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Palavra do leitor

O Cristo que constrange

Por Caio Luizetto

"Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." (2 Co5:14,15)

Ao pensar em constrangimento o primeiro pensamento que ocupa nossa reflexão é a crença popular associada diretamente ao termo vergonha. Mas em uma reflexão bíblica mais profunda, percebe-se que o termo nos aponta para uma nova perspectiva, nos fala sobre o amor que nos impulsiona em uma outra direção, a uma experiência fantástica para a vida, como um estilingue que nos lança na direção de Deus e do próximo. Ele nos amou para que assim como ele pudéssemos amar.

Certa vez, em um feriado ensolarado e quente estava brincando com minha sobrinha na piscina, segurei sua bola cor de rosa no fundo da água e soltei. Seus olhos brilharam quando viu a forma brusca, barulhenta e espalhafatosa que a bola saiu da água, ela se agitou toda e sem se cansar, ficava pedindo para ver a mágica de uma simples bola que quando submersa, era impulsionada a romper as águas e ir longe.

Essa cena corrobora ainda mais dentro de mim o impacto do amor do Eterno, ao mergulhar seu Amor em nossas vidas nos gera uma felicidade extrema, mas também o é como uma força esmagadora que oprime nosso ego transformando nosso ser na direção Dele e do outro, e assim como a bola que mergulha na água, Seu amor mergulha em nossas vidas esmagando e confinando nosso ego. Esse amor é tão intenso que quando mergulhado em nós gera uma força reativa, que nos impulsiona ao romper das águas na direção do Criador e sua criação, nos afeiçoando a vida e a tudo o que com ela se relaciona.

Essa nova perspectiva traz a memória que Ele morreu por todos, não há acepção, e o objetivo de sua entrega por todos foi para que todos passassem a viver por Ele. Um dos mais significativos reflexos dessa experiência é a inclinação no sentido do outro, da alteridade, da busca pelo bem do próximo, lembremos que o amor ao outro é exposto como observação de nossa experiência e amor para com Deus (IJo1.19-20), "...quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê", se interpretarmos esse trecho como: "Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão" ele se torna ainda mais devastador para nosso ego e nossas desculpas esfarrapadas, ou seja, se Deus é quem escolhi para amar, se Seu amor me constrange ao ponto de compreender que Ele me amou mesmo quando eu não O amava (IJo1.19), seu apelo agora é que façamos o mesmo com o próximo, que escolhamos amar o outro mesmo quando não identificamos esse como digno e merecedor de nosso amor. Amar alguém é a consequência de uma escolha e não o resultado de satisfação pela vida do outro, amar não é uma resposta de aceitação do outro como ideal, mas uma atitude madura e consciente de alguém com inteligência emocional, que entendeu o Cristo e foi constrangido por Seu amor.

O amor de Deus nos constrange, nos impulsiona a amar, a vergonha aqui deveria ser do fato de muitas vezes não obedecermos este mandamento. Que possamos lembrar-nos disso todos os dias, e deixar que essa força ativa de amor atue em nós, escolhendo sempre amar ao próximo como um mandamento a ser seguido e obedecido.
Sao Carlos - SP
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