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Opinião

Conselhos finais sobre as eleições: C.S. Lewis com a palavra

Por Paulo F. Ribeiro

Nesses últimos dias que antecedem as eleições, é bom lembrar de alguns conselhos de um dos mais influentes cristãos do século 20 – C. S. Lewis –, que facilmente nos esquecemos em meio as discussões e à polarização que se instalou no debate.

No seu famoso sermão “O Peso da Gloria”, Lewis nos ajuda a refletir sobre o nosso relacionamento com o próximo. E, neste caso, nosso “adversário político”.

É possível que alguém pense exageradamente sobre sua (potencial) glória futura; dificilmente ele pensará muito frequentemente ou profundamente sobre a glória de seu próximo. O fardo, ou o peso, ou o ônus da glória de meu próximo deveria ser depositado sobre as minhas costas, um fardo tão pesado que somente a humildade é capaz de carregar, e o peso esmagará o orgulhoso.

E, o próximo não é apenas um outro qualquer. Lewis continua:

É coisa séria viver numa sociedade de possíveis deuses e deusas, e lembrar que a pessoa mais chata e desinteressante com quem você pode conversar poderá um dia ser uma criatura que, se você a visse agora, seria fortemente tentado a adorar; ou então, um horror e uma corrupção tal qual você encontra agora, se for o caso, apenas num pesadelo.

Saber disso tem implicações práticas:

O dia todo, em certo sentido ajudamos uns aos outros a chegar a um desses dois destinos. É à luz dessas possibilidades irrefutáveis, é com reverência e a circunspecção que as caracterizam que deveríamos conduzir nossas interações uns com os outros, todas as amizades, todos os amores, toda a diversão, toda a política.

Em seguida, Lewis vai mais longe e afirma:

Não existem pessoas comuns. Você nunca conversou com um mero mortal. Nações, culturas, artes, civilizações – essas coisas são mortais, e a vida dessas coisas é para nós como a vida de um mosquito. No entanto, é com os imortais que nós fazemos piadas, trabalhamos e casamos; são os imortais aqueles a quem esnobamos e exploramos – horrorosos imortais ou eternos esplendorosos.

Bem, para o autor das Crônicas de Nárnia, isso não significa que devemos ser carrancudos e sérios o tempo todo. Devemos também brincar e nos divertir.

Mas a nossa alegria deveria ser do tipo (e, de fato, é a mais alegre possível) que existe entre as pessoas que, desde o início, levam-se mutuamente a sério – sem leviandade, sem superioridade, sem presunção.

Finalmente, Lewis nos lembra que a nossa caridade deve ser:

Um amor real e custoso, com sentimento profundo pelos pecados, apesar dos quais amamos o pecador – não simplesmente tolerância, ou a indulgência que faz do amor uma paródia, como a leviandade parodia a alegria.

Afinal,

Ao lado dos elementos do sacramento da Ceia do Senhor, seu próximo [do outro partido ou não] é o elemento mais santo percebido pelos sentidos.

Enfim, parafraseando Lewis, quem sabe na eternidade possamos olhar para o passado (como soldados que se matavam simultaneamente numa guerra) e rir juntos sem ressentimento ou vergonha – pois pensávamos que estávamos lutando pela causa certa e pelo bem comum.

Que o Senhor da História possa guardar nossos corações às vésperas desta eleição (e de muitas outras que hão de vir), até que Justiça e Paz nos abrace eternamente.

Nota
*Trechos retirados de O Peso da Glória, de C. S. Lewis (Thomas Nelson Brasil).

Leia mais
» O mandato político de todos nós
Doutor em engenharia elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, é pesquisador e professor na Universidade Federal de Itajubá, MG. É originário do Vale do Pajeú e é torcedor do Santa Cruz.

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