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Palavra do leitor

O cristão e a política: o que dizer?

"As grandes revoluções não, necessariamente, representam ou trazem grandes mudanças, mas, em muitas situações, tão somente, são a mantença da mesma situação, com uma outra abordagem’’.

Texto de Jeremias 22.3

A palavra política, no mais tímido soar, causa toda uma avalanche de reprimendas e desconfianças, ainda mais, dentro do denominado cenário evangélico. Então, até que ponto as questões religiosas não podem adentrar e ser o fiel da balança, em temas voltados a todos aqueles que não conjugam dos preceitos cristãos? Será possível haver uma correlação entre a fé cristã e os enredos intensos da política? Não será a adoção de tais direções, uma forma de exercer pressão, influência e determinação, nas decisões a serem tomadas? É bem verdade, quer queiramos ou não, vivemos numa realidade pluralista, marcada pelo relativismo, impregnada por uma diluição de valores referenciais. Agora, pode-se extrair um papel da fé cristã, como elemento de contribuição, em prol do ser humano, da sociedade? Quiçá, o maior receio de muitos se ancora no porto de reduzirmos o espaço da política a, nada mais e nada menos, a um sermão moralista e fundamentalista, sem se atentar para as questões mais prioritárias que nos atingem? Vou adiante, temas entrelaçados ao racismo, as vergonhosas desigualdades sociais, aos bolsões de miseráveis, ao aumento vertiginoso do contingente de empobrecidos, da violência entre outros não requer uma séria e sincera transformação do nosso ser, da criação de um novo ser? Para muitos, política e religião não se misturam, seguem caminhos próprios e, em parte, vejo nisso, devido a cultura do toma cá e da lá, tão presente, em muitos púlpitos, de conchavos e acertos, de bancadas nada condizente com a mensagem de Jesus, o Cristo. Em contrapartida, não podemos descartar a consideração de nosso conceito de lei, de norma, de regras serem, por definição, uma codificação de fundamentações, na sua expressiva formação, advinda da tradição judaico-cristã. De certo, a política não deveria seguir uma linha pública e não se ater a discussões religiosas e morais, a qual são matéria de ordem privada? A neutralidade, a não adoção de se pautar em questões religiosas e morais para firmar e afirmar argumentos, por si só, não prova e comprova a incompatibilidade entre ser cristão e a política, entre política e religião? A política deve servir de caminho para defesas da fé cristã, da oração, da bíblia, nas escolas e da remoção daqueles que apoiam o aborto, a homossexualidade, o liberalismo comportamental, o ateísmo e por aí vai? Ouso declarar ser temerário afastar as abordagens sobre direito e justiça, política e legislação, que pode ser um erro perigoso, em função de que sempre nos deparamos com situações voltadas a lidar com questões morais a serem enfrentadas. Por exemplo, a aguda controvérsia sobre a pesquisa com células tronco e o aborto, caso seja retirado a pergunta, com relação a definição de ser humano, de ser um blastocisto, embora não possa ser tido como um ser humano pleno, para muitos, representa um ser humano, essas indagações seriam, facilmente, resolvidas, mediante a aplicabilidade de medidas legais e nada mais, entretanto, não se torna bem assim e, neste aspecto, furtar-se dos elementos morais e religiosos podem nos deixar num impasse. Atentemos para a união entre pessoas do mesmo sexo?

Vale anotar, outro elemento de controvérsia sem solução e não se faz necessário analisar o casamento no tocante a sua finalidade e as virtudes que preza? Ora, essas matérias não podem prescindir do relevo, tanto moral quanto religioso (e não falo, aqui, de proselitismo, de imposição de uma crença, do soerguer de uma teocracia, como antídoto para os malefícios e as mazelas do mundo), por envolver a própria dignidade e o próprio respeito ao ser humano. Enfim, o texto de Jeremias, como de outros profetas, pontua para uma convocação pela justiça restauradora e reconciliadora, por participarmos e partilharmos vida, por ser essa a mensagem do evangelho da graça Jesus Cristo. Além do mais, temos a disposição todo um acervo, todo um arcabouço, todo um alicerce de ensinamentos de como podemos contribuir para o florescer de uma política compromissada e comprometida ao ser humano. Se loucura ou não, a narrativa da Cruz das boas novas não seria nenhuma conformidade.
São Paulo - SP
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