Palavra do leitor
19 de maio de 2011- Visualizações: 1459
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Legião, pois são muitos
Só quem foi martirizado sabe o que é ser Joana D’Arc. E veja que arder na fogueira não é passatempo pra ninguém em sã consciência. Digo isso porque, de tempos em tempos, o povo seleciona pessoas ou grupos a serem rechaçados, pelos mais variados motivos. Os eleitos são, imediatamente, rotulados com repugnantes adjetivos: malditos, loucos, doentes, imorais. São palavras dessa estirpe que estigmatizaram cientistas, políticos, artistas e, mais incisivamente, os homossexuais.
O segmento gay (acompanhado de todas as suas subdivisões) é a bola da vez na fogueira social. O problema é que nem mesmo o mais liberal dos sociólogos esperava a reação do público alvo dos apontamentos populares. Os homoafetivos pularam de vítimas a caçadores. De subjugados, a algozes. Da opressão, nasceu um "purpurinado" movimento que sacudiu estruturas seculares e reuniu adeptos e simpatizantes, com força suficiente para eleger mandatários.
Com a bancada composta, eleitorado fiel e séquito repleto de formadores de opinião, os homossexuais podem se regozijar na aprovação de leis que vislumbram direitos jamais assegurados à sua categoria. É um refresco na fogueira de Joana D’Arc que, a partir de agora, passa a arder num fogo baixo que não será suficiente para aniquilar as ambições GLSBTT... (e outras letras que, porventura, venham a compor a interminável sigla).
Hoje, eles fazem apologia da própria sexualidade, beijam calorosamente nas novelas e adotam crianças que terão o caráter moldado, sabe Deus como, de acordo com seus exemplos de vida.
Falando em Deus, Ele acaba de chegar para a festa (não que esse bacanal herege seja de seu agrado). Desfrutando das prerrogativas civis que lhes foram constituídas pelas recentes mudanças no ordenamento jurídico, dois pastores da Igreja Cristã Contemporânea acabam de inaugurar a assinatura de pactos registrados em cartório. Fieis em sua doutrina, os contraentes acreditam piamente que estão na plena graça do Senhor, estabelecendo uma aliança que irá frutificar incontáveis virtudes espirituais.
Criticá-los, sob o prisma moral, é esbarrar, inutilmente, nas leis que os protegem. Combatê-los, com violência, é incorrer em crime. Resta, única e exclusivamente, cercá-los com os ditames do cristianismo que eles mesmos supostamente pregam.
Tendo a conduta considerada pecaminosa em outros grupos religiosos, Marcos Gladstone e Fábio Inácio, que já pretendiam viver maritalmente há tempos, içaram âncora do porto do tradicionalismo e fundaram a própria seita. A barca seguiu para novos mares, pescando almas com uma isca bem diferente do sólido alimento do Evangelho. O cardume encontrado pelos pregadores foi receptivo e abocanhou, com sorriso no rosto, as porções de ceva que lhes eram regurgitadas. Encher os porões do navio não foi tarefa lá muito difícil. Aliás, cumpre informar que a bíblia dos “contemporâneos” é exatamente igual a dos grupos protestantes padrão. O que muda é a hermenêutica, recheada de manobras e sublinhados que fazem a sã doutrina mudar da água para o vinho. É uma transubstanciação macabra de conceitos totalmente vilipendiados em nome da verdade por eles inventada.
De pouco (ou nada) irá adiantar dizer que é maldito o homem que se deita com o outro homem (Levítico 20:13) ou que Davi e Jonâtas tinham esposas e filhos (1 Crônicas 3:1–9; 9:40) e, evidentemente, não eram gays. Ademais, nenhum (absolutamente nenhum!) texto bíblico institui recomendações conjugais de cunho homossexual. Os escritores bíblicos se referem, sempre que tocam no assunto, aos binômios homem-mulher, marido-esposa, varão-varoa. A mãe da família é chamada, ainda, de auxiliadora idônea. No caso dos pastores da seita Contemporânea, quem seria a “auxiliadora idônea”? Quem são os sujeitos ativo e passivo da relação? Quem é a mãe que, a exemplo de Maria, ofertará o ventre a Deus?
Serão em vão, todas as referidas admoestações. Quem deseja a mentira, como se fosse verdade, não será convencido do contrário.
Os inúmeros sofrimentos, martírios e agressões pelas quais passou o movimento gay não dão carta branca aos seus adeptos para que eles deturpem a doutrina cristã. Acreditar na “verdade” mais conveniente é opção deliberada ao livre arbítrio de cada um. Escarrar no cristianismo, não.
Dentre os muitos nomes que o movimento gay adotou, é cabível, ainda, a possibilidade de chamá-los de Legião, pois são muitos (Marcos 5:9). Resta, agora, a volta do verdadeiro Senhor que, certamente, exorcizará, definitivamente, esses espíritos imundos.
(*) Hediene Zara é escritor premiado em diversos concursos e tem mais de 400 artigos publicados. É biógrafo e também presidente do Arquivo Histórico de São João da Boa Vista – SP.
O segmento gay (acompanhado de todas as suas subdivisões) é a bola da vez na fogueira social. O problema é que nem mesmo o mais liberal dos sociólogos esperava a reação do público alvo dos apontamentos populares. Os homoafetivos pularam de vítimas a caçadores. De subjugados, a algozes. Da opressão, nasceu um "purpurinado" movimento que sacudiu estruturas seculares e reuniu adeptos e simpatizantes, com força suficiente para eleger mandatários.
Com a bancada composta, eleitorado fiel e séquito repleto de formadores de opinião, os homossexuais podem se regozijar na aprovação de leis que vislumbram direitos jamais assegurados à sua categoria. É um refresco na fogueira de Joana D’Arc que, a partir de agora, passa a arder num fogo baixo que não será suficiente para aniquilar as ambições GLSBTT... (e outras letras que, porventura, venham a compor a interminável sigla).
Hoje, eles fazem apologia da própria sexualidade, beijam calorosamente nas novelas e adotam crianças que terão o caráter moldado, sabe Deus como, de acordo com seus exemplos de vida.
Falando em Deus, Ele acaba de chegar para a festa (não que esse bacanal herege seja de seu agrado). Desfrutando das prerrogativas civis que lhes foram constituídas pelas recentes mudanças no ordenamento jurídico, dois pastores da Igreja Cristã Contemporânea acabam de inaugurar a assinatura de pactos registrados em cartório. Fieis em sua doutrina, os contraentes acreditam piamente que estão na plena graça do Senhor, estabelecendo uma aliança que irá frutificar incontáveis virtudes espirituais.
Criticá-los, sob o prisma moral, é esbarrar, inutilmente, nas leis que os protegem. Combatê-los, com violência, é incorrer em crime. Resta, única e exclusivamente, cercá-los com os ditames do cristianismo que eles mesmos supostamente pregam.
Tendo a conduta considerada pecaminosa em outros grupos religiosos, Marcos Gladstone e Fábio Inácio, que já pretendiam viver maritalmente há tempos, içaram âncora do porto do tradicionalismo e fundaram a própria seita. A barca seguiu para novos mares, pescando almas com uma isca bem diferente do sólido alimento do Evangelho. O cardume encontrado pelos pregadores foi receptivo e abocanhou, com sorriso no rosto, as porções de ceva que lhes eram regurgitadas. Encher os porões do navio não foi tarefa lá muito difícil. Aliás, cumpre informar que a bíblia dos “contemporâneos” é exatamente igual a dos grupos protestantes padrão. O que muda é a hermenêutica, recheada de manobras e sublinhados que fazem a sã doutrina mudar da água para o vinho. É uma transubstanciação macabra de conceitos totalmente vilipendiados em nome da verdade por eles inventada.
De pouco (ou nada) irá adiantar dizer que é maldito o homem que se deita com o outro homem (Levítico 20:13) ou que Davi e Jonâtas tinham esposas e filhos (1 Crônicas 3:1–9; 9:40) e, evidentemente, não eram gays. Ademais, nenhum (absolutamente nenhum!) texto bíblico institui recomendações conjugais de cunho homossexual. Os escritores bíblicos se referem, sempre que tocam no assunto, aos binômios homem-mulher, marido-esposa, varão-varoa. A mãe da família é chamada, ainda, de auxiliadora idônea. No caso dos pastores da seita Contemporânea, quem seria a “auxiliadora idônea”? Quem são os sujeitos ativo e passivo da relação? Quem é a mãe que, a exemplo de Maria, ofertará o ventre a Deus?
Serão em vão, todas as referidas admoestações. Quem deseja a mentira, como se fosse verdade, não será convencido do contrário.
Os inúmeros sofrimentos, martírios e agressões pelas quais passou o movimento gay não dão carta branca aos seus adeptos para que eles deturpem a doutrina cristã. Acreditar na “verdade” mais conveniente é opção deliberada ao livre arbítrio de cada um. Escarrar no cristianismo, não.
Dentre os muitos nomes que o movimento gay adotou, é cabível, ainda, a possibilidade de chamá-los de Legião, pois são muitos (Marcos 5:9). Resta, agora, a volta do verdadeiro Senhor que, certamente, exorcizará, definitivamente, esses espíritos imundos.
(*) Hediene Zara é escritor premiado em diversos concursos e tem mais de 400 artigos publicados. É biógrafo e também presidente do Arquivo Histórico de São João da Boa Vista – SP.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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