Palavra do leitor
25 de outubro de 2015- Visualizações: 1587
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ENEM; A produção social do medo e a resposta da Graça
Parte da noite passada dediquei a tranquilizar algumas alunas que ficaram muito ansiosas com o desempenho delas no ENEM 2015. O ENEM é um processo de avaliação que ajuda a classificar o estudante e Seu resultado serve para acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras. As meninas se sentiam frustradas e desestimuladas porque se auto avaliaram negativamente. Acharam que apresentaram um desempenho péssimo e imaginaram que os indivíduos que estavam concorrendo com elas se saíram muito melhor, apesar de não terem nenhuma evidência para isso.
Imaginar que tiveram mau desempenho em relação aos outros, que os sonhos que alimentaram nos últimos anos não serão atingidos potencializou a culpa e o medo que sentiram de decepcionarem seus familiares e amigos. Produziu o medo de terem a imagem social que elas projetam, de boas estudantes, prejudicada por uma nota ruim na avaliação.
A culpa e o medo são sentimentos socialmente produzidos. Nos sentimos culpados quando não atingimos um determinado padrão social.
O medo, geralmente, é o filho da culpa. Sentimos medo de sermos rejeitados, por não alcançarmos padrões morais socialmente estabelecidos. O comportamento mais comum advindo desses sentimentos é a agressividade e a rejeição. Rejeitamos antes de sermos rejeitados. Agredimos por temermos ser excluídos.
Nos fechamos dentro de nós mesmos, com nossos temores, frustrações e ressentimentos por nos sentirmos inadequados e por temermos não sermos aceitos como desejamos. Projetamos um mundo hostil e esmagadoramente mais poderoso do que nossas qualidades e potenciais.
Numa sociedade competitiva e pragmática como a nossa tudo isso é potencializado.
Porém, a fé cristã originalmente propunha uma solução a este problema. Chama se GRAÇA. É a forma como Deus resolveu nos tratar.
"Pela graça sois salvos, isto não vem de vós, é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie nelas. Porque somos feitura sua, criados em Cristo para boas obras, as quais Deus preparou antes da fundação dos tempos para que andássemos nelas" Ef. 2:8-10.
A graça é a aceitação incondicional de Deus. Não importa o que você fez, ou deixou de fazer. Ele diz: Eu te aceito e o amo ainda assim. À sociedade acusadora Deus responde nos doando o seu caráter divino por filiação. Na fé cristã a culpa deve ser banida pelo sentimento de aceitação não sobrando espaço para medo ou agressividade.
Na graça de Deus, seu desempenho, seu esforço e suas vitórias ou derrotas perdem o poder. Tudo em função do que já foi feito. Tudo em função da Aceitação que Deus concedeu antes de qualquer ação que tenhamos praticado. Quando interiorizamos essa aceitação nos sentimos, enfim, amados e salvos. Nos sentimos completos.
Como enunciou Paul Tillich, a graça é a aceitação da aceitação de Deus. Não precisamos fazer mais nada além disso. O ENEM é uma situação representativa de várias outras que esta sociedade competitiva nos impõe. Da consciência que se desenvolveu de que serei amado e aceito, somente caso apresente bons resultados.
A despeito disso, espero que os estudantes que fizeram o ENEM no último sábado e domingo, e todos nós, juntos com eles, possamos nos lembrar nos dias que se seguirão, de que precisamos apenas 'aceitar a aceitação'. Independente da aprovação ou da reprovação, Já somos amados e aceitos. Não precisamos temer mais coisa alguma.
Que você se sinta aceito e amado hj.
#solafide
#solagratia
#dolarscriptura
Imaginar que tiveram mau desempenho em relação aos outros, que os sonhos que alimentaram nos últimos anos não serão atingidos potencializou a culpa e o medo que sentiram de decepcionarem seus familiares e amigos. Produziu o medo de terem a imagem social que elas projetam, de boas estudantes, prejudicada por uma nota ruim na avaliação.
A culpa e o medo são sentimentos socialmente produzidos. Nos sentimos culpados quando não atingimos um determinado padrão social.
O medo, geralmente, é o filho da culpa. Sentimos medo de sermos rejeitados, por não alcançarmos padrões morais socialmente estabelecidos. O comportamento mais comum advindo desses sentimentos é a agressividade e a rejeição. Rejeitamos antes de sermos rejeitados. Agredimos por temermos ser excluídos.
Nos fechamos dentro de nós mesmos, com nossos temores, frustrações e ressentimentos por nos sentirmos inadequados e por temermos não sermos aceitos como desejamos. Projetamos um mundo hostil e esmagadoramente mais poderoso do que nossas qualidades e potenciais.
Numa sociedade competitiva e pragmática como a nossa tudo isso é potencializado.
Porém, a fé cristã originalmente propunha uma solução a este problema. Chama se GRAÇA. É a forma como Deus resolveu nos tratar.
"Pela graça sois salvos, isto não vem de vós, é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie nelas. Porque somos feitura sua, criados em Cristo para boas obras, as quais Deus preparou antes da fundação dos tempos para que andássemos nelas" Ef. 2:8-10.
A graça é a aceitação incondicional de Deus. Não importa o que você fez, ou deixou de fazer. Ele diz: Eu te aceito e o amo ainda assim. À sociedade acusadora Deus responde nos doando o seu caráter divino por filiação. Na fé cristã a culpa deve ser banida pelo sentimento de aceitação não sobrando espaço para medo ou agressividade.
Na graça de Deus, seu desempenho, seu esforço e suas vitórias ou derrotas perdem o poder. Tudo em função do que já foi feito. Tudo em função da Aceitação que Deus concedeu antes de qualquer ação que tenhamos praticado. Quando interiorizamos essa aceitação nos sentimos, enfim, amados e salvos. Nos sentimos completos.
Como enunciou Paul Tillich, a graça é a aceitação da aceitação de Deus. Não precisamos fazer mais nada além disso. O ENEM é uma situação representativa de várias outras que esta sociedade competitiva nos impõe. Da consciência que se desenvolveu de que serei amado e aceito, somente caso apresente bons resultados.
A despeito disso, espero que os estudantes que fizeram o ENEM no último sábado e domingo, e todos nós, juntos com eles, possamos nos lembrar nos dias que se seguirão, de que precisamos apenas 'aceitar a aceitação'. Independente da aprovação ou da reprovação, Já somos amados e aceitos. Não precisamos temer mais coisa alguma.
Que você se sinta aceito e amado hj.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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