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Palavra do leitor

Hora de calar

Minha mãe, muito sábia, alertava os cinco filhos para terem cuidado com a língua; palavras impensadas, ditas atrás umas das outras podem ferir o próximo, o familiar com o risco de destruir relacionamentos; dizia ela que "quem muito fala dá bom dia a cavalo".

– "Quem muito fala dá bom dia a cavalo" significa que a pessoa que fala em excesso, sem filtro ou propósito, pode acabar dizendo bobagens (...). Assim como dar "bom dia" a um cavalo é um gesto inútil e sem resposta, quem fala demais se arrisca a não ter sua fala considerada ou a receber uma reação negativa. O ditado enfatiza a importância do equilíbrio na comunicação, da prudência e da sabedoria de saber quando falar e quando ouvir (Fonte: redes sociais).

"Portanto, meus amados irmãos, todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19).

Sábio e prudente o conselho para sermos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para nos irarmos.

Também minha progenitora dizia que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca, para ouvirmos mais e falarmos menos.

A sabedoria está em saber o momento certo de opinar e as palavras adequadas a pronunciar em cada assunto/situação que se nos apresentam – a prudência não está em calar, mas em refletir.

A orientação da Palavra de Deus é para que sejamos tardios para falar, ou seja, para falar devemos ouvir primeiro e, depois vem a reflexão, e por derradeiro a resposta, se devida, conveniente e mansa.

"A palavra é como a seta, depois de lançada não volta mais"; daí a necessidade de muita reflexão, muito cuidado com a língua, com a palavra, para não ofendermos as pessoas.

"Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio" (Pv 10.19).

Já narrei a estória de um casal que brigava muito, e, às vezes, chegava às vias de fato; era só o marido chegar em casa dizendo palavras torpes e a briga se alongava.

A esposa muito devota foi se aconselhar com um sacerdote, que a aconselhou a tomar a "aguinha do D. Geraldo" oferecendo a ela uma garrafa com a água supostamente milagrosa.

Chegou o momento de experimentar, quando o marido chegou e abriu a porta de casa, ela colocou a água "santa" na boca, sem engoli-la, observando a orientação do sábio homem de Deus; seu esposo adentrou em casa, gritou, esbravejou até cansar, ter sono e adormecer.

Ela percebendo que dera certo continuou adotando o conselho que recebera, com alivio, nos dias subsequentes, até que o marido passou a chegar em casa tranquilo, bem manso, e ela pôde interromper o uso da referida "metodologia".

Pensou ela após terem os dias, as semanas se passado não havendo mais brigas: êta aguinha milagrosa!

A bem da verdade o que ocorrera, e o sacerdote lhe disse, quando ela narrou os bons resultados, é que a água era comum, sem nenhum poder e que o marido deixara de entrar nervoso e com ela brigar pois não encontrara mais condições para tal, eis que ela passara a ficar silente.

Retorno a citar antigo, mas correto, ditado popular: "quando um não quer, dois não brigam", o que minha mãe também nos ensinava, há umas oito décadas (1940/1950).

Como seguidores do Senhor Jesus, essa tem que ser a nossa postura: ouvir mais, falar menos, refletindo previamente; assim, teremos a paz tão desejada com os nossos familiares, com os nossos vizinhos, com os nossos colegas de escola ou trabalho, enfim com todos com quem convivemos.

Entretanto, caso já tenha ocorrido o desentendimento, devemos ser humildes como o Senhor Jesus recomendou, confessando o erro, o pecado e pedindo perdão àqueles aos quais magoamos, conforme mencionei em texto anterior.

Creio e tenho afirmado que até quando somos a "parte ofendida" o Senhor Jesus não deixou margem a dúvidas, ao dizer "amai os vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5.44).

A Palavra de Deus leva muito a sério essa questão de inimizades, de desafetos, ficando claro que deve sempre reinar a paz.

Também não devemos nos abstrair de importante outro ensino do Senhor Jesus: "que quando formos levar a nossa oferta [de vida, e não necessariamente financeira] ao altar, e nos lembrarmos que alguém tem alguma coisa contra nós, devemos deixar a oferta de lado, ir ao encontro daquele que tem alguma queixa contra nós, nos reconciliarmos, e depois voltar para fazer a oferta (Mt 5.23-24)

Conclusão: para evitar a possibilidade de inimizades aparecerem, gratuitamente, o melhor é ter cuidado com a língua; reitero que a sabedoria não está em calar, mas em refletir.

"Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidades; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno" (Tg 3.5-6).
São Paulo - SP
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