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A história do blog que pode virar igreja

(ALC) Os brasileiros estão entre os povos que mais utilizam redes sociais como twitter e facebook. Mas um dia antes da realização do Eclesiocom, no dia 17 de agosto, os jornais publicaram a informação de que esse vigor todo está arrefecendo.

Ao lado dos russos, os brasileiros também estão entre os mais cansados das redes sociais. Um levantamento realizado pela consultoria Garner em 11 países aponta que no Brasil e na Rússia, 30% a 40% dos usuários usam menos esses sites agora do que quando se inscreveram.

A revista UMA, publicação feminina da Editora Escala, também destaca em sua edição de agosto o surgimento de um movimento contrário à onda virtual, com o surgimento de grupos de mulheres que buscam espaço em suas agendas para os contatos reais, organizando reuniões de bate-papo, meditação, estudo e até prática de tricô.

Na reportagem abaixo você vai conhecer a história de um blogueiro, pastor evangélico, que depois de arrebanhar um rebanho virtual está vendo o movimento se materializar.

Em 2008, o então estudante de teologia Paulo Siqueira resolveu lançar dois blogs de uma só vez: um mais teológico, no qual pudesse publicar seus trabalhos acadêmicos (pedrasclamam.wordpress.com) e um outro de caráter mais “laico” (estrangeira.wordpress.com). Ambos abertos ao diálogo sobre a cena evangélica brasileira com o mesmo espírito crítico diante do pensamento e práticas influenciadas pela teologia da prosperidade.

Como diligente blogueiro, Paulo começou a interagir com os seus leitores, respondendo dúvidas e comentários. Ficou quase doido. O número de comentários começou a crescer tanto que nem mesmo de celular em punho, acessando o blog em todos os momentos livres, ele conseguia dar conta de acompanhar as mensagens que chegavam. Paulo Siqueira comprou, então, mais um computador para a casa, ganhou o apoio ativo da esposa Vera, que assumiu o “Estrangeira”, e viu nascer, quase perplexo, um novo movimento pela ética eclesial.

Os blogs do casal Paulo e Vera catalisaram especialmente o descontentamento de jovens evangélicos ansiosos pelo retorno ao “Cristianismo puro e simples” – título de um livro de C.S.Lewis com o qual explicam seu objetivo. São pessoas decepcionadas com a mercantilização da fé, muitas delas feridas por doutrinas e práticas estapafúrdias, mas que mantiveram viva a sua fé.

A própria blogueira Vera é uma dessas sobreviventes. Vera havia pertencido a diferentes grupos religiosos, antes de se tornar evangélica, mas, por maior que fosse a sua fé, não conseguia se livrar de um mal que a afligia: sentia cheiros desagradáveis onde quer que fosse.

“Espíritos” foi a explicação que ela ouviu durante o tempo em que freqüentou centros espíritas. “Demônios”, disseram-lhe pastores evangélicos. Foi na Unifesp (antiga Escola Paulista de Medicina) que Vera se descobriu portadora de uma rara síndrome. Agora, espera ajudar outros portadores desta síndrome, contando sua experiência em um livro que já tem até título escolhido: “Algo não cheira bem na Igreja”.

O virtual no caminho do real
Inspirados pelas reflexões compartilhadas pelos blogs e mobilizados por intermédio das redes sociais, os blogueiros e seus leitores participaram, em junho, da última Marcha para Jesus (evento capitaneado pela Igreja Renascer) ostentando faixas que pediam ética às igrejas evangélicas brasileiras. “O show tem que parar”, exortavam. Quase apanharam dos seguranças da Marcha. O vídeo da confusão, gravado por celulares, foi para o youtube. “Em seis minutos, comecei a receber e-mails e ligações do Brasil e do exterior”, diz Paulo.

Um desses contatos era de uma repórter do Christian Post, site evangélico de notícias com sede nos Estados Unidos, que o entrevistou. Paulo conta que recebeu convite para se tornar um colaborador do site.

Dois dias depois da Marcha para Jesus, os participantes do Movimento pela Ética Evangélica fizeram o que eles chamam de “antimarcha”: organizaram uma visita, em grupo, a centros de doação de sangue, para sinalizar a “responsabilidade social da Igreja”. “As pessoas querem fazer algo em prol do Reino, mas não são estimuladas pela instituição”, afirma Paulo.

O que eram apenas contatos on line já se tornaram reuniões de reflexão e estudo bíblico. Participam desses encontros, conta Paulo Siqueira, jovens oriundos de todas as tribos e tendências, incluindo um ex-neonazista convertido ao Evangelho. “O virtual está se materializando em nossa frente”, diz o teólogo que já recebeu pedidos para fundar uma Igreja.

A sociologia da religião ensina que os movimentos tendem a se institucionalizar. O que era profeta, contestando a ordem vigente, pode se transformar em sacerdote, legitimando uma nova ordem. Esse é o desafiador quadro que se apresenta ao blogueiro e pastor Paulo. Que Deus o ajude.

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