Palavra do leitor
12 de agosto de 2010- Visualizações: 1426
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Quando o fim chegou
Hoje é o Dia
Eu sempre brinquei que só entraria em um cemitério para um enterro; o meu! Acho que isso está próximo, tenho sido abatido de um grande mal, que não parecia tão grande há uns aos atrás, na verdade há alguns anos nem parecia mal, parecia mais um bem, passageiro, curto, mas um bem.
Hoje abri os olhos para a minha cegueira e sinto na pele o grande mal que me acometia há tanto tempo, tenho feridas por todo o corpo, principalmente no peito e na cabeça, dói a cada dia mais, e mais, fui a alguns doutores nenhum soube explicar o porquê da minha aflição, ninguém me oferece um remédio que funcione, todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos da minha vida servem-me para nada. Como? Pergunto olhando os rostos que me cercam sem encontrar um que pareça saber a resposta.
Estou me acostumando com a idéia de morrer. Tudo que eu achei que dava prazer se mostrou uma ferida, maior e maior, os curativos que faço ficam sujos diante da podridão da minha carne, queria curar-me, mas como não posso, estou pronto.
Quantas pessoas gostariam de estar “pronto” quando a “hora chegar”? quantos não gostariam de serem avisados com antecedência? Acho que muitos, mas nenhum como eu.
Olhar meu corpo ferido no espelho faz tornar a mente as escolhas que fiz, as quais pensei que trariam sucesso e alegria, o choque entre o êxtase daqueles momentos e a dor do agora... se eu pudesse voltar... mas não posso.
Hoje irei morrer!
Meus ouvidos também feridos ouviram batidas leve na minha porta, uma voz que eu não conhecia mas reconhecia chamou meu nome. Assustado e quase sem poder andar fui tropeçando até a porta, e vi seu rosto, nunca pensei em ver uma expressão tão suave em um homem. Ele me ofereceu ajuda, mas, como ajudar-me? Tantos tentaram e não conseguiram. Ele era diferente, eu sentia, mas já estava tão acostumado a idéia de morrer que me sentia confortável diante dela, então ele me disse: deixa-me ficar ao teu lado enquanto esperas? Não pude resistir aquela voz tão amorosa e deixei. Ele esteve comigo todos os momentos, trocava meus curativos, passava remédio em minhas feridas, segurava minha mão em meio à febre e o tormento noturno, até o dia em que eu decidi morrer, mas não fazer uma visita ao cemitério, mas enterrar o meu passado e suas feridas, os prazeres rápidos que deixaram tantas seqüelas que me impediam de andar, enterrei a mim, hoje eu morri, mas vivo com ele! Aquele que em meio ao sofrimento, a solidão e a dor me trouxe alivio e esperança aquele que esteve ao meu lado até a minha morte, para estar comigo sempre, a vida dele em mim.
“[...] e vivo, não mas eu, mas Cristo vive em mim;[...]” (Gálatas 2:20)
Eu sempre brinquei que só entraria em um cemitério para um enterro; o meu! Acho que isso está próximo, tenho sido abatido de um grande mal, que não parecia tão grande há uns aos atrás, na verdade há alguns anos nem parecia mal, parecia mais um bem, passageiro, curto, mas um bem.
Hoje abri os olhos para a minha cegueira e sinto na pele o grande mal que me acometia há tanto tempo, tenho feridas por todo o corpo, principalmente no peito e na cabeça, dói a cada dia mais, e mais, fui a alguns doutores nenhum soube explicar o porquê da minha aflição, ninguém me oferece um remédio que funcione, todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos da minha vida servem-me para nada. Como? Pergunto olhando os rostos que me cercam sem encontrar um que pareça saber a resposta.
Estou me acostumando com a idéia de morrer. Tudo que eu achei que dava prazer se mostrou uma ferida, maior e maior, os curativos que faço ficam sujos diante da podridão da minha carne, queria curar-me, mas como não posso, estou pronto.
Quantas pessoas gostariam de estar “pronto” quando a “hora chegar”? quantos não gostariam de serem avisados com antecedência? Acho que muitos, mas nenhum como eu.
Olhar meu corpo ferido no espelho faz tornar a mente as escolhas que fiz, as quais pensei que trariam sucesso e alegria, o choque entre o êxtase daqueles momentos e a dor do agora... se eu pudesse voltar... mas não posso.
Hoje irei morrer!
Meus ouvidos também feridos ouviram batidas leve na minha porta, uma voz que eu não conhecia mas reconhecia chamou meu nome. Assustado e quase sem poder andar fui tropeçando até a porta, e vi seu rosto, nunca pensei em ver uma expressão tão suave em um homem. Ele me ofereceu ajuda, mas, como ajudar-me? Tantos tentaram e não conseguiram. Ele era diferente, eu sentia, mas já estava tão acostumado a idéia de morrer que me sentia confortável diante dela, então ele me disse: deixa-me ficar ao teu lado enquanto esperas? Não pude resistir aquela voz tão amorosa e deixei. Ele esteve comigo todos os momentos, trocava meus curativos, passava remédio em minhas feridas, segurava minha mão em meio à febre e o tormento noturno, até o dia em que eu decidi morrer, mas não fazer uma visita ao cemitério, mas enterrar o meu passado e suas feridas, os prazeres rápidos que deixaram tantas seqüelas que me impediam de andar, enterrei a mim, hoje eu morri, mas vivo com ele! Aquele que em meio ao sofrimento, a solidão e a dor me trouxe alivio e esperança aquele que esteve ao meu lado até a minha morte, para estar comigo sempre, a vida dele em mim.
“[...] e vivo, não mas eu, mas Cristo vive em mim;[...]” (Gálatas 2:20)
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