Palavra do leitor
15 de dezembro de 2025- Visualizações: 421
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O Amoque do Narciso
"O narcisista lê a vida, a partir de suas fantasias, de seu senso raso e de sua fé vazia’’
Texto de Marcos 17.17.26 e Marcos 9.38-40
Os quinze judeus vitimados por um ataque terrorista ora ocorrido na Austrália, no derradeiro final de semana, durante a comemoração de uma data de celebração e de esperança para os aderidos a fé judaica, leva-me a mais uma ponderação. Decerto, percebe-se todo um eco de indignação pelo acontecido, agora, fica estampado a presença de uma infecção de narcisimo, a qual conduziram as escolhas e decisões daqueles dois terroristas. Alias, deve ser dito, assim como todo o narcisista trilha pela ideia de ser senhor de si mesmo, como se o mundo lhe devesse render e concordar, diante de qualquer oposição ou diferença, torna-se insuportável e muitos desembocam na resposta de amoque, ou seja, quando uma pessoa sem avisar e sem demonstrar, inicia um processo contínuo de matança, de destruição e de anulação do outro. Destarte, procurei-me valer do título – o Amoque do Narciso, porque esses dois terroristas deram a resposta de que não suportam a realidade, recusaram-se a amar a verdade, fizeram com que o respeito e a dignidade a vida humana se reduzisse a uma conversa tola e mentirosa. Não paro, por aqui, o Amoque do Narciso traz, como pano de fundo, os símbolos de cunho religioso, as pautas ideológicas e políticas, como um verniz para justificar todos os seus atos marcados por indiferença, por insensibilidade e por indecência. Ao analisar mais um maléfico evento da decadência do ser humano, constato o Amoque do Narciso coletivo, tribalista, de guetos, de nichos. Anota-se, falo do narcisismo coletivista, tribalista, do meu grupelho e se você não estiver lá, então, poderá ser parte dos desafios dos mártires. O que dizer do Amoque do Narciso Nero, Hitler, como também as Escrituras Sagradas espelham o Amoque do Narciso Saul e outros personagens, ali, descritos. Vou adiante, o Amoque do Narciso passa por cima de tudo e defende uma justiça sem lealdade, uma verdade sem integridade e uma justiça sem o respeito e a dignidade ao outro. Sempre se torna de bom alvitre mencionar, o Amoque do Narciso se entranha, diga-se de passagem, muito bem, nas entrelinhas da religião que se converte numa plataforma para justificar toda ação de violência, de abuso, de desmandos, de tiranias, de opressão e de desumanização do outro. Indo ao texto de Marcos 9.38-40, os discípulos de Jesus, o Cristo, são as referências exemplificativas de pessoas que se valem da religião para projetar os seus vazios, a sua alma petrificada, o seu coração poluído de desprezo por quem não se adequa as suas considerações. De pronto e imediato, os discípulos já se moviam para, sem dó e nem piedade, apagar aquele homem, aquele anônimo, sem as credenciais de pertencer ao nosso sistema, e a resposta de Jesus se estribou no amor pela verdade, no amor pela complementaridade, no amor por conhecer o Deus Ser Humano Jesus Cristo não trancafiado as gavetas dominicais, não delimitado por pertencer a este ou aquele grupo ou tribo ou gueto ou nicho. Quantas vezes, sem nenhuma hipocrisia, não agimos como um Amoque do Narciso, escondidos em ilusões e farsas, aversivos a verdade e a liberdade? O chamado de Jesus ao declarar de quem não é contra mim, tem sido por mim, ajuda-nos a olhar para as matizes e as variantes da fé da generosidade, do partilhar, do escutar, do fazer o que é certo, do amor pela verdade, do amor pela justiça, do amo pela dignidade, do amor por dizer não, quando for necessário, do amor por ler a realidade, não segundo o quero que seja, a partir dos meus delírios. Simplesmente, ler a realidade como ela é, a partir dessa Maravilhosa Graça e dessa Misericórdia Divina e, por tal modo, sejamos santificados na verdade das boas notícias do Deus Ser Humano Jesus Cristo e não venhamos a ser porta-vozes do Amoque do Narciso.
Baruch Há Shem!
Texto de Marcos 17.17.26 e Marcos 9.38-40
Os quinze judeus vitimados por um ataque terrorista ora ocorrido na Austrália, no derradeiro final de semana, durante a comemoração de uma data de celebração e de esperança para os aderidos a fé judaica, leva-me a mais uma ponderação. Decerto, percebe-se todo um eco de indignação pelo acontecido, agora, fica estampado a presença de uma infecção de narcisimo, a qual conduziram as escolhas e decisões daqueles dois terroristas. Alias, deve ser dito, assim como todo o narcisista trilha pela ideia de ser senhor de si mesmo, como se o mundo lhe devesse render e concordar, diante de qualquer oposição ou diferença, torna-se insuportável e muitos desembocam na resposta de amoque, ou seja, quando uma pessoa sem avisar e sem demonstrar, inicia um processo contínuo de matança, de destruição e de anulação do outro. Destarte, procurei-me valer do título – o Amoque do Narciso, porque esses dois terroristas deram a resposta de que não suportam a realidade, recusaram-se a amar a verdade, fizeram com que o respeito e a dignidade a vida humana se reduzisse a uma conversa tola e mentirosa. Não paro, por aqui, o Amoque do Narciso traz, como pano de fundo, os símbolos de cunho religioso, as pautas ideológicas e políticas, como um verniz para justificar todos os seus atos marcados por indiferença, por insensibilidade e por indecência. Ao analisar mais um maléfico evento da decadência do ser humano, constato o Amoque do Narciso coletivo, tribalista, de guetos, de nichos. Anota-se, falo do narcisismo coletivista, tribalista, do meu grupelho e se você não estiver lá, então, poderá ser parte dos desafios dos mártires. O que dizer do Amoque do Narciso Nero, Hitler, como também as Escrituras Sagradas espelham o Amoque do Narciso Saul e outros personagens, ali, descritos. Vou adiante, o Amoque do Narciso passa por cima de tudo e defende uma justiça sem lealdade, uma verdade sem integridade e uma justiça sem o respeito e a dignidade ao outro. Sempre se torna de bom alvitre mencionar, o Amoque do Narciso se entranha, diga-se de passagem, muito bem, nas entrelinhas da religião que se converte numa plataforma para justificar toda ação de violência, de abuso, de desmandos, de tiranias, de opressão e de desumanização do outro. Indo ao texto de Marcos 9.38-40, os discípulos de Jesus, o Cristo, são as referências exemplificativas de pessoas que se valem da religião para projetar os seus vazios, a sua alma petrificada, o seu coração poluído de desprezo por quem não se adequa as suas considerações. De pronto e imediato, os discípulos já se moviam para, sem dó e nem piedade, apagar aquele homem, aquele anônimo, sem as credenciais de pertencer ao nosso sistema, e a resposta de Jesus se estribou no amor pela verdade, no amor pela complementaridade, no amor por conhecer o Deus Ser Humano Jesus Cristo não trancafiado as gavetas dominicais, não delimitado por pertencer a este ou aquele grupo ou tribo ou gueto ou nicho. Quantas vezes, sem nenhuma hipocrisia, não agimos como um Amoque do Narciso, escondidos em ilusões e farsas, aversivos a verdade e a liberdade? O chamado de Jesus ao declarar de quem não é contra mim, tem sido por mim, ajuda-nos a olhar para as matizes e as variantes da fé da generosidade, do partilhar, do escutar, do fazer o que é certo, do amor pela verdade, do amor pela justiça, do amo pela dignidade, do amor por dizer não, quando for necessário, do amor por ler a realidade, não segundo o quero que seja, a partir dos meus delírios. Simplesmente, ler a realidade como ela é, a partir dessa Maravilhosa Graça e dessa Misericórdia Divina e, por tal modo, sejamos santificados na verdade das boas notícias do Deus Ser Humano Jesus Cristo e não venhamos a ser porta-vozes do Amoque do Narciso.
Baruch Há Shem!
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