Palavra do leitor
28 de agosto de 2014- Visualizações: 788
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Vou te contar...
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
João 14.16-17
Este foi um dos textos centrais para que fosse formulada a doutrina da Trindade. Esta por sua vez, é um dos pilares dos dogmas da Igreja, e também um dos pilares das Teologias latino-americanas. João relata que o povo de Jesus não ficará órfão, pois do mesmo jeito que o Pai enviou o Filho, o Filho envia o Espírito. Pai, Filho, Espírito. Todos da mesma substância, todos Deus. Deus é três (o verbo no singular mostra a unicidade das três pessoas divinas).
Para a história do pensamento cristão, este é o aspecto mais importante deste riquíssimo texto. Mas para nós, há outro aspecto interessante. Antes de continuar, precisamos perceber o que João nos fala sobre o Espírito nessa perícope:
a)É o consolador;
b)Não pode ser recebido pelo "mundo" (pelos que não são da comunidade de seguidores);
c)Estes que não são da comunidade não o vê e nem conhece;
d)Habitará em vós, isto é, Ele existe e se manifesta individualmente, porém sobre e em aqueles que estão na comunidade. Embora individual, habita na comunidade.
Há um grande artista que talvez tenha percebido que existe um Espírito, que habitava fora dele. Ele não conseguia enxergar este Espírito, mas percebia por Ele, que a comunidade é essencial pro homem. O artista viu que o Espírito se revelava no amor (fundamental) e na brisa mansa, na correria urbana e na busca de eternidade humana. Este poeta teve sensibilidade suficiente para notar que só esse Espírito poderia ter criado as ondas do mar, e as incontáveis estrelas do céu. Só esse Espírito surpreende pelo amor, envolve o ser como a noite, e inspiraria Tom Jobim a escrever Wave:
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Mais textos meus em www.danilom.blogspot.com
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
João 14.16-17
Este foi um dos textos centrais para que fosse formulada a doutrina da Trindade. Esta por sua vez, é um dos pilares dos dogmas da Igreja, e também um dos pilares das Teologias latino-americanas. João relata que o povo de Jesus não ficará órfão, pois do mesmo jeito que o Pai enviou o Filho, o Filho envia o Espírito. Pai, Filho, Espírito. Todos da mesma substância, todos Deus. Deus é três (o verbo no singular mostra a unicidade das três pessoas divinas).
Para a história do pensamento cristão, este é o aspecto mais importante deste riquíssimo texto. Mas para nós, há outro aspecto interessante. Antes de continuar, precisamos perceber o que João nos fala sobre o Espírito nessa perícope:
a)É o consolador;
b)Não pode ser recebido pelo "mundo" (pelos que não são da comunidade de seguidores);
c)Estes que não são da comunidade não o vê e nem conhece;
d)Habitará em vós, isto é, Ele existe e se manifesta individualmente, porém sobre e em aqueles que estão na comunidade. Embora individual, habita na comunidade.
Há um grande artista que talvez tenha percebido que existe um Espírito, que habitava fora dele. Ele não conseguia enxergar este Espírito, mas percebia por Ele, que a comunidade é essencial pro homem. O artista viu que o Espírito se revelava no amor (fundamental) e na brisa mansa, na correria urbana e na busca de eternidade humana. Este poeta teve sensibilidade suficiente para notar que só esse Espírito poderia ter criado as ondas do mar, e as incontáveis estrelas do céu. Só esse Espírito surpreende pelo amor, envolve o ser como a noite, e inspiraria Tom Jobim a escrever Wave:
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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