Palavra do leitor
03 de outubro de 2013- Visualizações: 1057
2 comentário(s)- +A
- -A
-
compartilhar
O fenômeno do protestantismo popular (parte 2)
Continuando e tentando completar a discussão sobre a realidade de um protestantismo brasileiro de origem popular, poderíamos inferir que essa maior exposição de um modo brasileiro e popular de ser evangélico não necessariamente implica na popularização dos valores básicos da Reforma. Ao contrário, como se alimenta de informação de segunda mão, o fenômeno reproduz indefinidamente diversos formatos “criativos” e individualizados de "protestantismo" sem de fato haver compromisso com o original.
No Brasil, essa discussão acaba por esparramar-se para o âmbito da ideologia, abarcando as relações entre os extratos sociais, permeadas por uma mágoa histórica (raiva prévia) de explorados (“senzala”) contra exploradores (“casa grande”), traduzidas hoje nas relações entre centro e periferia, entre etnias (brancos caucasianos versus mestiços e negros) e entre a norma culta e a cultura de massa popular. Assim, o protestantismo popular supostamente atrairia os excluídos enquanto o protestantismo tradicional seria ainda a preferência da classe dominante, muito embora a realidade tenha mostrado um cenário variado neste sentido. Isso se dá um pouco porque esse protestantismo popular reproduz a dinâmica da cultura de massa.
Grosso modo, esse caráter de massa (e não tanto de rebanho, como seria até mais desejável) no protestantismo popular cria um problema sociológico e filosófico, não só no tocante a forma como isso afeta a particularidade dos indivíduos que a compõe, relativizando o impacto que o Evangelho poderia ter em cada um, mas também enquanto as consequências sobre um grupo amorfo, sem vetor, sem direção, sem senso crítico e sem conhecimento de causa.
A massa assim, se torna histérica, desorganizada, carente e manipulável. A massa está sempre à procura de um benfeitor, de um guia, de um mentor que lhes diga o que pensar e fazer. A massa quase sempre fala do que não sabe e do que não entende e age mais por impulso do momento e da sua dor, ou do prazer que possa sentir momentaneamente. A massa, apesar de até se manifestar como grupo, na verdade pensa como indivíduo, desconhece o coletivo e não pensa muito no amanhã.
No Brasil, essa discussão acaba por esparramar-se para o âmbito da ideologia, abarcando as relações entre os extratos sociais, permeadas por uma mágoa histórica (raiva prévia) de explorados (“senzala”) contra exploradores (“casa grande”), traduzidas hoje nas relações entre centro e periferia, entre etnias (brancos caucasianos versus mestiços e negros) e entre a norma culta e a cultura de massa popular. Assim, o protestantismo popular supostamente atrairia os excluídos enquanto o protestantismo tradicional seria ainda a preferência da classe dominante, muito embora a realidade tenha mostrado um cenário variado neste sentido. Isso se dá um pouco porque esse protestantismo popular reproduz a dinâmica da cultura de massa.
Grosso modo, esse caráter de massa (e não tanto de rebanho, como seria até mais desejável) no protestantismo popular cria um problema sociológico e filosófico, não só no tocante a forma como isso afeta a particularidade dos indivíduos que a compõe, relativizando o impacto que o Evangelho poderia ter em cada um, mas também enquanto as consequências sobre um grupo amorfo, sem vetor, sem direção, sem senso crítico e sem conhecimento de causa.
A massa assim, se torna histérica, desorganizada, carente e manipulável. A massa está sempre à procura de um benfeitor, de um guia, de um mentor que lhes diga o que pensar e fazer. A massa quase sempre fala do que não sabe e do que não entende e age mais por impulso do momento e da sua dor, ou do prazer que possa sentir momentaneamente. A massa, apesar de até se manifestar como grupo, na verdade pensa como indivíduo, desconhece o coletivo e não pensa muito no amanhã.
Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
03 de outubro de 2013- Visualizações: 1057
2 comentário(s)- +A
- -A
-
compartilhar
QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.
Ultimato quer falar com você.
A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.
PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.

Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Revista Ultimato
- +lidos
- +comentados
- A Quarta Pessoa da Trindade
- Desnudar-se publicamente
- Diversidade de letrinhas
- O novo paradigma do ministério pastoral na era da Inteligência Artificial
- Redes sociais, modernidade nas comunicações
- Há esperança para fé nos mares revoltos da vida
- O sol parou mesmo? Onde está o milagre?
- Pai, dê presença e não presente
- O olhar de Jesus melhora o meu (e não o contrário)
- O cristão e a vida intelectual
(31)3611 8500
(31)99437 0043






