Palavra do leitor
08 de junho de 2013- Visualizações: 2084
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O Grito e o Barulho
Escutem! Estão gritando nas praças. Ouçam! Há gritos infantis, juvenis. Percebam! Multidões estão gritando, são mães, pais, jovens, homens, mulheres. Um grito agonizante; gritos de aflição, de gente exausta, perdida, confusa. Há um clamor que emerge dos lábios de corações desesperados por alguém que os escute, alguém que se importe, alguém que se compadeça.
Escutem! Prestem atenção ao grito silencioso das crianças vítimas do descaso de seus pais, crianças famintas, crianças feridas pela insanidade de homens violentos, que violentam a sua inocência, abusadores, pedófilos. Escutem! Dá ouvidos aos gritos de uma mãe que clama, suspira e desfalece, Há um desespero! Onde está meu marido? Acudam meu filho! Mães que derramam lágrimas por um pai, marido ausente, adúltero, alcóolatra, violento, escarnecedor. Escutem! Agora são os jovens que gritam a plenos pulmões! Estão gritando nos bares, no colo de uma prostituta, no tragar de um cigarro, no uso das drogas, em meio à prostituição, gritam por socorro, por alívio, por aceitação. Há gritos que clamam pela justiça, são pessoas sufocadas pela opressão de homens corruptos, ladrões que desfilam em carrões e habitam em mansões, que comem nos melhores restaurantes e viajam por toda parte fazendo uso de riqueza ilícita.
Ouçam, agora! Este grito vem dos hospitais, das clínicas psiquiátricas. Estes gritos são pedidos de ajuda, pedidos de paz, de sossego. Dê ouvidos! Escutem, prestem atenção! Há gritos suicidas de pessoas com armas em punho, cordas em torno do pescoço, mãos cheias de remédios. Gritos de pavor, desespero, de morte! Ouçam! Crianças no ventre, gritam, querem viver, são gritos de um suplício aos pais para que não as arranque do ventre.
Enquanto uns gritam outros fazem barulho. Este barulho vem dos templos adornados, músicas, danças, festejos, promessas de carros, casas e mansões. Barulho, quase ensurdecedor. Uma confusão, muita gente falando! Muitas opiniões e argumentos! Quase não se entende o que dizem. Há muita pompa! Desfiles de moda! Roupas alinhadas, lindas canções, mega produções e construções. Há altivos, esbanjadores, olhem! Vejam! Ouçam!
Gritos e barulhos, isso dá confusão, surdez. Ninguém se entende! Mas há uma voz, mansa, firme, apaixonante; ouçam! Escutem! Pare de fazer o que estão fazendo, escutem! Esta voz é um convite aos cansados, desanimados, aflitos, oprimidos, uma voz que emerge de quem está escutando os gritos. Esta mesma voz também está dizendo “ide fazei discípulos”, a mesma voz indaga-nos: “a quem enviarei?”
Onde estão os trabalhadores da seara?
Rev Carlos Eduardo Souza Castro
Meditação extraída dos textos de Mateus 9, 35-38; 11,28; 28, 19 e Apocalipse 3, 14-22.
Escutem! Prestem atenção ao grito silencioso das crianças vítimas do descaso de seus pais, crianças famintas, crianças feridas pela insanidade de homens violentos, que violentam a sua inocência, abusadores, pedófilos. Escutem! Dá ouvidos aos gritos de uma mãe que clama, suspira e desfalece, Há um desespero! Onde está meu marido? Acudam meu filho! Mães que derramam lágrimas por um pai, marido ausente, adúltero, alcóolatra, violento, escarnecedor. Escutem! Agora são os jovens que gritam a plenos pulmões! Estão gritando nos bares, no colo de uma prostituta, no tragar de um cigarro, no uso das drogas, em meio à prostituição, gritam por socorro, por alívio, por aceitação. Há gritos que clamam pela justiça, são pessoas sufocadas pela opressão de homens corruptos, ladrões que desfilam em carrões e habitam em mansões, que comem nos melhores restaurantes e viajam por toda parte fazendo uso de riqueza ilícita.
Ouçam, agora! Este grito vem dos hospitais, das clínicas psiquiátricas. Estes gritos são pedidos de ajuda, pedidos de paz, de sossego. Dê ouvidos! Escutem, prestem atenção! Há gritos suicidas de pessoas com armas em punho, cordas em torno do pescoço, mãos cheias de remédios. Gritos de pavor, desespero, de morte! Ouçam! Crianças no ventre, gritam, querem viver, são gritos de um suplício aos pais para que não as arranque do ventre.
Enquanto uns gritam outros fazem barulho. Este barulho vem dos templos adornados, músicas, danças, festejos, promessas de carros, casas e mansões. Barulho, quase ensurdecedor. Uma confusão, muita gente falando! Muitas opiniões e argumentos! Quase não se entende o que dizem. Há muita pompa! Desfiles de moda! Roupas alinhadas, lindas canções, mega produções e construções. Há altivos, esbanjadores, olhem! Vejam! Ouçam!
Gritos e barulhos, isso dá confusão, surdez. Ninguém se entende! Mas há uma voz, mansa, firme, apaixonante; ouçam! Escutem! Pare de fazer o que estão fazendo, escutem! Esta voz é um convite aos cansados, desanimados, aflitos, oprimidos, uma voz que emerge de quem está escutando os gritos. Esta mesma voz também está dizendo “ide fazei discípulos”, a mesma voz indaga-nos: “a quem enviarei?”
Onde estão os trabalhadores da seara?
Rev Carlos Eduardo Souza Castro
Meditação extraída dos textos de Mateus 9, 35-38; 11,28; 28, 19 e Apocalipse 3, 14-22.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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