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Palavra do leitor

O Deus que corrige as minhas incertezas

"Senhor Deus, que me haverás de dar se continuo sem filhos?" Gn 15.2
(baseado em Gênesis 15)

Havia uma enorme e pesada aflição sobre o coração do velho homem e sua esposa. Afinal de contas a proximidade dos cem anos era suficiente para admitir e aceitar a cessação de todos os sonhos e esperanças relacionadas ao filho desejado.

Ter um filho era tudo que desejavam. Especialmente num tempo em que esta era a maior de todas as outras realizações juntas. Tanto para um homem como para uma mulher, isto implicava em honra e respeito diante de todos. O seu contrário, porém, vergonha e desdém.

De um lado, o Senhor dizia e insistia na promessa de que este filho chegaria um dia. Mas, dotado de um coração genuinamente humano, hesitar e até duvidar era uma possibilidade real e presente. Não importa a idade, o tempo, a experiência ou a maturidade. As "incertezas" têm o poder de perpassar a vida, pressionar a mente, e tornar pesado o coração.

O que era sonho foi feito sobrecarga. A vida corria desimpedida e a passos largos para a possibilidade de um fracasso. O tal desejo, urgente como era, foi assumindo corpo de angústia e desassossego. Em lugar da paz, havia o sobrepeso da ansiedade e a tirania insistente das tais "incertezas".

O coração do velho Abrão já estava conformado com a ideia de ter um estrangeiro como seu herdeiro. Este herdeiro estava ali, bem próximo de seus olhos. Era admirado por seu zelo e caprichos, mas ainda não era suficiente para finalizar com os desejos e ansiedades do homem de Deus. Com isto, o desânimo era inevitável. Abrão é um de nós.

Seus temores e inquietudes pediam um tratamento profundo e pessoal. Coisas que estão muito além do medicinal ou de bulas humanas. Ele carecia de algo verdadeiramente curativo. Algo eficaz e inspirado no carinho de um Pai. E foi assim, debaixo das temerárias tendas de suas aflições que Abrão sonhou com o Pai. Ali, em meio aos seus medos ele ouve a doce voz do Pai, dizendo: "Abrão não tenha medo". (15.1)

A voz do Pai lhe abre os horizontes para a exposição de todas as "incertezas", sejam ocultas ou não. Ali, ele externa todas as suas inseguranças e medos. Ele diz as suas verdades a partir de si próprio: "continuo sem filhos". Seu coração, sem qualquer timidez ou agressividade, explora ainda mais a comunhão com o Pai: "Tu não me deste filho algum"! (15.3)

Abrão reconhece o Pai como Soberano. Aquele que não encontra impedimentos e é capaz de "dar mais" do que se imagina e pensa. "Que me darás" (15.2) revela o quanto ele sabe do poder de Deus, mas também o quanto ele sabe de si próprio, em sua precariedade e pequenez. Diz também que "nada" terreno, por maior que seja, pode suprir e realizar seu coração ainda incompleto, sem o filho desejado. Nem riqueza. Nem glória. Nem fama. Nem poder. Só um filho. Nada mais.

A "continuidade" (15.2) neste seu estado de frustrações oferece com precisão a medida e a profundidade das raízes de sua alma, imersa em aflições e incertezas. Algo sempre presente e comum ao coração de todo homem.

Mas, o Pai. Carinhoso como Pai. Começa a corrigir os desvios e devaneios deste homem aflito. Ele sabe que toda incerteza, dúvida e insegurança de alma flagelam e empobrecem o viver. A "tenda" é aqui, a alegoria do impedimento. É preciso deixá-la, para se ver mais do Pai. Para se ver mais das estrelas. É preciso sair.

Ao sair da tenda de sua obscuridade, Abrão se depara com o mundo incontido das estrelas. É preciso olhar. Mesmo perdido com tanto para olhar, é preciso olhar para elas como nunca se olhou antes. É preciso contemplá-las e admirá-las além do que se estava acostumado. Mas, ainda não é o bastante. Para tratar e corrigir toda incerteza, faz-se necessário contá-las! Como assim?

Sim! Contá-las!
O desafio está lançado, mas o emudecimento de Abrão diz tudo. Ele sabe que não pode. Ele sabe que há algo muito maior que ele, muito além dele. Claro que ele não pode. Certamente, ele não pode. (15.5)

Impactado por aquele chão celestial de estrelas, Abrão ouve a voz carinhosa e acalentadora do Pai: "Assim será a sua descendência". (15.5). O coração outrora sofrido recebe estas palavras sem resistência alguma. Seu coração se vê confortado e encorajado a prosseguir até onde for preciso. O caminho agora não é de desconforto, mas de confiança. As incertezas que tanto fragilizavam o coração cedem lugar à fé, que agora, mais do que nunca, é também certeza.

Sendo assim, com o coração aquietado pela fé no Pai, o caminho se faz sereno e pronto para aguardar o filho prometido. Seja bem-vindo, Isaque!

Ismar Junior
Henrico - Va - EX
Textos publicados: 4 [ver]
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