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Palavra do leitor

Nada a Esconder

Esse é o nome de um filme que assisti recentemente e que me fez refletir sobre uma questão fundamental para todos nós. Um grupo de velhos amigos se reúne para jantar, jogar conversa fora e observar um eclipse lunar. Tudo ia muito bem, a noite era agradável e cada um contava um pouco da sua vida e ouvia as histórias do outro. Até que alguém surge com a ideia de uma brincadeira ousada: e se todos deixassem seus celulares sobre a mesa e todas as chamadas telefônicas e mensagens que chegassem pelas redes sociais fossem lidas e/ou ouvidas por todos os presentes? Afinal, não eram todos grandes amigos? Depois de uma votação rápida, o grupo concordou com a brincadeira e, apreensivos, começaram a empreitada sem saber ao certo aonde aquilo os levaria. As consequências foram desastrosas. Decepções, brigas, revelações bombásticas surgiram em meio a verdades e mentiras oriundas de seus smartphones que não paravam de receber mensagens.

Como na Caixa de Pandora, aberta pela filha de Zeus liberando todos os males do mundo, aquelas pequenas caixas de plástico jorravam as mazelas e segredos escondidos revelando o mundo obscuro de seus donos. Quão sinceros temos sido ao longo de nossa existência? Quantas e quais máscaras usamos para desempenhar os vários papéis aos quais somos convidados ou obrigados a desempenhar? O enredo da película nos leva ou pretende nos levar a uma questão filosófica e milenar: quem somos realmente?

A mentira há muito tempo tem sido companheira da humanidade levando-a a intrigas, guerras, desentendimentos, divisões, desencontros, quebra de contratos e alianças. Como uma espada afiada ela é capaz de separar vidas, famílias e nações. Como um veneno ela tem o poder de trazer morte e destruição àqueles que dela provam. Todos que adentram pelos seus labirintos descobrem, tardiamente, o quanto suas garras ferem, o quanto ela nos leva a abismos profundos, o quanto ela penetra nas entranhas do ser humano produzindo verdadeiros cânceres. Nada a esconder! Será mesmo possível ter e viver uma vida sincera (sem cera), onde as palavras expressam, na sua totalidade, aquilo que pensamos e acreditamos? Que grande esse desafio de vivermos uma vida íntegra, quando nos comportamos de maneira correta e justa, mesmo no apagar das velas, mesmo quando nossa alma é a única companheira de nossas ações.

Certo dia, curioso para saber o que as pessoas pensavam sobre ele e sua missão, e justamente por não ter nada a esconder, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: "Quem dizeis que eu sou?" (Mt 16.13). Diante de tantas respostas e especulações apresentadas, fruto da imaginação ou ignorância de alguns, um impetuoso Pedro não perde tempo e responde: "tu és o Cristo, o filho do Deus Vivo!" Quase que instantaneamente e para não deixar dúvidas sobre sua missão, o nazareno ratifica, categoricamente, a resposta do apóstolo pescador e ainda complementa que "não fora nenhum ser humano que lhe revelara tal verdade, mas o Pai que está no céu" (Mt 16.17). Nunca houve ninguém mais interessado na verdade do que o salvador Jesus. Ele é a própria encarnação da verdade. Nele não há fake news, nem há sombras de variação. Nele subsiste tudo. Nele e por ele vivemos. O que há de mais puro está nele. Esta é a notícia que não pode ser escondida, o fato que não pode ser acobertado, a informação que não pode ser adiada: Cristo é o filho do Deus Vivo.

O primeiro Adão se deixou levar pelas trevas do pai da mentira, ludibriado por este que já havia enganado um terço dos anjos e sucumbiu ante às suas consequências; todavia, o segundo Adão trouxe a luz da verdade que leva vida a quem está morto, visão ao cego, propósito ao andarilho, direção ao perdido, traz o filho aos braços do pai gracioso que o aguarda de volta. E a coerência de toda uma vida vivida na verdade o levou ao único lugar possível onde deveria ir no final de sua jornada a fim de vencer, definitivamente, o poder da mentira e de sua companheira inseparável, a morte: o monte Caveira, naquela Jerusalém que já havia matado tantos outros profetas, aquele que seria o palco definitivo da obra da salvação, quando a graça de um Deus-Homem seria escancarada trazendo a vitória derradeira sobre todas as formas de mentira e rasgando o véu da separação, para sempre. Em um mundo onde muitos insistem em viver uma vida de duplicidades, onde relações anômalas dominam corações e mentes, quando o sol continua a se pôr, testemunhando os descaminhos de corações corruptos e mentes cauterizadas, um convite nos é feito por Paulo: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fl 4.8).

Que possamos andar nas límpidas águas da verdade. Como faróis que podem ser vistos pelo marinheiro no distante mar, como a lua cheia que escancara, sem timidez, sua face a todos os moradores da terra, sem nada a temer, sem nada a esconder.

• Pb. Tony
BrasÍlia - DF
Textos publicados: 37 [ver]
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