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Palavra do leitor

Religião e política


Nosso País está em mais um momento decisivo. Todos se voltam para o assunto política, eleições, campanhas, candidatos, e o principal, o eleitor e o voto.

E em meio a tudo isso surge também os temas religião, igreja, membresia, Estado.

Opiniões diversas sobre o que é certo e o que é errado. Um misto de críticas, das mais sábias às mais absurdas.

Devido o grande número de eleitores evangélicos influenciando o resultado das eleições, irei expor algumas considerações sobre Religião e Política, para reflexão quanto à nossa posição como cristãos no contexto político/religioso e social, com base bíblica sobre o assunto.

Vejamos alguns conceitos sobre o tema.

Segundo Glasenapp (1891-1963), apud Hellern, et.al.(2000, p.17) "A religião é a convicção de que existem poderes transcendentes, pessoais ou impessoais, que atuam no mundo, e se expressa por insight (discernimento), pensamento, sentimento, intenção e ação".

Para Tiele (1830-1902), apud Hellern, et.al.(2000, p.17) “Religião significa a relação entre o homem e o poder sobre-humano no qual ele acredita ou do qual ele se sente dependente. Essa relação se expressa em emoções especiais (confiança, medo), conceitos (crenças) e ações (culto e ética)".

A palavra Política tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas européias modernas através do francês "politique" que, em 1265 já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados".(1)

Num conceito moderno, política é a ciência moral normativa do governo da sociedade civil.

Outros a definem como conhecimento ou estudo das relações de regularidade e concordância dos fatos com os motivos que inspiram as lutas em torno do poder do Estado e entre os Estados.

Analisando estes conceitos percebemos que há uma inter-relação entre os termos religião e política. Considerando Gênesis 1.28(2), Deus após criar o homem deu-lhe o encargo de dominar sobre a terra e o reino animal.

Dessa forma, Deus esperava que o homem lhe dedicasse todas as coisas da terra e que as administrasse de modo a glorificar a Deus e cumprir o propósito divino.

Desde o marco inicial da história, a raça humana tem estado vinculada a Deus, mediante a fé na sua Palavra e a obediência à mesma, como verdade absoluta. A obediência resultaria em bênçãos e a desobediência em consequências desastrosas. A partir do momento que o homem descreu e desobedeceu, passou a colher a ruína moral e a morte.

Com base nesses princípios, para a sociedade desempenhar o seu papel de forma organizada é necessário líderes para normatização dos interesses sociais, entre líderes/liderados.

No contexto do nosso País enfrentamos sérios problemas: políticos, econômicos, sócio-culturais e religiosos.

Corrupção, má distribuição de rendas, desemprego, alto índice de analfabetismo, falta de segurança e saúde, resultando em desequilíbrio social, como tráfico de drogas, prostituição, assaltos, violência e morte.

Assim, diante dessa diversificada situação caótica a sociedade busca alguém que lhes aponte uma saída, uma resposta, e a política tem sido um meio de muitos candidatos apresentarem seus projetos e propostas prometendo que “sendo eleitos” cumprirão as promessas de dias melhores, que na maioria das vezes não chegam à execução.

Religiosos, evangélicos, otimistas, crêem que o candidato cristão ou evangélico, será a solução para o Brasil alçar altos vôos. De repente surge o salvador da Pátria.

Será que esta esperança tem base sólida para avançar e colher resultados positivos?

No meu ponto de vista, o problema não está em quem irá dirigir o Brasil, se o candidato evangélico ou o não evangélico.

O que irá fazer diferença serão os princípios morais, visão social, espiritual e suas motivações pelo poder.

Nós brasileiros, estamos frustrados com nossos líderes políticos diante do pouco investimento nas necessidades básicas como, educação, saúde e segurança.

Como mudar esse quadro?

Como pintá-lo com cores alegres, fortes, vivas, trazendo esperanças e luz para o nosso túnel?

O Cristianismo autêntico?

Novas políticas públicas?

Novos partidos?

O quê?

O sábio Salomão, rei de Israel, quando assumiu o trono, Deus lhe apareceu e disse-lhe:

Pede o que quiseres que eu te dê (2 Crônicas 1.7,10). Ele respondeu; dá-me sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; porque quem poderia julgar a este tão grande povo? Um dos seus provérbios diz que “o temor do Senhor é o princípio da ciência”.

Portanto, para se governar com responsabilidade, é necessário sabedoria, humildade e direção de Deus, seja evangélico ou não.

Continua...
Maceio - AL
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