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Opinião

Descansando em Deus em 2021

Por Rute Salviano Almeida
 
Estamos no final de um ano turbulento, que trouxe uma pandemia inesperada e cruel, mas prosseguimos confiando no Senhor da História e Dono do Universo. Os cristãos entendem que não importam as circunstâncias, as perdas e a incerteza, sua fé está firmada em Deus e em Sua soberania.
 
A História ainda irá revelar quantos milagres Deus operou neste ano de 2020 e quantas orações foram atendidas, especialmente, quando os crentes descansaram na vontade perfeita de nosso Pai.
 
Na época dos avivamentos, também se encontram testemunhos admiráveis de descanso em Deus apesar de dores físicas, oposições e frieza espiritual de grande parte da sociedade.
 
Era época do iluminismo e deísmo, quando os cristãos preferiram seguir os ditames da sociedade, as filosofias daquele século 18 do que a Bíblia Sagrada e os ensinos de Jesus. Eles até mesmo consideravam que a Palavra de Deus era apenas um manual de ética, que os milagres de Cristo não foram verdadeiros e que ele fora somente um bom mestre.
 
Não importava mais o que Deus revelara, mas sim o que o homem descobrira. A razão se erguia soberana sobre a fé e tudo devia ser provado pela ciência.
 
Todavia, homens e mulheres, movidos pelo Espírito Santo, ergueram-se para atestar o valor da fé e provar que a pregação da Palavra de Deus transformava vidas, o que não acontecia com os ensinos dos filósofos que morriam clamando por Deus e afirmando que iam para o inferno por causa da grande destruição que provocaram.
 
Sarah Edwards, a esposa do grande avivalista Jonathan Edwards, experimentou conforto e companhia divina em meio às terríveis dores físicas. Ela foi uma mulher dedicada às coisas espirituais desde a infância, no entanto, a partir da juventude, a melancolia a dominou e a tornou emocionalmente instável. 
 
Porém, seus medos foram inteiramente sobrepujados por sua grande confiança em Deus. Ela narrou que se sentiu totalmente afastada do mundo e plenamente submissa ao Senhor. As opiniões das pessoas afetam grandemente a pessoa melancólica, mas para Sarah isso se tornou indiferente, porque estava inteiramente absorvida em Deus como sua única porção, e seu desejo e alegria eram a honra e glória dele. Ao mesmo tempo, sentia muito mais amor pelas pessoas como jamais tinha sentido antes.
 
Em uma quinta-feira, 28 de janeiro de 1742, Sarah desfrutou da noite mais doce de sua vida, ela declarou que: “Nunca antes, por tanto tempo consecutivo, desfrutei de tanta luz e descanso, e doçura do céu em minha alma, mas sem a menor agitação do corpo durante todo o tempo... Eu continuei a noite toda com um senso claro, vivo e constante da doçura do céu, do amor transcendente e excelente de Cristo, de sua proximidade a mim e de meu afeto por ele; com uma tranquilidade de alma inexprimivelmente doce em um descanso absoluto nele”. 
 
Como é reconfortante e animador saber que a graça de Deus outorga salvação gratuita ao homem e o transforma em nova criatura. A época dos avivamentos testemunha como a pregação da Palavra, convencendo o homem da salvação em Cristo, transformou grande parte daquela sociedade enferma, embriagada e incrédula.
 
Hoje também contemplamos uma sociedade indiferente às coisas espirituais e enferma no corpo e na alma. E a pandemia está atacando as mentes, os corpos físicos, o emocional e o espiritual das pessoas.
 
Não sabemos o que nos aguarda em 2021, a única coisa certa e reconfortante é que em qualquer circunstância contamos com o cuidado de Deus e confiamos que Ele é fiel. Meus queridos, descansem no Senhor. Livres dos males ou lutando contra eles, lembremos sempre que: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia” (Salmo 46.1). 
 
Que nossa oração contínua seja: “Ó minha alma, descansa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é minha rocha e minha salvação; ele é minha fortaleza; não serei abalado” (Salmo 62.5-6).

Nota
1 MURRAY, Iain H. Jonathan Edwards: uma nova biografia. São Paulo: PES, 2015, p. 228.

Mestre em teologia e pós-graduada em história do cristianismo, é autora de Vozes Femininas nos Avivamentos (Ultimato), além de Vozes Femininas no Início do Cristianismo, Uma Voz Feminina Calada pela Inquisição, Uma Voz Feminina na Reforma e Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro (Prêmio Areté 2015).
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