Palavra do leitor
20 de fevereiro de 2014- Visualizações: 5880
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IGREJA, "A-Tenda ao Povo Cigano" !
“Então a nuvem (do Senhor) cobriu a tenda...”... Porque a minha casa será chamada
Casa de Oração para todos os povos” Ex. 40.34 e Isaías 56.7
Uma realidade em ‘segredo’ se descortina na tenda cigana!
Embora seja um povo místico, festeiro, amante da música, da liberdade, das cores alegres e da magia, a realidade do cotidiano nos acampamentos ciganos não é secreta é, na verdade, ignorada, infelizmente até mesmo pela Igreja!
Pouco conhecidos, às vezes temidos, sempre rejeitados, discriminados e ignorados, os ciganos são uma minoria étnica, agora reconhecida pela ONU e que se espalhou pelo mundo afora cuja diáspora remonta ao Séc. X. Perseguidos pelos árabes, os ciganos se dispersaram a partir do Punjab - noroeste da Índia onde hoje é o Paquistão e Caxemira. Dalí, o povo cigano migrou por toda a Europa, Ásia, Norte da África e Américas. Chegaram ao Brasil logo após o Descobrimento. Segundo registros históricos do período Colonial, os ciganos foram enviados como degredados pela Coroa Portuguesa e, já em 1574, João de Torres foi o primeiro cigano ibérico enviado ao nosso país com sua esposa e filhos.
“Escrever a história dos ciganos é escrever a história dos que rejeitaram escrevê-la - eles nunca deixaram registro histórico”. “Sem exagero algum, pode-se afirmar que os ciganos constituem a minoria étnica menos conhecida, e talvez por isso a mais odiada e discriminada do Brasil.” Frans Moonen – Antropólogo.
Não existem dados oficiais sobre o número de ciganos no Brasil, nem sobre a sua distribuição geográfica. Os censos demográficos brasileiros nada informam sobre ciganos ou indivíduos que são identificados ou que se auto identificam como ciganos.
No Brasil, eles se subdividem em três grupos ou clãs: Rom, Sinti e Calon. Ciganos do grupo Calon são originários principalmente da Andaluzia, sul da Espanha e de Portugal; são os chamados ciganos Ibéricos, cerca de 80% dos ciganos no Brasil são Calon.
Em termos de religião, o misticismo e a religiosidade multifacetada faz parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um Deus único que chamam – Duvê ou Duvebaron e são muito propensos ao sincretismo.
São enormes desafios à missão, mesmo depois de tantos séculos! Só recentemente tem sido feito um trabalho missionário transcultural consistente voltado a esse povo considerando sua diversidade cultural, identidade étnica e valores da sua tradição milenar. São, sem dúvida, extremamente carentes do Evangelho.
Em todo Brasil, há apenas quinze obreiros de tempo integral comprometidos na evangelização dos ciganos para uma população estimada em 800.000 a 1.000.000 de pessoas.
Portando, os desafios missionários prementes são: evangelizar, plantar igrejas autóctones e capacitar obreiros ciganos e não ciganos.
A igreja evangélica brasileira, através de suas agências missionárias transculturais, tem à frente, um enorme desafio do tamanho do Brasil. Cremos que a mensagem do Evangelho irá resgatar vidas, restaurar e dignificar a cultura e tradições do povo cigano e, em breve, com a graça de Deus, veremos um movimento de evangelização e plantação de igrejas nos acampamentos ciganos espalhados pelo Brasil.
Parece-nos que Isaías, mesmo antes de receber a revelação de que a Casa do Senhor (‘Quere du Duvê’) em língua Calon seria a “Casa de Oração para todos os povos”, profetizou algo que podemos aplicar ao desafio missionário cigano.
'Pera aí': Isaías lembrou-se do povo cigano? Será?
“Alarga o espaço da tua tenda, estenda a ‘lona’ da sua ‘barraca’... alonga as tuas cordas e firma bem as suas estacas. Pois você se estenderá..."Is 54.2,3 (NVI)
Isso eu sei:
Embora eu não leia mãos, está escrito que Deus NUNCA se esqueceu!
"Eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei..." Is 49.15b,16a
Rev. Reginaldo e Leonor Goulart – APMT / IPB
Projeto “A-Tenda ao Povo Cigano”
Evangelização, Plantação de Igrejas e Capacitação de Obreiros Autóctones.
Casa de Oração para todos os povos” Ex. 40.34 e Isaías 56.7
Uma realidade em ‘segredo’ se descortina na tenda cigana!
Embora seja um povo místico, festeiro, amante da música, da liberdade, das cores alegres e da magia, a realidade do cotidiano nos acampamentos ciganos não é secreta é, na verdade, ignorada, infelizmente até mesmo pela Igreja!
Pouco conhecidos, às vezes temidos, sempre rejeitados, discriminados e ignorados, os ciganos são uma minoria étnica, agora reconhecida pela ONU e que se espalhou pelo mundo afora cuja diáspora remonta ao Séc. X. Perseguidos pelos árabes, os ciganos se dispersaram a partir do Punjab - noroeste da Índia onde hoje é o Paquistão e Caxemira. Dalí, o povo cigano migrou por toda a Europa, Ásia, Norte da África e Américas. Chegaram ao Brasil logo após o Descobrimento. Segundo registros históricos do período Colonial, os ciganos foram enviados como degredados pela Coroa Portuguesa e, já em 1574, João de Torres foi o primeiro cigano ibérico enviado ao nosso país com sua esposa e filhos.
“Escrever a história dos ciganos é escrever a história dos que rejeitaram escrevê-la - eles nunca deixaram registro histórico”. “Sem exagero algum, pode-se afirmar que os ciganos constituem a minoria étnica menos conhecida, e talvez por isso a mais odiada e discriminada do Brasil.” Frans Moonen – Antropólogo.
Não existem dados oficiais sobre o número de ciganos no Brasil, nem sobre a sua distribuição geográfica. Os censos demográficos brasileiros nada informam sobre ciganos ou indivíduos que são identificados ou que se auto identificam como ciganos.
No Brasil, eles se subdividem em três grupos ou clãs: Rom, Sinti e Calon. Ciganos do grupo Calon são originários principalmente da Andaluzia, sul da Espanha e de Portugal; são os chamados ciganos Ibéricos, cerca de 80% dos ciganos no Brasil são Calon.
Em termos de religião, o misticismo e a religiosidade multifacetada faz parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um Deus único que chamam – Duvê ou Duvebaron e são muito propensos ao sincretismo.
São enormes desafios à missão, mesmo depois de tantos séculos! Só recentemente tem sido feito um trabalho missionário transcultural consistente voltado a esse povo considerando sua diversidade cultural, identidade étnica e valores da sua tradição milenar. São, sem dúvida, extremamente carentes do Evangelho.
Em todo Brasil, há apenas quinze obreiros de tempo integral comprometidos na evangelização dos ciganos para uma população estimada em 800.000 a 1.000.000 de pessoas.
Portando, os desafios missionários prementes são: evangelizar, plantar igrejas autóctones e capacitar obreiros ciganos e não ciganos.
A igreja evangélica brasileira, através de suas agências missionárias transculturais, tem à frente, um enorme desafio do tamanho do Brasil. Cremos que a mensagem do Evangelho irá resgatar vidas, restaurar e dignificar a cultura e tradições do povo cigano e, em breve, com a graça de Deus, veremos um movimento de evangelização e plantação de igrejas nos acampamentos ciganos espalhados pelo Brasil.
Parece-nos que Isaías, mesmo antes de receber a revelação de que a Casa do Senhor (‘Quere du Duvê’) em língua Calon seria a “Casa de Oração para todos os povos”, profetizou algo que podemos aplicar ao desafio missionário cigano.
'Pera aí': Isaías lembrou-se do povo cigano? Será?
“Alarga o espaço da tua tenda, estenda a ‘lona’ da sua ‘barraca’... alonga as tuas cordas e firma bem as suas estacas. Pois você se estenderá..."Is 54.2,3 (NVI)
Isso eu sei:
Embora eu não leia mãos, está escrito que Deus NUNCA se esqueceu!
"Eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei..." Is 49.15b,16a
Rev. Reginaldo e Leonor Goulart – APMT / IPB
Projeto “A-Tenda ao Povo Cigano”
Evangelização, Plantação de Igrejas e Capacitação de Obreiros Autóctones.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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