Palavra do leitor
03 de agosto de 2021- Visualizações: 1247
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Um lugar para chorar
Nem sempre o lugar da dor será o lugar do choro. Por mais tenso, intenso e devastador que seja o momento, às vezes, as lágrimas terão de ser contidas e aguardar mais um pouco para serem derramadas. Choro de tristeza não tem troféu, e é íntimo.
Isso não é sinônimo de grandeza e fortaleza pessoal, - já que chorar é humano -, mas de buscar um lugar seguro para chorar sozinho ou com pessoas cujo coração se enternece ante às nossas fragilidades. Choramos perto de quem está perto do nosso coração e, nesses ambientes seguros, a lágrima teimosa verte-se, e se converte em um choro solidário.
José, depois de viver o processo da rejeição familiar por anos a fio, agora está diante de seus irmãos, que o venderam apenas porque se incomodaram com seus sonhos. Sonhos nossos podem incomodar mentes egoístas, gente que se recusa a viajar junto para onde Deus quer nos levar. Há pessoas que não têm problemas com o agir de Deus, desde que elas sejam protagonistas.
Agora, com projeção social e financeira, e morando na terra dos sonhos que se cumprem, encontra-se em um desconforto não imaginado: se vingar ou perdoar? Os irmãos estão ali, próximos, impotentes, em busca do sustento que dará continuidade à sua geração. José ainda não se revelara como o irmão que sobrevivera aos maus tratos deles. E, uma vez que reconhece seus irmãos, dispara o gatilho que o conecta ao passado, sai do ambiente comum e vai ter um choro solitário.
Mais à frente, com o coração mais dilatado para perdoar, e lembrado por Deus que seu sofrimento não era sem propósito, ele se revela a eles: eu sou José, meu pai ainda vive?"... e se pôs a chorar tão alto que os egípcios ouviram". Agora, já é possível compartilhar em um ambiente seguro e familiar a dor do passado. Agora, já há braços e abraços que se entrelaçam, e o choro é comunitário e assumido; num misto de arrependimento por parte deles, e sentimento de dever cumprido por parte dele.
Quando possível, busque um lugar seu para chorar, até que se ache um lugar de aconchego, junto àqueles que farão coro com nosso choro. Se possível, nunca chore com qualquer um, e em qualquer lugar.
Isso não é sinônimo de grandeza e fortaleza pessoal, - já que chorar é humano -, mas de buscar um lugar seguro para chorar sozinho ou com pessoas cujo coração se enternece ante às nossas fragilidades. Choramos perto de quem está perto do nosso coração e, nesses ambientes seguros, a lágrima teimosa verte-se, e se converte em um choro solidário.
José, depois de viver o processo da rejeição familiar por anos a fio, agora está diante de seus irmãos, que o venderam apenas porque se incomodaram com seus sonhos. Sonhos nossos podem incomodar mentes egoístas, gente que se recusa a viajar junto para onde Deus quer nos levar. Há pessoas que não têm problemas com o agir de Deus, desde que elas sejam protagonistas.
Agora, com projeção social e financeira, e morando na terra dos sonhos que se cumprem, encontra-se em um desconforto não imaginado: se vingar ou perdoar? Os irmãos estão ali, próximos, impotentes, em busca do sustento que dará continuidade à sua geração. José ainda não se revelara como o irmão que sobrevivera aos maus tratos deles. E, uma vez que reconhece seus irmãos, dispara o gatilho que o conecta ao passado, sai do ambiente comum e vai ter um choro solitário.
Mais à frente, com o coração mais dilatado para perdoar, e lembrado por Deus que seu sofrimento não era sem propósito, ele se revela a eles: eu sou José, meu pai ainda vive?"... e se pôs a chorar tão alto que os egípcios ouviram". Agora, já é possível compartilhar em um ambiente seguro e familiar a dor do passado. Agora, já há braços e abraços que se entrelaçam, e o choro é comunitário e assumido; num misto de arrependimento por parte deles, e sentimento de dever cumprido por parte dele.
Quando possível, busque um lugar seu para chorar, até que se ache um lugar de aconchego, junto àqueles que farão coro com nosso choro. Se possível, nunca chore com qualquer um, e em qualquer lugar.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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