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Opinião

Carlinhos Veiga 40 anos: a poesia da música cristã brasileira

Por Lucas Meloni

A música conecta mundos e gerações. Talvez seja por isso que ela é, sem dúvida, um dos recursos mais consumidos no mundo. Estima-se que, por dia, 19,1 bilhão de execuções de músicas aconteçam em todo o planeta. O número impressiona e está no relatório da Luminate, empresa de análise de dados da indústria de entretenimento. Diante disso, a frase creditada a Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, faz mais sentido: “Onde há música não pode haver coisa má”. As pessoas recorrem à música em busca de algo bom. Carlinhos Veiga, que completa 40 anos de carreira e lança seu décimo álbum solo, é um expoente do movimento da boa música. Ao lado de outros grandes nomes, ele foi um dos pioneiros a trabalhar ritmos brasileiros dentro do universo da música cristã nacional. O resultado não poderia ser outro: canções como “Salmo do Passarim”, “Estrada” e “Santa Folia”, entre outras composições.

Para marcar as quatro décadas de carreira e para falar sobre 
“Viagem em Mim”, seu novo álbum, Veig
a conversou com a 
RTM Brasil no começo do mês de maio. Nesta parceria de conteúdo especial entre RTM e Ultimato, ele fala a respeito das músicas do projeto recém-lançado, dos desafios da música cristã no país, de como é conciliar carreira e jornada pastoral, além de falar também de 
“Novos Acordes”, programa que vai ao ar nas tardes de sexta na Trans Mundial e que foi inspirado na coluna homônima que Carlinhos mantém há anos em Ultimato.

“Viagem em Mim” conta com 11 canções. Como marca de suas composições, Carlinhos traz muito dos aspectos da natureza e da criação divina para suas letras. Além disso, no meio das estrofes, as referências à boa vida do interior, onde a paz encontra palco no balanço de uma rede em um fim de tarde ensolarado.

A capa do encarte é muito sugestivo: uma estrada. A canção que dá nome ao álbum é uma viagem por diversos lugares do Brasil. “A capa, então, mostra um convite que é viajar pela música”, disse.

Projeto Austrália
Em 2025, Carlinhos lançou uma campanha em busca de captação de recursos para que pudesse participar do Brazil Week (10 a 21 de setembro). Para isso, criou uma campanha em uma plataforma de financiamento coletivo. Quase 80 pessoas contribuíram.

Diante disso, o músico decidiu presentear as pessoas com “Viagem em Mim”. Eles tiveram acesso à obra em primeira mão, como forma de gratidão.

Gravação
A gravação das primeiras músicas que compõem o “Viagem em Mim” aconteceu antes da pandemia da Covid-19, em 2020. Durante o isolamento, do quarto de sua casa, vieram outras composições. Após o fim do isolamento, Carlinhos voltou ao estúdio para gravar mais músicas.

Algumas músicas foram lançadas entre 2020 e 2024. Mais quatro inéditas, gravadas em 2024 e 2025, foram acrescentadas ao projeto que virou um álbum após Carlinhos decidir pela compilação.

“Até 2016 era muito comum se lançar álbuns. Você lançava um e levantava recursos para lançar o próximo. Era assim que íamos trabalhando, lançando álbum a cada dois anos. A partir do álbum ‘Aurora me Raiou’ já não se conseguia vender porque o CD estava caindo em desuso. A partir das plataformas de streaming, não tive mais retorno financeiro dos meus trabalhos que me possibilitasse gravar um novo álbum. A partir de 2018 comecei, com alguns equipamentos que tinha em casa, a gravar algumas músicas, uma delas ‘Casa, Campo e meu Torrão’ que, inclusive, está neste novo álbum. Na pandemia, eu aprendi a lidar um pouco mais com os equipamentos e, assim, foram surgindo as canções. Nisso, me disseram que uma boa estratégia era ir soltando as faixas uma a uma. Confesso que não tenho muita paciência com essa estratégia de lançar um single por vez porque ela é muito trabalhosa. Você se esforça muito para produzir uma música só. Depois, mais ainda para divulgá-la”, contou Carlinhos Veiga.

Ilustrações
O encarte de “Viagem em Mim” é bem ilustrado. Em meio às letras, existem artes desenvolvidas por Anderson Monteiro. Cada ilustração tem relação com alguma das músicas do álbum e traz um pouco da ligação que Carlinhos tem com a criação (natureza e artística). Essas artes foram as capas dos singles lançados nas plataformas.

Carlinhos: o músico
Carlinhos conta que a influência para a música veio da família, que não era evangélica. “A gente já cantava, já tocava violão. Toda vez que tinha reunião das famílias Veiga ou Feitoza, tinha também dois ou três violões na roda com todos cantando as músicas da família de Goiás”, lembrou o músico que é natural do estado do Centro-Oeste.

Aos 18 anos, Veiga se converteu e já tinha a música “entranhada”, como ele mesmo classifica. Desde o início de sua caminhada cristã cooperava com a música na sua igreja e depois como voluntário da Mocidade Para Cristo. Aos 23 anos, já casado, a música se tornou algo mais sério, após a gravação do primeiro álbum do Expresso Luz, banda cristã com músicas carregadas de toques de MPB.



Música e ministério pastoral
Carlinhos é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Ele plantou a IPB do Lago Norte, em Brasília (DF), em 2005, mas o trabalho vinha desde 2001. No final de 2025, ele comunicou ao Conselho da igreja que não seguiria como pastor titular porque gostaria de se dedicar a outras demandas.

“Não posso dizer que tenha sido nem muito difícil e nem muito fácil (conciliar ministério e carreira musical). Antes de ser pastor, trabalhei por 12 anos como missionário da MPC Brasil com música através do ministério Expresso Luz. Logo no início, a igreja (IPB de Brasília) ainda não me conhecia o suficiente. Naquele começo, a música ficou muito em segundo plano. Mas, à medida em que a igreja foi me conhecendo, as coisas foram se adequando. Foram nove anos lá. Depois saí e plantei uma nova igreja, a do Lago Norte, que, neste ano, completa 21 anos de organização”, explicou.

Entrevista completa
Ouça a entrevista completa na edição de 11 de maio do “Missão Notícia”, da RTM Brasil. O programa está disponível pelo site da RTM Brasil e em podcast nas plataformas digitais, onde, aliás, é possível achar o álbum “Viagem em Mim”.

**
A RTM Brasil é uma missão cristã que trabalha a partir da produção de publicações, programas e podcasts diversificados. A RTM faz parte da Trans World Radio (TWR), rede global de rádios, presente em mais de 190 países por meio de parceiros. No Brasil, a RTM está em atividade desde 1970 e chega a 20 estados brasileiros por meio do Projeto Antenas. O devocional Presente Diário, um dos mais lidos e ouvidos do Brasil, é produzido pela RTM. Para saber mais e ouvir a programação ao vivo, acesse rtmbrasil.org.br.


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