Palavra do leitor
21 de setembro de 2013- Visualizações: 943
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O fenômeno do protestantismo popular
No protestantismo tradicional, histórico, desenvolvido na lógica cultural do mundo germânico e anglo-saxão, há a necessidade do elemento letrado, da cultura escrita, por conta do uso do texto sagrado como referencial de fé e prática.
Na contemporaneidade, com a proliferação de movimentos de protestantismo de cunho popular, (de caráter dito pentecostal), a tônica está na experiência, nas sensações e na emoção, em detrimento da racionalidade e na heterodoxia do texto verbal e escrito.
De fato, ambas as formas de protestantismo seriam válidas com seus distintos vieses se não tivessem se tornado excludentes e até mesmo concorrentes por conta do discurso que cada grupo utiliza para se legitimizar. Historicamente, isto já teria acontecido no catolicismo há mais tempo, mas como a cosmovisão católica (por conta da sua herança latina) convive bem com o sincretismo, o fenômeno não incomodou; a não ser num momento ou outro, como quando do movimento ultramontano.
No geral, o catolicismo tradicional e o popular convivem relativamente bem porque se completam. No protestantismo, até por conta do caráter reformado e de contestação (protestante), a ocorrência de heterodoxias não é bem aceita, salvo naquelas manifestações nominais que compactuam com uma teologia mais liberal e com a cultura pós-moderna e relativista atual.
A questão que urge é a da desinformação geral sobre o que é ser protestante no Brasil, muito em função da atuação dos televangelistas nacionais e de sua lógica de mercado importada dos Estados Unidos e tropicalizada, que tem mais a ver com a dinâmica da publicidade e da propaganda e do marketing, do que com os modelos bíblicos de evangelização e de discipulado, calcados no testemunho pessoal e na pregação (proclamação).
Via de regra, as duas identidades (reformada tradicional e pós-pentecostal) tendem a entrar em conflito e o espaço de discussão fica restrito a disputas estéticas e de forma, havendo grandes dissonâncias quanto a princípios básicos e inegociáveis no tocante ao que é de fato ser protestante. Conflito este que, em alguns casos, é maior até do que as discussões entre as identidades católica e protestante.
Na contemporaneidade, com a proliferação de movimentos de protestantismo de cunho popular, (de caráter dito pentecostal), a tônica está na experiência, nas sensações e na emoção, em detrimento da racionalidade e na heterodoxia do texto verbal e escrito.
De fato, ambas as formas de protestantismo seriam válidas com seus distintos vieses se não tivessem se tornado excludentes e até mesmo concorrentes por conta do discurso que cada grupo utiliza para se legitimizar. Historicamente, isto já teria acontecido no catolicismo há mais tempo, mas como a cosmovisão católica (por conta da sua herança latina) convive bem com o sincretismo, o fenômeno não incomodou; a não ser num momento ou outro, como quando do movimento ultramontano.
No geral, o catolicismo tradicional e o popular convivem relativamente bem porque se completam. No protestantismo, até por conta do caráter reformado e de contestação (protestante), a ocorrência de heterodoxias não é bem aceita, salvo naquelas manifestações nominais que compactuam com uma teologia mais liberal e com a cultura pós-moderna e relativista atual.
A questão que urge é a da desinformação geral sobre o que é ser protestante no Brasil, muito em função da atuação dos televangelistas nacionais e de sua lógica de mercado importada dos Estados Unidos e tropicalizada, que tem mais a ver com a dinâmica da publicidade e da propaganda e do marketing, do que com os modelos bíblicos de evangelização e de discipulado, calcados no testemunho pessoal e na pregação (proclamação).
Via de regra, as duas identidades (reformada tradicional e pós-pentecostal) tendem a entrar em conflito e o espaço de discussão fica restrito a disputas estéticas e de forma, havendo grandes dissonâncias quanto a princípios básicos e inegociáveis no tocante ao que é de fato ser protestante. Conflito este que, em alguns casos, é maior até do que as discussões entre as identidades católica e protestante.
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