar.

Identifiquei-me tanto com a história apresentada que, ao voltar de uma reunião de oração caseira, dentro de um ônibus, disse-lhe que, no dia que ela de fato soubesse todas as coisas que eu já havia feito, ela cairia dura para trás e não voltaria mais. Eram essas as palavras que ela esperava. No mesmo instante ela disse: “Pois eu quero saber”. Assustada, olhei para ela e disse que era brincadeira, mas em resposta ela afirmou: “Mas eu não estou brincando. Espero você na segunda-feira no meu escritório, sem falta, às 19h”. O dia chegou e eu estava ali, tensa com a situação, aceitei um chá de camomila para me acalmar e fui sendo guiada pela capitã em direção ao seu escritório. Entrei e percebi que as cadeiras estavam postas uma de frente para a outra. Ela disse para eu ficar à vontade. Sentei à sua frente e ela gentilmente disse que eu podia começar. 
 
 
Depois de quatro horas e meia falando sem parar, contando detalhes de coisas que eu havia feito, paciente e atenta a tudo, ela fez a seguinte pergunta: “O que quer que Deus faça a você?”. Respondi: “Quero que ele me faça feliz de verdade”. Em seguida, ela disse: “Então peça a ele” e fechou os olhos. E eu entendi que aquela era a hora de eu falar com Deus. Senti as batidas do meu coração ficarem ainda mais fortes ao perceber que eu tinha que falar com ele. Desesperada, abri a boca e a única frase que saiu em voz alta foi: “Senhor, perdoa os meus pecados”. Minha boca travou e não consegui falar mais nada.

Nos meus pensamentos, como se questionando a Deus, perguntei: “Se o Senhor existe de verdade, então faze-me chorar, pois não aguento mais”. Foi nesse instante que, sentindo uma lágrima correr no meu rosto, notei que algo acontecia dentro de mim. Meu coração disparou e as lágrimas rolaram. Era como se os pecados e o peso que eu sentia fossem expelidos por meio das lágrimas, sentindo-me cada vez mais leve. E, quanto mais eu chorava, mais leve eu me sentia. Nessa hora, senti as mãos da capitã sobre os meus ombros e ela começou a orar por mim.

As lágrimas não paravam de correr, mas no momento em que ela disse “amém” percebi que não eram mais lágrimas de tristeza saindo de dentro de mim, e sim lágrimas de alegria. Eu comecei a rir ao mesmo tempo em que eu ainda estava chorando. Não conseguia me conter. Levantei-me de onde estava sentada e abri a janela do escritório com vontade de gritar ao mundo, pois ali tive a certeza absoluta de que Deus havia me perdoado de tudo e que ele teve e tem poder para fazer isso, sim.
 
Fiquei andando de um lado para o outro dentro do escritório, me abanando por causa do calor que fazia lá dentro, e usando as mãos eu tentava parar de rir. Meu rosto estava doendo, parecia que ia dar cãibra e eu simplesmente não conseguia parar de chorar e rir. Enquanto a capitã me observava e oferecia seus lenços, eu continuava os movimentos e perguntava: “O que está acontecendo comigo, capitã? O que está acontecendo comigo?”. E, com a mesma simplicidade, ela respondeu: “Deus perdoou você, Eliana. Ele a perdoou”. 
 
Foi aí que eu soube que uma amiga de infância, a Sandrinha, que estava na igreja na época em que eu não estava, disse o meu nome quando a capitã lhe perguntou se gostaria que ela orasse por alguém. E Deus a ouviu e atendeu, salvando a minha vida justamente um mês antes da minha próxima viagem com o novo grupo de dança para a Alemanha e em seguida para o Japão, que já estava programada e com passagens compradas. E, desde então, me sinto a mulher mais feliz do mundo! 
 
Foi nesse real encontro que descobri que o peso que eu carregava – como, por exemplo, o do aborto – era tudo mentira do inimigo. Deus, por meio da ciência, me mostrou que isso nunca havia acontecido em meu corpo e, por meio do curso de psicoteologia oferecido por profissionais do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC), ao qual me tornei associada, Deus me fez descobrir que também era mentira do diabo eu ter me tornado uma alcoólatra como meu pai. 
 
A alegria não para de transbordar. Deus transformou minha tristeza em riso e a cada dia me dá mais uma porção de alegria, por exemplo, o meu próprio casamento. Há 29 anos, considero-me a pessoa mais feliz do mundo, amo a minha vida e tento viver cada dia intensamente como se fosse o último, com a liberdade que só pode ser encontrada em Cristo Jesus. 
 
A Deus toda a honra e toda a glória. 
 
• Eliana da Costa Nogueira tem 51 anos, é casada com Ebeneser Nogueira e é major (pastora) do Exército de Salvação há 21 anos. Junto com o marido, responde pelos trabalhos do Exército de Salvação no Paraná e em Santa Catarina.

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