Palavra do leitor
12 de março de 2015- Visualizações: 1507
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Sou a igreja
SOU A IGREJA
Marchando em “triunfo” segue a igreja ao som de tambores e bumbos imponentes pisoteando os pecadores, como predadores de almas rebeldes e insubmissas às doutrinas tirânicas aprovadas em sessões solenes de reforma do Regimento Interno ou Estatuto.
Marcha a Igreja com bandeiras enfileiradas cujos símbolos e brasões enaltecem a imponência ditatorial que, em nome de Deus, se impõe como uma nação de guerreiros audazes, sempre prontos a defender os ideais de um reino que não é deste mundo, mas entesoura bens em agências bancárias onde a traça e a ferrugem não conseguem corroer as mentes manipuladoras e empreendedoras.
Sigo esta cadência que me faz crer que necessito de homens públicos para defender os interesses de Deus, que, de uma forma implícita e inerte revela-se impotente diante de leis que contrariam Seus ideais. Quase ouço das bancadas cristãs: “Sem mim nada podeis fazer.”
Sou a Igreja que acredita que investindo alto em grandes veículos de comunicação promove o Reino de Deus sem notar que coopera para a criação de celebridades dispostas a brigar com outras celebridades divinas pela audiência, sucumbindo à tentação de ser mais um ícone “gospel”.
Sou a Igreja que vive em convenções e simpósios, acumulando crachás e sem tempo de abraçar os domésticos da fé cujos nomes nem me lembro mais.
Minhas conversas são para mostrar meu currículo de já ter ouvido grandes mensageiros e bandas no último retiro espiritual que estive pagando parcelado em dez vezes.
Sou essa igreja que não come com publicanos e pecadores e acredita que cortar a orelha dos outros é mais eficaz do que amar quem chega com pedras e paus.
Não tenho tempo para parar à porta do templo e atender paralíticos; não deixarei as festas para visitar lugares onde doentes esperam águas se moverem esperançosos de receberem cura.
Sou essa Igreja que se impressiona com a quantidade ofertada e não com viúvas que mesmo tendo pouco ofertam tudo que possuem.
Sou a Igreja que se comporta como um milionário que mora na casa de um mendigo e não aceita colaborar com as despesas. RM
Marchando em “triunfo” segue a igreja ao som de tambores e bumbos imponentes pisoteando os pecadores, como predadores de almas rebeldes e insubmissas às doutrinas tirânicas aprovadas em sessões solenes de reforma do Regimento Interno ou Estatuto.
Marcha a Igreja com bandeiras enfileiradas cujos símbolos e brasões enaltecem a imponência ditatorial que, em nome de Deus, se impõe como uma nação de guerreiros audazes, sempre prontos a defender os ideais de um reino que não é deste mundo, mas entesoura bens em agências bancárias onde a traça e a ferrugem não conseguem corroer as mentes manipuladoras e empreendedoras.
Sigo esta cadência que me faz crer que necessito de homens públicos para defender os interesses de Deus, que, de uma forma implícita e inerte revela-se impotente diante de leis que contrariam Seus ideais. Quase ouço das bancadas cristãs: “Sem mim nada podeis fazer.”
Sou a Igreja que acredita que investindo alto em grandes veículos de comunicação promove o Reino de Deus sem notar que coopera para a criação de celebridades dispostas a brigar com outras celebridades divinas pela audiência, sucumbindo à tentação de ser mais um ícone “gospel”.
Sou a Igreja que vive em convenções e simpósios, acumulando crachás e sem tempo de abraçar os domésticos da fé cujos nomes nem me lembro mais.
Minhas conversas são para mostrar meu currículo de já ter ouvido grandes mensageiros e bandas no último retiro espiritual que estive pagando parcelado em dez vezes.
Sou essa igreja que não come com publicanos e pecadores e acredita que cortar a orelha dos outros é mais eficaz do que amar quem chega com pedras e paus.
Não tenho tempo para parar à porta do templo e atender paralíticos; não deixarei as festas para visitar lugares onde doentes esperam águas se moverem esperançosos de receberem cura.
Sou essa Igreja que se impressiona com a quantidade ofertada e não com viúvas que mesmo tendo pouco ofertam tudo que possuem.
Sou a Igreja que se comporta como um milionário que mora na casa de um mendigo e não aceita colaborar com as despesas. RM
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